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26 melhores sites para Baixar FAMÍLIAS REVIT GRÁTIS em 2025

Baixar famílias do Revit é uma tarefa que faz parte do dia a dia de muitos profissionais, mas pode ser um verdadeiro desafio quando se trata de famílias de qualidade…

Todos nós precisamos de um bom conteúdo para preencher nossos modelos, e se eles são gratuitos, melhor ainda!

A maioria de nós trabalha com prazos apertados e não tem as horas livres necessárias no dia para construir nossa própria biblioteca do Revit. É aqui que as bibliotecas on-line podem ser tão valiosas.

Diferente de outros softwares de arquitetura, uma família no Revit é muito mais que um modelo para decorar sua renderização, no BIM temos uma série de informações e outros dados que devem ser configurados corretamente para a perfeita integração do ecossistema.

Se você está cansado de perder tempo procurando famílias para seus projetos, esta entrada é para você! Aqui está uma lista dos melhores sites para baixar famílias Revit em 2025!

MELHORES SITES PARA BAIXAR FAMÍLIAS REVIT em 2025 [ATUALIZADO]

Um bom site de download de famílias para o Revit precisa, além de oferecer famílias de qualidade, ter uma interface simples e intuitiva , que nos permita encontrar facilmente o que precisamos.

É de extrema importância que as famílias sejam paramétricas, bem modeladas e leves, ou seja, oferecem a possibilidade de fazer customizações, configurações e ajustes, para que se adaptem da melhor forma possível a sua demanda.

Então vamos conhecer os melhores sites para baixar famílias Revit!

1. BIM OBJECT

A BIM OBJECT disponibiliza um catálogo enorme de fabricantes e respetivos produtos, com uma interface bastante intuitiva e simples, facilitando a navegação e pesquisa por marca, categoria, materiais, tipos de construção e tipo de ambiente.

E o melhor de tudo é que o site já tem uma grande parcela dos maiores fornecedores brasileiros de materiais e objetos para a construção civil, tanto para a Engenharia quanto para a Arquitetura, recomendo fortemente o seu cadastro lá!

2. BIM STORE

A Bimstore desenvolve todas as famílias seguindo o manual de boas práticas BIM, que nada mais é do que um guia de criação de famílias para o Revit que segue as melhores práticas de desenvolvimento.

O site apresenta uma ampla variedade de conteúdo de fabricantes do Reino Unido.

3. MODLAR

A MODLAR oferece um enorme catálogo que varia de conteúdo de fabricantes a conteúdo genérico criado por usuários.

Seu sistema de busca é muito prático , permitindo que você pesquise por país, mostrando assim resultados mais alinhados com sua localização e mercado.

4. DOCOL

A DOCOL já é uma grande conhecida, uma empresa brasileira de metais sanitários, que disponibiliza todo o seu catálogo no formato Revit. São produtos como registros monocomando, acabamentos para louças, duchas, duchas higiênicas e outros produtos.

O interessante do site é que você baixa o catálogo de uma só vez e carregar em seu projeto sempre que precisar!

5. GERDAU

Uma das maiores fabricantes de aço do país agora disponibiliza em sua biblioteca os produtos destinados às estruturas metálicas.

Desenvolvidos para as plataformas Autodesk Revit, os modelos digitais dos Perfis Estruturais (W e HP) garantem mais velocidade e praticidade no desenvolvimento dos seus produtos.

6. SASAZAKI

A Sasazaki é uma das maiores fabricantes de esquadrias do país e pioneira em bibliotecas BIM nacionais nesse nicho.

São diversas portas e janelas que facilitarão seu processo de orçamento e projeto.

7. HILTI

A Hilti é uma empresa que desenvolve, fabrica e comercializa produtos para as indústrias da construção, manutenção predial, energia e manufatura, principalmente para o usuário final profissional

8. PAULUZZI

Fabricante nacional de blocos cerâmicos para Alvenaria Estrutural, Alvenaria Racionalizada e Alvenaria de Vedação, na vanguarda deste segmento há 90 anos e pioneira nacional no desenvolvimento de famílias BIM.

9. PORMADE PORTAS

A Pormade é a primeira empresa de portas no Brasil, a lançar uma biblioteca de produtos, para a plataforma BIM. Nesta biblioteca, o usuário além de visualizar todos os produtos fabricados pela empresa, também poderá inserir estes modelos em seus projetos e obter informações relevantes, de como este produto irá interagir com o processo de execução das paredes do seu empreendimento.

10. DEXperience

Portal integrado das principais marcas do país e que fazem parte do grupo Duratex. Nesta biblioteca temos os catálogos da Portinari, Deca, Duratex e Ceusa. O cadastro é um pouco longo mas vale a pena ter acesso em primeira mão aos lançamentos dessas empresas em um único site.

11. TIGRE

Aqui você tem acesso ao catálogo de produtos da Tigre, uma das principais fabricantes de produtos para o segmento de hidráulica, elétrica e esgoto do país, com tubos PVC, PEAD, PEX, conduletes, conduítes e conexões sanitárias. O acesso é feito pela OFCDESK.

12. AMANCO

Principal concorrente da Tigre no Brasil, a Amanco também possui sua biblioteca BIM recheada com os principais itens de seu portfólio, seguindo rígidos padrões internacionais de modelagem.

13. ASTRA

A Biblioteca Astra foi desenvolvida conforme o conceito BIM. Ela apresenta as especificações técnicas necessárias sobre os produtos da marca para aplicações em projetos de construção civil. Nesta primeira fase da Biblioteca BIM da Astra, estão disponíveis os desenhos 3D paramétricos, contendo os atributos da linha de esquadrias de alumínio, PEX monocamada e multicamada gás.

14. ELIANE

Uma das principais fabricantes de porcelanato no Brasil está presente desde 2018 no mundo BIM, através de sua biblioteca completa com as principais linhas da marca. O download é feito de todo o catálogo uma única vez, super recomendado!

15. BIMBOX

BIMBox tem grande parte de seu conteúdo voltado para interiores (mesas, sofás, aparadores, etc). Apesar de ser um site voltado para o mercado britânico, o catálogo possui uma grande variedade de famílias.

16. NAUGHTONE

O NaughtOne uma empresa de design e fabricação de móveis que oferece seus produtos em CAD, 3DS e, claro, Revit. Apesar de ter sido adquirida pela Herman Miller em 2016, continua sendo uma marca independente.

17. ARCAT

A ARCAT disponibiliza conteúdo de fabricantes e genéricos, oferecendo uma enorme lista de famílias para o Revit. O mais interessante aqui é a variedade de famílias, que vão desde portas e janelas, até colunas, paredes e elementos acústicos.

18. Biblioteca Nacional BIM (NBS)

A Biblioteca Nacional BIM oferece uma extensa coleção de famílias genéricas e de vários fornecedores, mostrando como o Reino Unido vem liderando a adoção de padrões BIM. Todos os modelos atendem a Norma de Objetos NBR BIM , que é reconhecida internacionalmente.

19. Herman Miller

A Herman Miller é uma empresa norte-americana que produz móveis de escritório, equipamentos e artigos de decoração. Devido ao enorme catálogo de produtos que a empresa possui, a biblioteca da família também é grande, é uma ótima opção, principalmente quando sua necessidade é para itens de escritório.

20. SteelCase

A SteelCase é uma empresa que oferece produtos de escritório , possui uma vasta gama de artigos de mobiliário. Seu catálogo de família é muito extenso e possui um painel de pesquisa muito intuitivo.

21. LUMINI

A Lumini é uma empresa brasileira de iluminação que possui toda uma gama de itens que vão desde plafons, arandelas, luminárias, pendentes e mais uma série de produtos incríveis.

Todos os itens já vêm com o conjunto de pontos de luz configurado, o que facilita muito as coisas, principalmente quando seu projeto é renderizado.

22. Plataforma BIM BR

A Plataforma BIMBR almeja se tornar um repositório de bibliotecas virtuais BIM no Brasil, em linha com a “Estratégia Nacional de Disseminação BIM” (Estratégia BIM BR).

O mais legal é que a plataforma é voltada principalmente para o mercado brasileiro, vale a pena conferir os itens desta biblioteca.

