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Como calcular extintores e detalhar no Revit?

Neste artigo você vai aprender a calcula a carga de incêndio de edificações comerciais pelo método probabilístico para dimensionar a quantidade e tipo de extintores de incêndio do empreendimento, levando em conta os custos e margem de segurança segundo as Instruções Técnicas e legislações vigentes.

No exemplo deste blog, utilizaremos as ITs do Estado de São Paulo, pois é a “norma mãe”, que guia praticamente todas as outras unidades federativas do país, haja visto que São Paulo está sempre na vanguarda de novas leis e tecnologias visando o combate a incêndios, representado pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Antes de iniciar os cálculos e detalhamento, precisamos entender a diferença entre os extintores, seus tipos e classificações.

Quais são as Classes de Incêndio dos Extintores

Os incêndios são classificados em classes, dependendo do tipo de material combustível. As características de queima de cada material, necessitam de tipos diferentes de agentes extintores. Por isso, é muito importante saber identificar o material que está sendo queimado.

  • Classe A – Aparas de papel e madeira: A indicação é feita por um triângulo verde – Incêndios em sólidos, como madeira, papel e borracha e plástico.
  • Classe B – Líquidos inflamáveis: A indicação é feita por um quadrado vermelho – Incêndios em líquidos inflamáveis.
  • Classe C – Equipamentos elétricos: A indicação é feita por um círculo azul – Incêndios em equipamentos elétricos.
  • Classe D – Metais combustíveis: A indicação é feita por uma estrela amarela – Incêndios em metais pirofóricos. Pó de zinco, sódio, magnésio, alumínio, antimônio, etc.
  • Classe K – Óleos e gorduras: A indicação é feita por um quadrado preto – Incêndios em óleos e gorduras – Utilizado em cozinhas industriais.
Quais são os tipos de agentes extintores

Existem extintores de tamanhos, pesos e mais importante, de agentes extintores diferentes. É muito importante que não só os brigadistas, mas que todos os ocupantes do imóvel, saibam diferenciá-los.

  • ÁGUA: Age por resfriamento. São utilizados em incêndios Classe A, ou seja, em materiais sólidos como madeira, tecidos, papel, borracha e plástico. Em hipótese alguma deve ser usado em líquidos e gases inflamáveis e em equipamentos elétricos.
  • GÁS CARBÔNICO (CO2): O gás age por abafamento, extinguindo o oxigênio do local, impossibilitando assim, que a reação do fogo ocorra. São indicados para incêndios classe B e C. E estes são exatamente os casos em que a água não surte efeito, líquidos e gases inflamáveis e em equipamentos elétricos.
  • PÓ QUÍMICO BC: São utilizados para as mesmas classes de incêndio (B e C) que o extintor de CO2. Mas ao invés de agir por abafamento, age por meio de reações químicas do bicarbonato de sódio.
  • PÓ QUÍMICO ABC: Este é o agente químico mais completo. Pode ser utilizado em qualquer classe de incêndio. Ele extingue o fogo através do abafamento por fosfato monoamônico.
  • ESPUMA MECÂNICA: Combatem as classes de incêndio A e B. São muito utilizados em locais que possuem armazenagem de líquidos e gases inflamáveis. A espuma age por resfriamento e abafamento
CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO

O método geralmente utilizado para determinação da carga de incêndio é o probabilístico, listado na TABELA A da IT 14/2019 do CB PM/SP (link aqui). Neste caso, temos uma loja de roupas de 100 m², sendo 60m² de salão e 28m² de estoque, logo, dois ambientes.

Pelo decreto 63.911 da ALESP (São Paulo), os riscos são divididos em:

  • Risco Baixo: ≤ 300MJ/m²
  • Risco Médio: > 300MJ/m² e ≤ 1200MJ/m²
  • Risco Alto: 1200 MJ/m²

Portanto, estamos enquadrados no risco médio, pois 600 MJ/m² está dentro da margem desta classificação.

Logo, deveremos consultar dentro da IT 14/2019 qual a categoria referente ao empreendimento. 