23. ARCHIPRODUCTS

Archiproducts é um banco de dados de objetos BIM para arquitetura, construção, engenharia e design. O catálogo é bastante extenso e possui vários formatos de arquivo, mas nem todos os produtos são compatíveis com o Revit.

24. HighTower

A High Tower trabalha com linha própria de produtos e também com diversas marcas internacionais, oferecendo um enorme catálogo de produtos de interiores, o que consequentemente disponibiliza seu catálogo em formato CAD, Sketchup e Revit.

25. KNOLL

A Knoll é uma empresa de design que produz cadeiras, pastas, mesas, escrivaninhas e diversos outros móveis para escritórios, residências e ambientes escolares.

Seus produtos estão disponíveis para download em diversos formatos, inclusive para Revit.

26. SYNCRONIA

A Syncronia é uma empresa que trabalha em colaboração com a Autodesk e fornece um catálogo muito completo não só de famílias, mas também de materiais, catálogos e especificações. 

Seu sistema de busca é simples e conta com um sistema de filtros bem prático, vale a pena conferir!

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Artigos Segurança contra Incêndio

Válvulas de Bloqueio para Rede de Hidrantes: O Que São, Para Que Servem e Como Dimensionar

O Que São Válvulas de Bloqueio em Redes de Hidrantes?

As válvulas de bloqueio são dispositivos que controlam o fluxo de água dentro das redes de combate a incêndio por hidrantes. Elas servem para interromper ou liberar a passagem da água, facilitando manutenções, inspeções ou isolamento de trechos do sistema sem comprometer toda a rede.

Essas válvulas são essenciais em sistemas sob comando, que exigem ação humana para operação, como hidrantes e mangotinhos, com água pressurizada disponível a partir de um reservatório e acionada por bombas exclusivas.

Função e Importância das Válvulas de Bloqueio

A função principal da válvula de bloqueio é permitir a manutenção de partes da instalação sem necessidade de desligar o sistema por completo. Isso é especialmente importante em edificações com mais de uma célula de reservatório, pois possibilita que uma parte continue operando enquanto outra passa por limpeza ou reparos.

Além disso, em sistemas com ramais laterais ou diferentes colunas de incêndio, as válvulas de bloqueio secundárias (também chamadas de válvulas seccionais) isolam pavimentos ou setores, o que aumenta a segurança operacional e reduz riscos durante emergências.

Tipos e Localização das Válvulas de Bloqueio

As válvulas de bloqueio mais utilizadas nesse tipo de sistema são do tipo gaveta, conhecidas por permitir passagem plena da água sem grandes perdas de carga quando totalmente abertas.

Elas devem ser instaladas:

  • Na saída de cada célula do reservatório de incêndio;
  • Antes dos ramais que alimentam colunas ou pavimentos específicos;
  • Próximas aos pontos de manutenção e interligação com bombas e acessórios hidráulicos.

Esses locais estratégicos garantem fácil acesso e operação em caso de emergência ou necessidade de intervenção técnica.

Exigências Normativas: NBR 13.714 e IT 22-SP

NBR 13.714

A norma brasileira em vigor recomenda a presença de válvulas de bloqueio em pontos-chave da instalação. O uso de válvulas metálicas é obrigatório, e sua identificação deve ser clara, preferencialmente com pintura vermelha.

Instrução Técnica 22 (SP)

Já a legislação do Estado de São Paulo, bastante adotada em projetos práticos, também exige válvulas de bloqueio nas saídas do reservatório e nos trechos seccionáveis da rede. A IT 22-SP é considerada mais realista e adequada à realidade brasileira, simplificando projetos sem comprometer a segurança e você pode fazer o download dela clicando aqui.

Cuidados no Projeto e Instalação

Alguns cuidados são essenciais para garantir o bom desempenho e segurança do sistema:

  • Evitar instalação em áreas de risco ou difícil acesso;
  • Manter distância de elementos estruturais como vigas e pilares;
  • Prever sinalização adequada para fácil identificação durante emergências;
  • Dimensionar corretamente os diâmetros conforme a vazão necessária e a pressão exigida, evitando perda de carga ou sobrepressão nos esguichos.

Além disso, sempre que possível, testes periódicos devem ser realizados para garantir o perfeito funcionamento das válvulas em situações reais.

Válvula de Bloqueio não é Acessório: É Segurança

Apesar de parecer apenas um “componente técnico”, a válvula de bloqueio pode ser determinante para o sucesso do combate ao fogo dentro de uma edificação. Um sistema com válvulas bem posicionadas e operacionais garante:

  • Isolamento de trechos com vazamento;
  • Continuidade do combate ao fogo mesmo com parte do sistema comprometido;
  • Facilidade de inspeção, testes e manutenção da rede.

Conclusão

As válvulas de bloqueio são peças-chave nos sistemas de hidrantes. Elas proporcionam controle, segurança e eficiência em situações críticas. Um projeto bem pensado e corretamente instalado, com base nas normas brasileiras e legislações estaduais como a IT 22-SP, pode salvar vidas e patrimônios.

Se você é engenheiro, projetista ou responsável por segurança predial, não subestime a importância dessas válvulas. Invista em qualidade, dimensionamento correto e manutenção constante.

Caso você queira fazer o download de um conjunto de válvulas de bloqueio para o Revit (compatível a partir da versão 2018, clique aqui ou no botão abaixo).

Somos especialistas!

O Estúdio BIM é especializada na elaboração de Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) utilizando a metodologia BIM, que proporciona maior precisão, eficiência e integração entre os sistemas.

Nosso diferencial está no desenvolvimento de um dos melhores templates BIM do mercado, garantindo soluções otimizadas e alinhadas às normas técnicas. Com nosso know-how no setor, entregamos projetos de alta qualidade e totalmente adaptados às necessidades de cada cliente.

Se você busca segurança, agilidade e inovação no desenvolvimento do seu PPCI, entre em contato conosco. Estamos prontos para transformar o seu projeto!

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Artigos BIM Revit

Sites gratuitos para baixar famílias REVIT em 2025

Baixar famílias do Revit é uma tarefa que faz parte do dia a dia de muitos profissionais, mas pode ser um verdadeiro desafio quando se trata de famílias de qualidade…

Todos nós precisamos de um bom conteúdo para preencher nossos modelos, e se eles são gratuitos, melhor ainda!

Se você está cansado de perder tempo procurando famílias para seus projetos, esta entrada é para você! Aqui está uma lista dos melhores sites para baixar famílias Revit em 2025!

1. BIM OBJECT

BIM OBJECT disponibiliza um catálogo enorme de fabricantes e respetivos produtos, com uma interface bastante intuitiva e simples, facilitando a navegação e pesquisa por marca, categoria, materiais, tipos de construção e tipo de ambiente.

E o melhor de tudo é que o site já tem uma grande parcela dos maiores fornecedores brasileiros de materiais e objetos para a construção civil, tanto para a Engenharia quanto para a Arquitetura, recomendo fortemente o seu cadastro lá!

2. DOCOL

DOCOL já é uma grande conhecida, uma empresa brasileira de metais sanitários, que disponibiliza todo o seu catálogo no formato Revit. São produtos como registros monocomando, acabamentos para louças, duchas, duchas higiênicas e outros produtos.

O interessante do site é que você baixa o catálogo de uma só vez e carregar em seu projeto sempre que precisar!

3. GERDAU

Gerdau, uma das maiores fabricantes de aço do país agora disponibiliza em sua biblioteca os produtos destinados às estruturas metálicas.

Desenvolvidos para as plataformas Autodesk Revit, os modelos digitais dos Perfis Estruturais (W e HP) garantem mais velocidade e praticidade no desenvolvimento dos seus produtos.

4. SASAZAKI

Sasazaki é uma das maiores fabricantes de esquadrias do país e pioneira em bibliotecas BIM nacionais nesse nicho.

São diversas portas e janelas que facilitarão seu processo de orçamento e projeto.

5. PORMADE PORTAS

Pormade é a primeira empresa de portas no Brasil, a lançar uma biblioteca de produtos, para a plataforma BIM. Nesta biblioteca, o usuário além de visualizar todos os produtos fabricados pela empresa, também poderá inserir estes modelos em seus projetos e obter informações relevantes, de como este produto irá interagir com o processo de execução das paredes do seu empreendimento.

6. AMANCO

Principal concorrente da Tigre no Brasil, a Amanco também possui sua biblioteca BIM recheada com os principais itens de seu portfólio, seguindo rígidos padrões internacionais de modelagem.

7. ELIANE

Eliane é uma das principais fabricantes de porcelanato no Brasil está presente desde 2018 no mundo BIM, através de sua biblioteca completa com as principais linhas da marca. O download é feito de todo o catálogo uma única vez, super recomendado!

8. Herman Miller

Herman Miller é uma empresa norte-americana que produz móveis de escritório, equipamentos e artigos de decoração. Devido ao enorme catálogo de produtos que a empresa possui, a biblioteca da família também é grande, é uma ótima opção, principalmente quando sua necessidade é para itens de escritório.

9. LUMINI

Lumini é uma empresa brasileira de iluminação que possui toda uma gama de itens que vão desde plafons, arandelas, luminárias, pendentes e mais uma série de produtos incríveis.

Todos os itens já vêm com o conjunto de pontos de luz configurado, o que facilita muito as coisas, principalmente quando seu projeto é renderizado.

BÔNUS #10: Plataforma BIM BR

Plataforma BIM BR almeja se tornar um repositório de bibliotecas virtuais BIM no Brasil, em linha com a “Estratégia Nacional de Disseminação BIM” (Estratégia BIM BR).

O mais legal é que a plataforma é voltada principalmente para o mercado brasileiro, vale a pena conferir os itens desta biblioteca.

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Artigos Segurança contra Incêndio

Vantagens da Análise via Software da Iluminação de Emergência

A iluminação de emergência desempenha um papel essencial na segurança de edificações, garantindo a evacuação segura dos ocupantes em situações críticas, como incêndios e quedas de energia. O correto dimensionamento desse sistema é fundamental para atender às normas técnicas e assegurar que os ambientes estejam devidamente iluminados em caso de emergência. Neste artigo, vamos explorar a importância de uma iluminação de emergência bem planejada, como os softwares de análise podem aprimorar esse processo e as vantagens do uso do DaisaLUX, uma solução gratuita e eficiente para esse tipo de projeto.

A importância de uma iluminação de emergência bem dimensionada

Nos projetos de prevenção e combate a incêndio, a iluminação de emergência é um dos elementos críticos para garantir que as rotas de fuga estejam visíveis e acessíveis, reduzindo o risco de pânico e acidentes durante evacuações. Uma iluminação inadequada pode comprometer a segurança dos ocupantes e até mesmo gerar inconformidades com as exigências das normas técnicas, como a NBR 10898 e a IT 18 do Corpo de Bombeiros de São Paulo, que estabelecem critérios rigorosos para garantir a eficácia do sistema.

Por isso, realizar um dimensionamento preciso da iluminação de emergência é essencial para assegurar que todas as áreas críticas da edificação estejam devidamente iluminadas, proporcionando uma evacuação segura e eficiente

Como um software de análise de iluminação pode auxiliar no projeto

A utilização de softwares especializados na análise e simulação da iluminação de emergência proporciona uma série de benefícios para engenheiros e arquitetos, permitindo:

  • Maior precisão no dimensionamento das luminárias: A simulação em software permite identificar a quantidade e a localização exata das luminárias, garantindo conformidade com as exigências normativas.
  • Análise visual detalhada: Modelos em 3D permitem uma avaliação mais realista da distribuição luminosa e das áreas de sombra.
  • Automação de cálculos: Redução do tempo gasto com cálculos manuais e geração de relatórios automáticos para validação junto aos órgãos reguladores.
  • Identificação de obstáculos: Com a modelagem digital, é possível prever interferências e corrigir problemas antes da instalação física.
  • Integração com outros softwares BIM: Ferramentas como o Revit e Archicad permitem a exportação de projetos para garantir uma maior compatibilidade e fluxo de trabalho contínuo.
Mapa de Iluminação elaborado via Daisalux

A utilização de softwares de análise luminotécnica não só melhora a qualidade do projeto, como também reduz custos operacionais e evita erros de execução, promovendo maior segurança e eficiência

DIALux Evo vs. DaisaLUX: qual escolher para seu projeto?

Atualmente, existem diversas ferramentas no mercado para a simulação e cálculo de iluminação de emergência, sendo o DIALux Evo uma das opções mais conhecidas. No entanto, uma das principais desvantagens desse software é seu alto custo e curva de aprendizado mais complexa, o que pode representar uma barreira para profissionais e empresas que desejam adotar uma solução mais acessível.

Por outro lado, o DaisaLUX surge como uma alternativa eficiente e gratuita, oferecendo diversas vantagens para o desenvolvimento de projetos luminotécnicos de emergência:

  • Gratuito: Diferente do DIALux Evo, o DaisaLUX é 100% gratuito, eliminando custos adicionais com licenciamento.
  • Facilidade de uso: O software é intuitivo e fácil de operar, com uma interface amigável que permite a rápida adaptação dos usuários.
  • Alinhado às normas brasileiras: O DaisaLUX permite a configuração de projetos em conformidade com a NBR 10898 02/2023, facilitando a validação junto ao Corpo de Bombeiros.
  • Eficiência na geração de relatórios: Os relatórios gerados pelo software ajudam na documentação e comprovação dos requisitos normativos exigidos.
  • Integração com outras plataformas: Com suporte a formatos como DXF, é possível importar arquivos do Revit ou Archicad para uma análise mais detalhada.

A escolha do DaisaLUX representa uma oportunidade para profissionais e empresas que desejam aprimorar seus projetos sem precisar investir em softwares caros e complexos, agregando valor e eficiência ao resultado final.

Análise da intensidade de iluminação da rota de fuga via Daisalux

Conclusão: Vantagens da análise via software de iluminação de emergência

O uso de softwares como o DaisaLUX na análise e simulação da iluminação de emergência oferece inúmeros benefícios, como maior precisão, conformidade com normas e otimização de recursos. Além de ser uma ferramenta acessível, gratuita e fácil de operar, ele contribui para a automatização dos processos e para a redução de erros nos projetos.

No Estúdio BIM, oferecemos serviços especializados na análise e dimensionamento de iluminação de emergência via BIM, garantindo projetos de alta qualidade e em conformidade com as normas vigentes. Além disso, ensinamos profissionais a utilizar o DaisaLUX, capacitando-os a otimizar seus projetos e alcançar melhores resultados com uma solução eficiente e acessível.

Entre em contato conosco para saber mais sobre como podemos ajudar no seu projeto de iluminação de emergência!

Somos especialistas!

O Estúdio BIM é especializada na elaboração de Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) utilizando a metodologia BIM, que proporciona maior precisão, eficiência e integração entre os sistemas.

Nosso diferencial está no desenvolvimento de um dos melhores templates BIM do mercado, garantindo soluções otimizadas e alinhadas às normas técnicas. Com nosso know-how no setor, entregamos projetos de alta qualidade e totalmente adaptados às necessidades de cada cliente.

Se você busca segurança, agilidade e inovação no desenvolvimento do seu PPCI, entre em contato conosco. Estamos prontos para transformar o seu projeto!

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Artigos Legislação

Por que o BIM permite melhor detalhamento técnico de projetos contra incêndio (PPCI)?

Além da modelagem tridimensional, que traz inúmeros benefícios, é possível acessar uma biblioteca com informações e detalhes técnicos dos componentes utilizados em sistemas de combate a incêndio.

O papel do BIM nos projetos de combate a incêndio

Projetos de combate e prevenção a incêndio exigem precisão técnica na especificação de materiais e sistemas, como sprinklers, detectores de fumaça e hidrantes. A integração de um único elemento no sistema pode impactar o desempenho e a segurança de toda a edificação. Nesse cenário, o BIM (Building Information Modeling, ou Modelagem da Informação da Construção) se destaca como uma ferramenta essencial. Além da modelagem tridimensional, o BIM permite incorporar as propriedades técnicas de cada componente do sistema.

Parâmetros como pressão, vazão e resistência ao fogo podem ser registrados na biblioteca do software, tornando o processo mais eficiente. A modelagem tridimensional facilita a visualização e a detecção de interferências físicas com outros sistemas, como elétrica ou estrutural, o que reduz falhas durante a execução do projeto.