Neste exemplo, uma loja de roupas: Comércio varejista, loja de produtos têxteis (item 5.2) – Divisão C-2 – 600MJ/m²

DISTÂNCIA DE CAMINHAMENTO

Com o risco determinado, precisamos verificar na tabela 1 da IT 21/2019 do CB PM/SP a distância de caminhamento na edificação.

  • Risco Baixo: 25m
  • Risco Médio: 20m
  • Risco Alto: 15m

A distância de caminhamento é a distância percorrida pelo ocupante (pessoa) entre o ponto em que ele se encontra e o extintor mais próximo ao mesmo.

Geralmente, desenhamos um raio com a distância determinada pelo nível do risco (baixo, médio ou alto) e posicionamos os extintores de modo que estes preencham toda a área da edificação. Caso haja obstáculos entre o extintor e um ponto, deve-se calcular a distância de caminhamento de modo que seja equivalente a vida real (desenhar o trajeto da pessoa e ver se está dentro da distância de caminhamento).

Em nosso caso, a distância máxima de caminhamento (ou raio de abrangência) será de 20 metros. Essa é a distância máxima que o ocupante poderá percorrer até chegar ao extintor mais próximo.

CAPACIDADE EXTINTORA

Não nos aprofundaremos muito nesta parte, pois este tópico merece um artigo à parte, mas basicamente, nossa edificação possui o risco de incêndio predominante Classe A e secundário de Classe C.

Segundo o item 5.2.1.5 da IT 21/2019, os pavimentos devem ser protegidos por no mínimo, dois extintores, na proporção de 1 unidade para classe A e 1 unidade para classe B e C, sendo permitida a instalação de duas unidades extintoras iguais de pó ABC.

Isto porque o extintor de pó químico ABC pode substituir qualquer tipo de extintor das Classes A, B e C dentro de uma edificação ou área de risco. Se a área construída for inferior a 50 m², é permitido a instalação de um único extintor de pó químico ABC em edificações, mezaninos e pavimentos.

Agora entra a capacidade extintora!

Para cada tipo de extintor, uma unidade A ou BC ou ABC depende da sua capacidade unitária.
Vamos para as classificações:

Extintores portáteis:

  • Carga d’água: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A;
  • Carga de espuma mecânica: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A : 10-B;
  • Carga de Dióxido de Carbono (CO2): extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 5-B:C;
  • Carga de pó BC: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 20-B:C;
  • Carga de pó ABC – extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A : 20-B:C;
  • Carga de halogenado: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 5-B:C.

ATENÇÃO: Capacidade extintora é diferente da Capacidade Nominal!

A escolha do extintor de incêndio acaba sendo feita pela sua capacidade nominal quando uma pessoa vai comprar. A capacidade nominal é o quanto o extintor de incêndio tem dentro dele. Um exemplo que podemos dar são os modelos existentes no mercado brasileiro de pó químico seco (PQS): 2 kg, 4 kg, 6 kg, 8 kg, 12 kg, 20 kg, 25 kg, 30 kg, 50 kg e 55 kg.

Mas, não se escolhe extintor de incêndio pela sua capacidade nominal, e sim pela sua capacidade extintora. Capacidade extintora faz parte do projeto de fabricação do extintor de incêndio e é definida por ensaio prático normalizado. Quando vemos os números na frente das letras das classes extintora (A, B, C), isto representa quanto o extintor de incêndio apaga, ou seja, sua capacidade extintora para a respectiva classe.

Veja este exemplo de um determinado fabricante de extintores nacionais:

Classe de Fogo

Capacidade Extintora

Carga

Agente Extintor

ABC

3-A:20-B:C

12 kg

Fosfato monoamônico

Neste exemplo, para a classe de fogo ABC, o agente extintor é fosfato monoamônico, com capacidade nominal de 12 kg e capacidade extintora de 3A:20B:C.

Esta capacidade extintora significa que apaga 3 quantidades de matérias sólidas que queimam em superfície e em profundidade (3A), 20 quantidades de materiais inflamáveis derivados de petróleo (20B) e 1 quantidade de equipamento elétrico (1C).