Benefícios da modelagem 3D para projetos contra incêndio

Softwares de modelagem e tendências futuras

A modelagem tridimensional dos sistemas de prevenção a incêndio oferece diversas vantagens. Visualizar o sistema em 3D permite avaliar a viabilidade da instalação dos componentes, como a adequação das tubulações em áreas confinadas ou a compatibilidade com elementos estruturais.

Outro benefício é a extração precisa de quantitativos de materiais diretamente do modelo BIM. Essas informações podem ser utilizadas em processos como orçamento e execução, garantindo maior precisão e economia. Para isso, é fundamental que as empresas de construção adotem o BIM de forma integrada, permitindo que as etapas subsequentes ao projeto também se beneficiem dos dados gerados.

Projeto em BIM: Detalhamento mais rápido, preciso, simplificado e eficaz.

Desafios na adoção do BIM em projetos contra incêndio

Embora o BIM ofereça vantagens claras, sua implantação ainda enfrenta barreiras. Um dos maiores desafios está na mudança cultural, já que muitos profissionais estão acostumados a métodos convencionais. Adotar o BIM exige uma abordagem colaborativa e um novo sequenciamento das fases de trabalho.

Além disso, para que o BIM seja realmente eficaz, é essencial que todos os sistemas da edificação sejam desenvolvidos com a mesma metodologia. Quando apenas um sistema utiliza o BIM, a integração com os demais acaba limitada, o que pode comprometer o potencial de colaboração e detecção de interferências.

O papel dos fabricantes de equipamentos contra incêndio

Os fabricantes desempenham um papel crucial no processo BIM, pois são responsáveis por disponibilizar informações técnicas de seus produtos em bibliotecas digitais. No início, essa tarefa era muitas vezes realizada pelos próprios projetistas, mas atualmente, muitos fabricantes já oferecem dados completos e atualizados.

Além disso, os softwares de modelagem permitem configurar componentes genéricos com especificações definidas por normas técnicas. No entanto, para garantir precisão e segurança, é fundamental que as bibliotecas sejam continuamente atualizadas com informações específicas dos fabricantes. Isso permite maior acurácia na especificação de sistemas e reduz inconsistências no processo.

Importação de componentes e riscos de inconsistência

Muitos materiais usados em sistemas de combate a incêndio no Brasil são importados. Quando um componente não tem sua especificação técnica disponível no BIM, pode ser necessário criar um elemento genérico. Porém, isso aumenta o risco de inconsistências ou dados desatualizados, que podem ser propagados para as etapas seguintes do projeto.

Garantir informações precisas e coerentes é essencial para evitar erros durante a execução e o gerenciamento do sistema. A integração de dados confiáveis possibilita maior acuracidade e facilita o desenvolvimento do empreendimento.

Atualmente, os softwares mais utilizados para projetos contra incêndio incluem Revit, DDSCAD e outras soluções internacionais. No entanto, o mercado brasileiro começa a desenvolver ferramentas específicas para atender às demandas locais. Esse movimento representa uma oportunidade para reduzir custos e aumentar a acessibilidade para projetistas no Brasil, além de promover uma maior independência de ferramentas importadas.

Conclusão: Quando adotar o BIM em projetos contra incêndio

O BIM é uma escolha ideal para projetos que buscam maior precisão, eficiência e integração. Sua adoção demanda investimento, mas os benefícios compensam: economia, produtividade e segurança. No entanto, é crucial que todos os envolvidos no processo — projetistas, fornecedores e contratantes — estejam alinhados para aproveitar ao máximo a metodologia.

Um projeto bem elaborado em BIM pode evitar retrabalhos e otimizar a execução, garantindo que o sistema de prevenção a incêndio seja eficiente e seguro. Dessa forma, a implementação do BIM se torna um diferencial competitivo, além de uma ferramenta indispensável para atender às exigências técnicas e regulamentares.

Somos especialistas!

A Estúdio BIM é especializada na elaboração de Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) utilizando a metodologia BIM, que proporciona maior precisão, eficiência e integração entre os sistemas.

Nosso diferencial está no desenvolvimento de um dos melhores templates BIM do mercado, garantindo soluções otimizadas e alinhadas às normas técnicas. Com nosso know-how no setor, entregamos projetos de alta qualidade e totalmente adaptados às necessidades de cada cliente.

Se você busca segurança, agilidade e inovação no desenvolvimento do seu PPCI, entre em contato conosco. Estamos prontos para transformar o seu projeto!

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Artigos Legislação

Decreto 69.118/2024: Principais Mudanças na Segurança Contra Incêndios e Impactos nas Edificações

O novo Decreto 69.118/2024 trouxe mudanças significativas na regulamentação de segurança contra incêndios em edificações e áreas de risco no Estado de São Paulo. Com foco em modernização e eficiência, o decreto introduz novas exigências, redefine responsabilidades e aprimora processos de licenciamento.

Neste post, exploramos as principais alterações capítulo a capítulo, explicamos como elas impactam projetos e regularizações, e destacamos pontos essenciais para engenheiros, arquitetos e profissionais da área. Descubra o que muda e como se preparar para as novas regulamentações, otimizando a segurança e a conformidade das suas edificações.

Introdução

O Decreto 69.118/2024 marca um novo capítulo na regulamentação de segurança contra incêndios no Estado de São Paulo. Substituindo o Decreto 63.911/2018, ele traz atualizações importantes que buscam modernizar as normas, alinhá-las às novas tecnologias e promover maior eficiência nos processos de licenciamento e fiscalização.

A segurança contra incêndios é uma questão crítica para edificações e áreas de risco, e estar em conformidade com as regulamentações é essencial para garantir a proteção de vidas, do patrimônio e do meio ambiente.

Diferença entre Decreto e Instruções Técnicas

É fundamental compreender a distinção entre o Decreto e as Instruções Técnicas (ITs):

Decreto: Estabelece as normas gerais e determina as medidas obrigatórias para cada tipo de edificação ou área de risco.

Instruções Técnicas: Fornecem o detalhamento prático de “como” implementar essas medidas, incluindo orientações específicas sobre materiais, sistemas e procedimentos.
Por isso, além de conhecer as alterações no Decreto 69.118/2024, é vital acompanhar futuras atualizações das ITs, especialmente a IT 43, que provavelmente será revisada para refletir as mudanças nas regulamentações de edificações existentes.

Com essas bases estabelecidas, é hora de explorar as principais alterações e entender como elas impactam profissionais e empresas do setor.

Principais Mudanças no Decreto 69.118/2024

O Decreto 69.118/2024 introduziu mudanças relevantes na segurança contra incêndios, ajustando definições, ampliando exigências e modernizando processos. Essas alterações buscam simplificar a regulamentação e aumentar a segurança em edificações e áreas de risco. Confira os principais pontos:

Novas Definições e Conceitos

O novo decreto revisou e ampliou várias definições técnicas, entre elas:

  • Ocupação Temporária: Substitui o termo “edificação temporária”, abrangendo eventos e instalações de caráter transitório.
  • Subsolo: O conceito foi ampliado, permitindo maior flexibilidade na classificação de áreas abaixo do nível do solo.
  • Segurança contra incêndio: Agora definida como um “campo do conhecimento científico”, destacando o papel da pesquisa e inovação tecnológica na área.
Alterações nas Medidas de Segurança

O foco das medidas de segurança passou a ser não apenas o combate ao incêndio, mas também a evacuação e salvamento. Esse enfoque reflete a importância de proteger vidas em situações de emergência.

Além disso, foi incluída a exigência de ventilação natural e mecânica em atmosferas explosivas, reforçando a segurança em ambientes com risco de explosão, como indústrias e depósitos de materiais inflamáveis.

Processos de Licenciamento e Regularização

O processo de licenciamento foi simplificado para atividades de baixo e médio risco, possibilitando regularizações sem vistoria prévia em alguns casos. Essa mudança reduz a burocracia e acelera o início das operações, beneficiando empresas e profissionais.

Essas mudanças mostram um esforço do Estado de São Paulo para modernizar a legislação, garantindo maior segurança e eficiência. No próximo tópico, discutiremos as responsabilidades dos profissionais e como o princípio da boa-fé impacta a fiscalização e regularização.

Responsabilidades e Fiscalização

O Decreto 69.118/2024 reforça as responsabilidades dos profissionais envolvidos na segurança contra incêndios e atualiza os mecanismos de fiscalização para garantir maior eficiência e transparência. Aqui estão os principais destaques:

O Princípio da Boa-Fé

Uma das alterações mais significativas é a introdução do princípio da boa-fé no Artigo 14. Essa mudança estabelece que os responsáveis técnicos, pela obra e pelo uso das edificações, devem agir de forma ética e transparente, assumindo o compromisso de seguir rigorosamente as normas de segurança contra incêndios.

Essa abordagem busca fortalecer a confiança entre o Corpo de Bombeiros e os profissionais da área, simplificando os processos de vistoria e regularização. Além disso, reduz a necessidade de fiscalização punitiva, focando em orientações e correções preventivas.

Suspensão e Interdição Preventiva

O novo decreto também amplia as ferramentas de fiscalização. Medidas cautelares, como a suspensão de licenças e a interdição temporária de edificações ou áreas de risco, agora podem ser aplicadas preventivamente em casos de irregularidades graves ou risco iminente à vida.

Essas medidas são uma resposta rápida e eficaz para proteger o público em situações críticas, enquanto oferecem aos responsáveis a oportunidade de corrigir as falhas e adequar as instalações.

Fiscalização Mais Abrangente

O processo de fiscalização foi atualizado para incluir:

Denúncias fundamentadas: Incentivando a participação da sociedade na identificação de riscos.
Planejamento periódico: Tornando as vistorias mais organizadas e eficientes.
Tecnologia: Adoção de sistemas digitais para monitoramento e registro das fiscalizações, aumentando a transparência.

Com essas atualizações, o decreto busca garantir maior segurança e conformidade, enquanto estabelece uma relação de confiança entre os profissionais, empresas e o Corpo de Bombeiros. No próximo tópico, discutiremos os impactos positivos dessas mudanças para profissionais e empresas do setor.

Impactos para Profissionais e Empresas

As alterações introduzidas pelo Decreto 69.118/2024 têm um impacto direto na rotina de engenheiros, arquitetos, empresários e outros profissionais envolvidos na segurança contra incêndios. Além de trazer maior clareza às normas, o novo decreto também oferece benefícios práticos, simplificando processos e garantindo mais segurança nas edificações. Veja os principais impactos:

Simplificação de Processos

Com a reformulação das regras de licenciamento e regularização, as atividades de baixo e médio risco agora podem ser regularizadas de maneira mais ágil. A possibilidade de dispensar a vistoria prévia em alguns casos reduz a burocracia e facilita o início de operações, especialmente para pequenas empresas.

Além disso, a inclusão do princípio da boa-fé reforça a confiança nos responsáveis técnicos, diminuindo a necessidade de inspeções rigorosas quando há comprovação de conformidade com as normas.

Adoção de Novas Tecnologias

O decreto incentiva o uso de tecnologias modernas na segurança contra incêndios, como sistemas de ventilação em atmosferas explosivas e monitoramento remoto. Para os profissionais, isso significa a necessidade de atualização constante e capacitação em novas soluções tecnológicas. Por outro lado, essas inovações aumentam a eficiência e a segurança das edificações, gerando mais valor para os clientes.

Redução de Custos e Riscos

A modernização das regulamentações permite uma abordagem mais preventiva e menos punitiva. Com processos mais claros e medidas preventivas bem definidas, empresas podem evitar multas e penalidades, além de garantir que suas instalações estejam sempre em conformidade. Isso resulta em maior proteção ao patrimônio e redução de custos com correções de última hora.

Competitividade no Mercado

Para profissionais e empresas do setor, o conhecimento das novas normas e a adaptação às exigências do decreto são diferenciais importantes. Oferecer projetos e soluções que já atendam às novas regulamentações aumenta a credibilidade e a competitividade, atraindo mais clientes que valorizam segurança e conformidade.

Essas mudanças tornam o mercado de segurança contra incêndios mais dinâmico e acessível, proporcionando oportunidades para empresas inovarem e se destacarem. No próximo tópico, exploraremos como profissionais e empresas podem se preparar para as futuras atualizações das Instruções Técnicas e garantir total conformidade com o decreto.

Conclusão

O Decreto 69.118/2024 representa um passo importante para a modernização da segurança contra incêndios no Estado de São Paulo. As mudanças não apenas simplificam os processos de licenciamento e fiscalização, mas também aumentam a segurança e a eficiência em edificações e áreas de risco.

Para profissionais e empresas do setor, é fundamental acompanhar essas atualizações e se preparar para as próximas revisões das Instruções Técnicas (ITs), que devem ser ajustadas em breve para refletir as novas exigências. Especial atenção deve ser dada à IT 43, que provavelmente sofrerá alterações significativas para se alinhar ao novo decreto.

A adoção de novas tecnologias, a capacitação contínua e o cumprimento das normas de segurança são passos essenciais para garantir a conformidade e se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. Além disso, agir com base no princípio da boa-fé e manter uma relação transparente com os órgãos fiscalizadores podem facilitar processos e evitar problemas futuros.

Prepare-se desde já, mantenha-se atualizado e aproveite as oportunidades que surgem com essas mudanças. A segurança contra incêndios é uma área em constante evolução, e estar na vanguarda das regulamentações pode ser um diferencial importante para o sucesso de sua carreira ou negócio.

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Novidades da NBR 10.898:2023

A NBR 10.898, responsável pelas regras do Sistema de Iluminação de Emergência nas edificações, passou por uma atualização bem expressiva recentemente, em 2023. O principal destaque da norma está nos novos valores mínimos de iluminação em blocos autônomos.

Além disso, para fins de orientação, foi disponibilizado uma tabela relacionando o tipo de instalação, com a altura da instalação e a quantidade mínima de iluminação dos blocos autônomos.

Nesse artigo vamos levantar os principais pontos e porque essa atualização é tão importante para a indústria da construção, justamente pelos efeitos colaterais na indústria de prevenção e combate a incêndios.

A Importância Vital da Iluminação de Emergência

A iluminação de emergência muitas vezes é negligenciada durante a fase de projeto de instalações elétricas, o que pode comprometer a segurança dos edifícios. Este item crucial frequentemente é desconsiderado, mesmo em projetos já estabelecidos, principalmente em relação a compatibilização com o projeto de incêndio, muitas vezes esquecido.

Em situações de evacuação, a iluminação adequada das rotas de fuga desempenha um papel crucial na prevenção de acidentes. É essencial que as pessoas possam visualizar claramente o caminho de saída, especialmente em condições de baixa visibilidade, como fumaça ou falta de luz natural.

Além disso, a integridade da instalação elétrica é essencial. Durante emergências como incêndios, a fumaça pode comprometer os sistemas elétricos, tornando os pontos de luz inoperantes. Portanto, garantir a funcionalidade da instalação elétrica sob condições adversas é vital para a segurança de todos os ocupantes do edifício.

Em resumo, a iluminação de emergência não é apenas uma medida de precaução, mas sim um elemento essencial para garantir a segurança de todos que frequentam um edifício. Investir em sistemas de iluminação de emergência confiáveis e bem projetados é crucial para a criação de ambientes que priorizam a segurança.

Alterações na NBR 10.898: 2023

Você sabia que a implementação da Norma Brasileira Regulamentadora (NBR) 10898, aliada à Instrução Técnica (IT) vigente em seu estado, é essencial para garantir a segurança em casos de emergência? Nos últimos tempos, algumas mudanças entraram em vigor, visando aprimorar os sistemas de iluminação de emergência. Vamos dar uma olhada em algumas delas:

Uma das mudanças mais notáveis é a ampliação do tempo de funcionamento dos sistemas de iluminação de emergência. Anteriormente, o padrão estabelecido era de 1 hora de autonomia. No entanto, o novo texto estende esse tempo para 2 horas, proporcionando uma margem de segurança adicional em casos de emergência. Além disso, é destacado que esse tempo pode ser ainda maior, conforme determinado pelas autoridades locais, reforçando a flexibilidade da norma para se adequar às necessidades específicas de cada região.