Sendo assim, com base na IT Nº 21/2019 do CBM-SP, as capacidades extintoras mínimas de casa tipo de extintor são estabelecidas de acordo com a lista que mostramos logo acima.

Para dimensionar os extintores portáteis, utiliza-se três critérios: capacidade extintora, risco de ocupação da edificação e a distância máxima que qualquer pessoa da edificação pode percorrer do ponto de fixação de um extintor de incêndio a qualquer ponto da área protegida por ele. Essas relações são padronizadas de acordo com a NBR 12693/2013 (tabela 6) e a IT Nº 21/2019 (tabela 1) do CBM-SP.

Classe de Risco da
Edificação – Classe A

Capacidade
Extintora Mínima

Distância máxima a
percorrer de extintores portáteis

Distância máxima a
percorrer de extintores carreta

Risco Baixo

2-A

25m

38

Risco Médio

3-A

20m

30

Risco Alto

4-A

15m

23

Classe de Risco da Edificação – Classe B/C

Capacidade Extintora Mínima

Distância máxima a percorrer de extintores portáteis

Risco Baixo

20-B

15m

Risco Médio

40-B

15m

Risco Alto

80-B

15m

Chegamos à conclusão de que será necessária a capacidade extintora mínima de 3-A 40-B:C nessa loja.

Ah! A norma permite que sejam utilizados extintores de carga d’água com capacidade extintora maior do que a necessária para o risco, assim como também permite a união (colocar em dupla) 2 extintores 2-A para formar o equivalente a 1 extintor 4-A.

Com base no catálogo da Firex (imagem abaixo), 2 extintores de pó ABC com 12kg serão suficientes para atender esta loja. Logo, teremos uma capacidade extintora total de 12A 80-B:C. Isso porque a distância de caminhamento entre os extintores não pode ultrapassar os 15 metros (risco BC) e 20 metros no risco A.

Podemos optar também por adotar 2 extintores de carga d’água 2-A 10L (em dupla) e 1 de pó BC 12kg, totalizando uma capacidade extintora de 4-A 40-B:C.

POSICIONAMENTO

Para posicionar o primeiro extintor de incêndio, seguimos a especificação que ele deve estar localizado a, no máximo, 5 metros da entrada principal da edificação no pavimento térreo ou a 5 metros da escada nos demais pavimentos.

Estabelecido o primeiro extintor de incêndio e a área de alcance da distância máxima a percorrer que este extintor protege, se estabelece os próximos extintores de incêndio com foco na distância máxima a percorrer, mas com um olhar centralizada e estratégico, até cobrir toda a área da edificação.

Além disso, para cada risco, no mínimo, 50% dos extintores de incêndio têm que ser constituído por extintores portáteis. Se houver extintores carretas, estes devem ter sua área de proteção restrita ao nível do piso encontrado.

Se a edificação possuir riscos específicos, tais como: casa de caldeira, casa de força elétrica, quadros elétricos, transformadores, contêineres de telefonia, casa de bombas, casa de máquinas, central de armazenamento de gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis, galeria de transmissão, incinerador, locais de materiais metálicos pirofóricos e cozinhas profissionais, estes devem ser protegidos por um extintor de incêndio extra, independente da proteção geral da edificação ou área de risco.

OPÇÃO 2X ABC

 

OPÇÃO 2X ÁGUA + 1X BC

CUSTOS POR OPÇÃO

Adotando 2 extintores de pó ABC 12kg, cada um a um custo de R$ 315,00, teremos que investir R$ 630,00.

Adotando 2 extintores de Carga d’água 10L (R$ 175,00 cada) e 1 extintor de pó BC 12kg (R$ 260,00 cada), teremos um total investido de R$ 350,00 + R$ 260,00, totalizando R$ 610,00.

Uma diferença de aproximadamente R$ 20,00!

Por isso os extintores de pó ABC são os mais utilizados e mais comuns no mercado, dependendo da sua região, eles acabam sendo muito mais viáveis economicamente, pois menos equipamentos significam menor custo de manutenção e menos espaço ocupado no ambiente.