Uma outra inovação introduzida na norma é o novo sistema centralizado por UPS (Uninterruptible Power Supply), desenvolvido para atender às necessidades daqueles que buscam utilizar esse equipamento já consolidado no mercado. Esse sistema secundário de alimentação elétrica é projetado para entrar em operação de forma automática, garantindo o fornecimento de energia aos dispositivos conectados a ele no caso de interrupção no fornecimento de luz. Essa adição não apenas oferece uma solução confiável para manter a iluminação em situações de emergência, mas também representa um passo significativo em direção à modernização e eficiência dos sistemas de iluminação de emergência.

Uma mudança importante a ser destacada é a inclusão da iluminação em áreas de circulação aberta, como espaços entre edifícios, escadas de emergência ou estruturas metálicas externas aos edifícios, sob a exigência mínima de iluminação de emergência. Essa atualização amplia o escopo das áreas que devem ser adequadamente iluminadas em situações críticas, garantindo não apenas a segurança dos ocupantes dentro dos edifícios, mas também em áreas externas, onde a visibilidade pode ser crucial durante evacuações ou emergências. Essa medida representa um passo significativo na proteção abrangente em todos os espaços associados a uma edificação.

Mas a maior novidade na nova norma está na tabela A-1 que relaciona os seguintes itens:

  1. Tipo de Instalação (parede ou teto)
  2. Altura de Instalação
  3. Fluxo Luminoso Mínimo
  4. Distância do ponto de luz à parede
  5. Distância entre pontos de luz

Conforme a imagem abaixo, pode-se verificar a tabela que vai facilitar muito a vida dos projetistas, porém também aumentará a exigência nos próximos projetos de PSCIP no Brasil.

Então fique de olho, pois em breve o CBM do seu estado estará adotando a atualização da NBR 10.898 para se adequar a essa grande atualização!

Se você tem interesse em aprender a dimensionar estes sistemas de iluminação de emergência já com a nova NBR, tudo em BIM, com um template atualizado e completo, não deixe de conferir o nosso exclusivo método FireBIM.

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Artigos Revit

Entenda os Parâmetros Compartilhados no Revit

Quando falamos em parâmetros compartilhados no Revit, provavelmente o usuário comum tem um leve arrepio na espinha, achando ser algo muito complexo, “coisa de outro mundo”. Nesse artigo vamos te mostrar que não é nada disso, simplificando ao máximo o que provavelmente seja um dos melhores recursos do Revit.

Os parâmetros compartilhados nada mais são do que “campos de informações” que você pode adicionar em famílias ou projetos. As definições são armazenadas em um arquivo TXT independente dos arquivos de família ou de projeto do Revit, permitindo que você acesse o arquivo de diferentes famílias ou projetos.

As informações definidas em uma família ou projeto usando os parâmetros compartilhados não são aplicados automaticamente em outras famílias ou projetos utilizando o mesmo parâmetro compartilhado.

Para o pessoal da programação entender, parâmetros compartilhados seriam uma “linha de dados” dentro de uma tabela de dados num banco de dados. Um campo onde você insere uma informação e depois pode consultá-la ou editá-la posteriormente.

Quando utilizamos os parâmetros compartilhados, podemos “replicar” a informação daquele campo em tags (identificadores) e tabelas no arquivo do projeto em Revit.

No Revit, existem 4 tipos de parâmetros:

Parâmetros do Sistema: não podem ser alterados, mas eles estão sempre disponíveis. Isso significa que eles aparecem em identificadores, tabelas, projetos e famílias.

Parâmetros de projeto: são parâmetros personalizados que você adiciona a um projeto. Ao adicionar um parâmetro de projeto, ele está disponível para todos os objetos da categoria especificada ao longo do projeto e podem aparecer em tabelas, mas NÃO em identificadores.

Parâmetros da família: estão disponíveis para a família em que são adicionados. Eles não mostram em identificadores, tabelas e nem a outras famílias da mesma categoria. No entanto, você pode fazer um parâmetro personalizado (projeto ou família) disponível para as tags e tabelas, tornando-os um parâmetro compartilhado.

Parâmetros compartilhados: são definidos em um arquivo de texto externo (um arquivo compartilhado de parâmetro). Todos os parâmetros compartilhados serão criados a partir deste arquivo de fonte única.

Como usar os Parâmetros Compartilhados?

Vá até a aba “Gerenciar > Parâmetros Compartilhados”.

Nessa janela você terá acesso às seguintes opções:

  1. Procurar: Utilizado para procurar um arquivo TXT de parâmetros existentes.
  2. Criar: Opção de criar um arquivo base TXT novo para salvar parâmetros compartilhados.
  3. Novo: Criar um parâmetro
  4. Propriedades: Informações dos parâmetros criados
  5. Mover: Mover o parâmetro para outro grupo de parâmetros
  6. Deletar: Apagar um parâmetro
  7. Grupos – Guia de agrupamento de parâmetros
  8. Novo (grupos): Criar um grupo para organizar os parâmetros por categorias
  9. Renomear: Renomeia um grupo de parâmetros
  10. Deletar: Remove um grupo de parâmetros

É importante salientar que este arquivo TXT deve ser único e guardado em um local seguro, de fácil acesso e transferência para outro computador, pois caso seja necessário formatar seu sistema, basta recarregar o arquivo na nova instalação.

É recomendado que exista um único arquivo de texto com os parâmetros compartilhados e que para cada projeto ou template criado, sejam separados por grupos apenas.

Uma vez que algum parâmetro compartilhado seja carregado em um projeto, modelo ou família, este arquivo de texto não é mais referenciado. Com isso, basicamente você não precisa enviar este arquivo TXT com o arquivo de projeto para o contratante.

Para criar um parâmetro utilizando o arquivo TXT é importante especificar o seu tipo de parâmetro dentro das opções disponíveis.

Na caixa de diálogo das “Propriedades do Parâmetro”, dê um nome ao seu parâmetro, escolha a disciplina dele (comum, elétrica, tubulação, HVAC, Estrutural ou Energia) e o tipo do parâmetro, que está resumido abaixo:

  1. Texto: inserir um texto de única linha
  2. Número inteiro (usado em quantidades inteiras, como matrizes – arrays)
  3. Número (números decimais)
  4. Comprimento (cotas lineares)
  5. Volume
  6. Ângulo
  7. Declividade
  8. Moeda
  9. URL (link de websites ou mailto:[email protected])
  10. Material (permite definir um material do Revit)
  11. Sim/Não (caixa de seleção ou “checkbox”, usada em visibilidade)
  12. Tipo de Família: Permite selecionar uma família dentro de outra família

Após criar o arquivo com seus parâmetros compartilhados, você pode começar a criar parâmetros dentro do projeto ou da sua família, como você pode ver num exemplo aplicado em nosso template PPCIP logo abaixo:

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O Potencial do IFC 4 na Construção

Antes de falar sobre o IFC 4, precisamos voltar no tempo e mostrar um breve resumo sobre as premissas do IFC 2×3 e como este padrão se tornou obsoleto frente a nova versão do Banco de Dados…

Breve história do IFC2x3 e IFC4
IFC2x3

O IFC não é um conceito novo. Já escrevemos sobre a história geral do formato IFC. O formato mais popular usado pela indústria hoje – IFC2x3 – chegou ao nosso mundo em 2006. Foi “formado pronto” em 2007 após um patch (Correção Técnica 1). O mais surpreendente no IFC2x3 foram as melhorias de qualidade para a versão anterior IFC2x2 de 2003. Daí x3 no nome – de acordo com a terminologia buildingSMART significa “versão menor”. O conceito central foi criado no IFC2.0 lançado em 1999!

O IFC2x3 foi o primeiro lançamento que podemos chamar de padrão oficial – incluído no PAS 16739 (significa Publicly Available Specification, tipo de padrão temporário).

Principais desafios com o formato IFC2x3

O formato tornou-se difundido no ramo da construção com a maioria dos softwares certificados entre 2013 e 2014, de 6 a 7 anos após o lançamento! Isso abrange também a época em que o BIM se espalhou comercialmente na indústria de AEC.

Ao longo dos anos, vários projetos encontraram obstáculos relacionados à interoperabilidade IFC 2×3 defeituosa. Muitas vezes é difícil encontrar a quem culpar: ferramenta de autoria BIM para exportação, visualizador IFC para importação defeituosa ou IFC para erros no esquema? 

Embora a maioria dos softwares tenha certificação IFC 2×3, ocorrem erros. Eles ocorrem em algum lugar na tradução entre como um software define um elemento enquanto o exporta para IFC e como o outro software entende um elemento IFC e o traduz para sua visualização. E às vezes são as deficiências do IFC 2×3.

Esses erros de tradução são especialmente irritantes para problemas de geometria. Alguns erros comuns:

Lajes/coberturas finas têm problemas com aberturas de janelas e portas (por exemplo, piso modelado como objeto separado)

Os recortes para portas devem ter parede em ambos os lados, mesmo que haja outro objeto entre duas portas separadas e a parede deve ser recortada.

Há também muitas questões relacionadas estritamente ao esquema IFC:

1. Não suporta geometria paramétrica.

2. Curvas e objetos arredondados são modelados como polígonos que pesam no processamento do modelo (sem suporte para b-splines).

3. Falta de suporte para o setor de infraestrutura (embora lidem com o tema com bastante facilidade).

4. Poucos esquemas e conjuntos de propriedades para sistemas de distribuição. Embora todos tenham suas entidades e muitas classes, o domínio dos serviços de construção tem muitas deficiências.

IFC4

Após o lançamento do IFC2x3, a BuildingSMART começou a trabalhar na nova versão do formato – IFC2x4, ou como conhecemos hoje – IFC4. Como o nome original sugere, o IFC4 não é um esquema completamente novo – é uma melhoria de qualidade e extensão do formato IFC2x3 existente.

Em algum momento, o escopo das alterações feitas no esquema era amplo o suficiente para arriscar a quebra de compatibilidade. É por isso que se tornou uma versão principal e nomeou IFC4 em vez de IFC2x4. De qualquer forma, o IFC4 veio ao mundo em 2013 e imediatamente chegou ao padrão ISO 16739:2013.

Então, como você vê, o IFC4 é o aprimoramento do IFC2x3. Embora o buildingSMART não garanta compatibilidade com versões anteriores, duvido que enfrentaremos grandes problemas, como a impossibilidade de abrir o arquivo IFC2x3 em software certificado para IFC4. Pelas razões que:

1. Estrutura de esquemas são semelhantes (IFC4 é extensão de alguns domínios para IFC2x3)

2. Até agora, não há software criado exclusivamente para visualizar IFC4 (e duvido que venha algum nos próximos 5 ou mais anos)

3. Você não compra uma licença anual para usar o esquema IFC

4. Você não pode dizer isto sobre os formatos proprietários embora as suas novas versões também sejam principalmente correções e melhorias de código com três ou mais décadas

A versão oficial é IFC4.0 (com nome ainda mais estranho que acho que só faz sentido para o pessoal de TI: IFC4 ADD2 TC1). Até agora, tivemos 2 lançamentos menores com foco no domínio de infraestrutura. A versão 4.3 está em desenvolvimento, então quem sabe, talvez em breve pulemos do IFC2x3 diretamente para o IFC4x3 (ou melhor, IFC4.3 que significa o mesmo)?

Que melhorias traz o IFC4?

No geral, o IFC4 foi feito para aumentar a consistência em todo o esquema, reduzir e otimizar um arquivo após preencher o modelo com conjuntos de dados. Um dos objetivos era permitir resultados mais consistentes das exportações do IFC e possibilitar o retorno dos modelos do IFC (exportação de um software e importação para outro para posterior desenvolvimento).

Algumas melhorias no esquema:

1. Correção de problemas técnicos conhecidos do IFC2x3.

2. Os subtipos de elementos de construção permitem agora uma troca paramétrica de sua forma, material e tipo de elemento.

3. Quantidade base padronizada adicionada à especificação IFC. Não há mais conjuntos de propriedades múltiplas com quantidades dependendo de qual software eles vêm.

4. Suporte para cálculos de energia e simulações avançadas.

5. Definido na norma ISO 16739-1:2018.

6. Vinculando a definição de propriedade IFC ao dicionário de dados buildingSMART, permitindo assim o uso de idiomas e classificações nacionais.

7. Adicionado suporte para superfícies e curvas b-spline. Bem-vindo geometria arredondada e curvas em forma de polígono bye-bye! Isso deve aumentar drasticamente o desempenho dos modelos que contêm uma quantidade significativa de curvas.

8. Trabalho aprimorado com 4D simplificando a definição de tempos de tarefas, calendários de trabalho e horários.

9. Anexar valores de custo a itens, não a um relacionamento. Isso acelera os modelos que usam conjuntos de dados 5D.

10. Melhor interoperabilidade entre BIM e GIS.

11. Introdução de uma entidade de sistema de distribuição, melhoria na semântica e suporte a novos elementos para melhor captura do domínio de serviços prediais.

12. Melhorar a legibilidade da documentação técnica para facilitar o processo de implementação.

13. Habilitando a extensão do IFC para infraestrutura: pontes, ferrovias, estradas e outros domínios (a equipe de desenvolvimento trabalha em extensões para a versão 4.3 mais recente).

14. Entidade obsoleta da versão 4.3 IfcBuildingElementProxy. Eu entendo que a buildingSMART tem certeza de que cobriu todos os elementos nas classes IFC disponíveis. O que é muito bom.

Como você vê, as mudanças são significativas e abrangem todo o espectro de casos de uso e fluxo de trabalho do BIM. Sensacional!

Certificação de software em IFC2x3 e IFC4

O software obtém sua certificação buildingSMART com base em quão bem eles lidam com a exportação ou importação de seu modelo proprietário para o formato IFC definido pelo Model View Definition. Em suma, se o software é certificado, significa que ele administrou as tarefas completando a maioria dos cenários de teste. Não significa necessariamente que ele transfira o modelo proprietário para o IFC (ou vice-versa) sem perdas/pequenos erros.

O IFC2x3 começou com um MVD oficial usado para colaboração multidisciplinar (de quatro no total) chamado “Vista de Coordenação”. Durante esses anos, foram criados vários “suplementos” não oficiais do MVD.

O objetivo original da Vista de Coordenação MVD era apoiar (como o nome sugere) a coordenação entre diferentes disciplinas. Mas durante esses anos, a definição do modelo foi estendida para melhor suportar o propósito de transferência de projeto de arquivo IFC entre software. Houve tantas adições que, no final, a bSI decidiu por uma nova versão – Coordination View 2.0, que usamos hoje como uma definição padrão de exportação.

Por um lado, isso é bom – 90% das exportações usam apenas esse MVD para que os projetistas não precisem se preocupar em escolher. Mas por outro – se algo é para tudo, é para nada. Nenhum software foi capaz de concluir a certificação BuildingSMART 100% corretamente, então a bSI começou a dar marcas de verificação verde, amarela e vermelha para qual tarefa o software é compatível. O software não precisa ter todos os requisitos para ser certificado. E isso criou ainda mais confusão.

Portanto, o MVD oficial para IFC4 tinha como objetivo dividir completamente os dois propósitos: para coordenação e para transferência de projeto. Para o primeiro propósito, BuildingSMART criou Reference View MVD e para o segundo – Design Transfer. A certificação agora é mais rigorosa – o software só pode ser aprovado se estiver totalmente em conformidade com o MVD. Nenhuma exceção permitida. Além disso, somente após a certificação para o Reference View, o fornecedor pode solicitar a certificação para a Design Transfer.

Isso leva a resultados de exportação IFC homogêneos em diferentes softwares, portanto, importação inequívoca do arquivo IFC para um software de visualização/verificação e, no final, para uma melhor qualidade dos modelos IFC. Infelizmente, também torna muito mais difícil obter o certificado por um fornecedor de software.

Resumo

Nesta entrada apresentei as principais melhorias feitas no IFC4. Você também deve saber um pouco mais sobre o processo de certificação. Na próxima parte vamos dar uma olhada na comparação de modelos entre IFC2x3 e IFC4. Se você tiver dúvidas ou talvez mais informações sobre o processo de certificação ou souber de outras falhas do IFC2x3, por favor, comente aqui pra gente!