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Revit 2023 – O que há de novo?

Então, aqui estamos no início de abril de 2022, a Páscoa batendo a porta, as comemorações de ano novo já parecem uma memória distante, e todos esperamos dias mais longos e um clima mais frio!

Este ano, o Revit celebra seu Jubileu de Prata, comemorando 25 anos desde sua concepção! O Revit, um produto de software que se originou em 1997 e foi adquirido pela Autodesk em 2002, agora é uma plataforma muito madura aos 25 anos de idade e se junta a uma coleção de software da Autodesk com a qual só poderíamos sonhar em 2002!

Assim como na versão anterior, vimos um impulso maior em direção aos principais recursos da plataforma do Revit, que certamente beneficiarão todos os usuários. Uma quantidade razoável de esforço foi colocada na criação real de pranchas, na colocação de vistas nas folhas e na impressão, o que é ótimo para todos os usuários do Revit.

A automação também é apresentada nesta versão, utilizando o Dynamo player para automatizar as conexões de aço e conduzir o novo mecanismo de modelagem analítica. A automação e o Dynamo estão se tornando um requisito significativo ao combinar o modelo físico do Revit com um modelo analítico controlável e orientado por design.

Neste blog, veremos alguns dos novos recursos da plataforma, algumas atualizações interessantes do Dynamo e, é claro, todos os novos recursos estruturais, incluindo as ferramentas mais recentes para modelagem de vergalhões e a definição e melhorias em torno da modelagem analítica.

Atualizações do plano de referência

Três aprimoramentos foram adicionados ao Revit 2023 ao trabalhar com planos de referência e de trabalho. Agora você pode simplesmente acessar a ferramenta ‘Selecionar Plano (pick a plane)’ diretamente do menu suspenso ‘Selecionar Plano de Trabalho (pick work plane)’. A ferramenta ‘Selecionar Plano (Pick a Plane)’ também possui um novo atalho de teclado adicionado ‘PK’

Ao trabalhar com arquivos CAD vinculados ou importados, agora você pode usar um plano de referência nomeado para controlar diretamente o posicionamento. Este é um grande benefício quando a referência CAD não está alinhada a um plano ou elevação. Um bom exemplo disso é quando se trabalha em um telhado.

O Revit agora também salvará o último plano de posicionamento usado ao inserir famílias. Novamente, isso economiza um pouco de tempo ao usar famílias baseadas em faces e planos.

Medir em 3D

Agora você pode medir diretamente em uma visualização 3D, o que é muito útil. Anteriormente, você precisaria gerar uma elevação ou seção específica para realizar uma medição fora do plano.

Melhorias IFC

Nas versões anteriores, para definir uma boa saída IFC para elementos em seu projeto, você teria que adicionar uma série de parâmetros compartilhados para classificar corretamente cada elemento.

Por exemplo, nas versões anteriores do Revit, a maioria de suas fundações estruturais seria simplesmente exportada como IfcFooting, o que é incorreto para muitas das fundações.

No Revit 2023, cada elemento agora tem 4 instâncias IFC padrão e parâmetros de tipo para classificações específicas. Na imagem mostrada abaixo, você pode ver os parâmetros de instância definidos em uma base de bloco junto com o tipo predefinido IFC para adicionar uma classificação detalhada.

Ao definir o tipo predefinido IFC, você tem uma caixa de diálogo muito útil que primeiro solicita que você selecione seu esquema IFC, depois o tipo IFCProduct e, em seguida, o tipo predefinido. Isso evita que você tenha que procurar o formato e as definições em sites externos.

Esta é certamente uma adição muito bem-vinda e facilitará uma melhor interoperabilidade entre diferentes softwares.

Ordem de impressão

Ao imprimir várias folhas, agora você pode controlar a ordem de impressão das pranchas. Existem três opções diferentes que você pode usar, organização do navegador, número da folha ou manual. Na caixa de diálogo abaixo, os desenhos de vergalhões e as tabelas de dobra foram ordenados manualmente.

Trocando visualizações em planilhas

Agora você pode trocar as vistas e alterar o posicionamento nas folhas. Isso caminha de mãos dadas com o novo recurso anterior de duplicar folhas com visualizações. Você usaria essa nova ferramenta para substituir as visualizações. Muito útil para criação rápida de desenhos e saídas de desenho com aparência consistente.

A imagem acima mostra a funcionalidade anterior no Revit 2022 para duplicar a folha com vistas e detalhamento.

Você pode então trocar as visualizações nas folhas copiadas usando as novas ferramentas do Revit 2023. Observe que você também pode filtrar a lista de visualizações com uma string de pesquisa que será crucial em projetos maiores com centenas de visualizações.

Vistas do Navegador de projeto no gráfico de folhas

Um novo símbolo gráfico indica vistas que são colocadas em folhas. Este é um método muito mais fácil de determinar se uma vista foi usada em uma folha. Anteriormente, teríamos que confiar na organização do navegador.

Quando uma vista é colocada em uma folha, a vista é preenchida com um quadrado azul sólido. No caso de uma tabela dividida, se uma tabela parcial foi colocada em uma folha, isso é representado por um quadrado meio preenchido.

Melhorias no vergalhão do Revit 2023

Como em muitas versões anteriores, a Autodesk continua aprimorando as ferramentas de reforço, com foco particular na usabilidade e funcionalidade. No Revit 2023, agora temos uma ferramenta significativa chamada ‘Distribuir Armadura (propagate rebar)’, que altera totalmente a maneira como o vergalhão é colocado nos elementos.

Na imagem abaixo, o comando ‘Distribuir Armadura (propagate rebar)‘ foi iniciado e você pode ver dois fluxos de trabalho diferentes, ‘Com base no hospedeiro’ ou ‘Com base na face’. O comando Alinhar por hospedeiro copiará todo o vergalhão dentro de um elemento e tentará colocar e restringir o vergalhão a elementos selecionados semelhantes. No exemplo abaixo, um vergalhão de colunas pode ser propagado para muitas das colunas, mesmo que as rotações e dimensões da coluna sejam diferentes.

Isso melhora enormemente a eficiência da geração da armação em todos os projetos e permite que as bibliotecas de reforços ‘típicos’ sejam salvas como utilizadas em outros projetos.

Ao trabalhar com vergalhões, agora você pode controlar facilmente o estado de visibilidade do vergalhão usando o nível de detalhe na barra de ferramentas de controle de visualização. Isso simplesmente alterna o vergalhão de uma única linha para um perfil 3D completo em um único clique. No entanto, você ainda precisa usar os estados de visibilidade da vista quando desejar mostrar o vergalhão desobstruído. Novamente, isso melhora muito a usabilidade e a eficiência com modelagem e detalhamento de vergalhões.

Alterações na modelagem analítica do Revit 2023

Desde que o Revit Structure foi concebido pela primeira vez, o modelo analítico sempre foi associado e vinculado ao modelo físico, e você pode perguntar, por que não seria o caso?

Existem muitas situações em que as atualizações automáticas e o processo de análise estrutural se chocam. Um exemplo clássico é a precisão do processo de modelagem. Um engenheiro pode fazer certas suposições sobre um sistema estrutural para simplificar o processo de análise. Na imagem abaixo, o painel analítico foi restringido às grades de colunas e vigas.

Isso simplifica o processo de EF e, por sua vez, cria um melhor conjunto de resultados. Uma situação semelhante é mostrada onde o modelo físico da coluna se estende além do nível para uma conexão de emenda. O modelo analítico seria simplificado ao nível.

Vale a pena notar que, se você ainda precisar de um modelo analítico ‘automatizado’ como ponto de partida, poderá usar o Dynamo player e um script pré-criado para gerar automaticamente os vários elementos analíticos com base em suas contrapartes físicas.

Automação de conexão de aço

As conexões de aço agora podem ser colocadas com um ícone dedicado para iniciar o Dynamo Player e colocar as conexões por faixas de aplicabilidade ou por carregamento.

Em um post futuro vou focar nas novas ferramentas do Dynamo e como elas podem ser usadas com o modelo analítico e detalhamento de aço!