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O Potencial de Bibliotecas BIM

Sem dúvida, todos e cada um de nós se depararam com o termo “parametrização” pelo menos uma vez ao longo de nossas vidas profissionais. Por esse motivo, é tão importante explicar esse fenômeno e sua relevância para a indústria da construção.

O artigo de hoje é sobre o tema da parametrização baseada no software Revit. Na primeira parte teórica do artigo, explicarei alguns dos conceitos e termos básicos associados a parametrização. 

Na segunda parte, será apresentada uma perspectiva mais prática, quer ao nível da criação de bibliotecas, quer ao nível da sua utilização na elaboração do projeto.

1. Objetos paramétricos e sua importância na indústria da construção moderna
  1. Parâmetros de controle – aqueles que afetam a aparência e a geometria do objeto
  2. Parâmetros descritivos – aqueles que descrevem a especificidade de um objeto
  3. Parâmetros de classificação – aqueles que atribuem um objeto a um determinado grupo de produtos, de acordo com a classificação do sistema específico.

Pode-se dizer que a criação de objetos paramétricos é a resposta para os dois principais problemas que a indústria de AEC enfrenta desde o início dos tempos: “Como reduzir atividades repetitivas ao trabalhar com projetos grandes e complexos?” e “Como limitar o número de erros resultantes da falta de coordenação entre os desenhos do projeto?”.

No entanto, é importante lembrar que a quantidade de informações contidas em um objeto (e consequentemente o número de parâmetros que o controlam) deve sempre ser adaptada ao Nível de Detalhe e ao Nível de Informação em determinada etapa do projeto.

2. Classificação de objetos – como funciona no software Revit

Dependendo do software, os objetos usados para criar um modelo BIM serão definidos e classificados de forma diferente. Vamos discutir esse problema, usando o Revit como exemplo. Para entender melhor o sistema de classificação de objetos no Revit, deve-se familiarizar com quatro conceitos básicos:

1. Família – Um conjunto de elementos com o mesmo uso, parâmetros comuns e geometria semelhante. Eles pertencem a categorias específicas que não podem ser removidas do projeto, por exemplo, portas, paredes ou tubos. Pode haver várias famílias dentro de uma categoria, por exemplo, portas de sacada de folha dupla, portas de sacada de folha única ou portas de sacada basculantes e deslizantes. No projeto existem 3 tipos de famílias: famílias de sistema, famílias carregáveis e famílias no local.

2. Tipo – Uma subcategoria de uma família, por exemplo, uma porta de sacada de uma folha pode ter vários tamanhos diferentes: 865×2095 mm, 865×2295 mm…. Ao contrário das categorias, os tipos podem ser adicionados ou removidos de um projeto, com base na preferência do usuário.

3. Instância – um único elemento colocado em um projeto. Cada instância tem suas próprias propriedades, mas também propriedades específicas do tipo, que são compartilhadas com outras instâncias, por exemplo, quando há uma fileira da mesma porta em uma parede mostrada na vista de projeto aberta.

4. Biblioteca – É uma coleção de famílias. O Revit inclui bibliotecas padrão. Os personalizados podem ser baixados do site de um fabricante específico.

3. O processo de criação de famílias

A criação de famílias paramétricas (ou inteligentes) no Revit facilita muito o processo de modelagem. Para que você entenda melhor, uma família de tubos contém vários sub-elementos. Isso significa que com uma família, por exemplo, uma curva longa, podemos criar dezenas de instâncias de objetos que diferem em diâmetro, cor, etc.

É claro que, no Revit, as instalações são criadas desenhando tubulações. As curvas, tês, etc. são inseridos automaticamente, conforme a direção da instalação muda, assim como quais elementos são inseridos é determinado tanto pelo próprio programa, quanto pela lógica implementada dentro da família.

Com templates, o projetista não precisa pensar na disponibilidade dos produtos. Os objetos são modelados de acordo com o que existe no mercado, inclusive mapeado de fabricantes e catálogos reais, proporcionando assim a oportunidade de compilar uma lista de materiais precisa.

Com essas famílias, é possível automatizar a tediosa necessidade de contar os elementos manualmente, como acontecia muitas vezes no passado (infelizmente esta prática ainda está em uso e é fonte de muitos erros) em CAD.

O início do processo de criação da família Revit

Tudo começa com dados, é necessário saber quantos e quais elementos estão incluídos no sistema. Deve-se conhecer suas dimensões e outras informações, por exemplo, dados de catálogo. Com esses dados em mãos, iniciamos a modelagem.

O programa Revit possui um criador interno de objetos (as chamadas famílias). É aqui que são construídas as geometrias de um elemento, são aplicadas as dimensões adequadas e implementada a lógica de operação. Dependendo da finalidade de um determinado objeto, o processo pode ser mais ou menos complicado. Observe que criar uma família realmente boa, juntamente com seus testes, pode levar de algumas horas a alguns dias.

Dificuldades de Modelagem

O mais difícil é fazer com que a família seja fácil, ou seja, que funcione de forma intuitiva para o usuário. Aqui no Estúdio BIM, criamos conteúdo principalmente para projetistas MEP, por isso é importante que o que pode ser feito com uma família seja refletido na realidade. O objetivo é que o conteúdo seja intuitivo para quem não conhece o programa perfeitamente, mas tem pelo menos o conhecimento básico do setor.

Quase cada uma de nossas famílias tem suas próprias características que podem ser modificadas pelos projetistas ao criar suas próprias instalações. Os parâmetros que podem ser modificados pelos usuários no nível do projeto, estão sempre localizados no mesmo local. Pode-se até dizer que se você se familiarizar com um de nossos pacotes, então conhece todos eles.

O exemplo abaixo mostra um recurso simples dentro de nossa família de extintores (ainda em desenvolvimento). Nele, o projetista pode alterar o tamanho do cilindro, de acordo com o tipo fornecido pelo extintor, assim como o modelo de mangueira para determinada categoria de extintor, seja água, pó ABC ou CO2.

Viabilidade de Famílias Paramétricas

Qualquer atividade que economize tempo, melhore a qualidade do projeto e aumente a eficiência do processo é benéfica. Bibliotecas executadas corretamente são a fonte de lucro puro. É importante lembrar que existem verdadeiros benefícios financeiros por trás de todos os itens acima.

Vantagens de Templates e Bibliotecas

O próprio processo de criação de famílias é bastante trabalhoso, portanto, usar apresentações prontas e, principalmente, bem feitas do produtor, permite que os usuários economizem tempo, dinheiro, minimizem o estresse e tenham a certeza de que o que trabalham se reflete na realidade.

Vantagens de Bibliotecas BIM de Fabricantes

O BIM está ligado à comunicação constante e à resolução de problemas em tempo real em um modelo virtual, antes mesmo que esses problemas apareçam no canteiro de obras. Os fabricantes costumam ter excelentes ferramentas e especialistas que podem apoiar o investidor em todo o processo. Vamos apenas usar um exemplo da indústria de tubulações hidráulicas.

O simples uso das famílias de fabricantes permite que você crie uma estimativa de custo precisa e solicite exatamente os elementos necessários, nem mais, nem menos. Além disso, criar um projeto baseado nos elementos com dimensões precisas e reais ajuda a evitar centenas de colisões e erros por elementos que não existem na vida real.

Resumo

Neste artigo focamos na parametrização e na criação de bibliotecas BIM. Também buscamos opiniões de especialistas envolvidos no setor. Como você pode ver, criar bibliotecas inteligentes que funcionem de forma intuitiva é um grande desafio e certamente requer não apenas domínio do software, mas também a capacidade de se colocar no lugar de um usuário em potencial.

Uma biblioteca bem feita facilitará o trabalho de todos os participantes do processo de construção, enquanto bibliotecas feitas de forma errada podem aumentar os custos finais do investimento.

Embora as bibliotecas sejam apenas um dos muitos conceitos relacionados à metodologia BIM, vale a pena conhecê-las para garantir que os produtos digitais que usamos reflitam os objetos da construção de maneira realista e nos permitam desfrutar de todos os verdadeiros benefícios do BIM.