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O que é a “OmniClass”?

O OmniClass é um sistema de classificação para a indústria da construção, caracterizado como “uma estratégia de classificação do ambiente construído”. O OmniClass é útil para muitos aplicativos em que a organização de informações é útil. O mais notável é seu uso para especificações de construção e sua crescente importância dentro do National BIM Standard-United States.

O OmniClass incorpora como base de suas tabelas outros sistemas de classificação que descrevem o ambiente construído e os processos associados. A intenção por trás de grande parte do desenvolvimento OmniClass é combinar vários sistemas de classificação existentes para muitos assuntos em um único sistema unificador baseado na ISO 12006-2, Organização de Informações sobre Obras de Construção – Parte 2: Estrutura para Classificação de Informações.

DESCRIÇÃO

O OmniClass engloba muitos dos aspectos positivos de sistemas legados (como MasterFormat) que incorpora, enquanto expande o assunto abordado para acomodar as demandas de modelos de informação de construção e processos integrados na indústria de AEC. Essa padronização tornou-se um requisito importante dentro da crescente área de pesquisa e comparação de produtos.

Ele suporta a demanda por informações de produtos altamente articuladas em formato BIM e pode normalizar e categorizar atributos/propriedades e processos detalhados desenvolvidos e suportados pelo Padrão BIM Nacional e Entrega Integrada de Projetos.

Complementando o OmniClass está a Biblioteca do International Framework for Dictionaries (IFD). A Biblioteca IFD é um esforço internacional e está atualmente operando na Holanda, América do Norte e Noruega como parte da ISO 12006-3, Organização de Informações sobre Obras de Construção—Parte 3: Estrutura para Informações Orientadas a Objetos e outros padrões.

Abaixo você pode conferir as quinze tabelas que dividem a classificação OmniClass em tipos discretos de informações:

ESTRUTURAÇÃO DAS TABELAS OMNICLASS

 

CÓDIGO DA TABELA

DESCRIÇÃO

TIPOLOGIA

 OmniClass Table 11

ISO A.8

Construções Complexas

Residencial, comercial, centros de convenções, terminais de transporte público, autoestradas etc.

 OmniClass Table 12

ISO A.9

Construção de Entidades

Edifícios Híbrido, arranha-céus, pontes, pistas de aterragem etc.

OmniClass Table 13

ISO A.10

Espaços Construídos

Quartos, escritórios, academias, autoestradas etc.

 OmniClass Table 14

ISO A.10

Espaços Construídos

Jardins e pátios, nichos, caixas de ar etc.

 OmniClass Table 21

ISO A.11

Construção de Elementos

Paredes externas, escalas, rampas, coberturas, mobiliários etc.

 OmniClass Table 22

ISO A.12

Resultado de Trabalhos

Marcenaria, lançamento do concreto, cerâmica de revestimento, luminotécnica, instalações hidráulicas, trilhos das vias-férreas etc.

 OmniClass Table 23

ISO A.3

Construção de Produtos

Concreto, tijolos, argamassa, janelas, portas, soleiras, sarjetas etc.

 OmniClass Table 31

ISO A.7

Processos Construtivos

Elaboração do projeto, documentação, fases construtivas, tratamento dos materiais das demolições etc.

OmniClass Table 32

ISO A.6

Serviços

O projeto, a oferta, a estimativa de custos, o levantamento topográfico etc.

 OmniClass Table 33

ISO A.4

Disciplina

Arquitetura, engenharia estrutural, engenharia predial etc.

OmniClass Table 34

ISO A.4

Organização Funcional

A direção da obra, o projetista, o instalador, o BIM Manager, o agente imobiliário, o responsável do processo etc.

 OmniClass Table 35

ISO A.5

Ferramentas

Os andaimes, os softwares para projeto arquitetônico e orçamento, as cercas do canteiro de obras, os veículos automóveis etc.

 OmniClass Table 36

ISO A.2

Informação

Os arquivos de projeto, as normas de referências, os títulos de propriedades, os manuais para manutenção e gerenciamento, o diário de obras etc.

 OmniClass Table 41

ISO A.13

Materiais

Aço, madeira, concreto, plástico etc.

 OmniClass Table 49

ISO A.13

Propriedades

Cor, dimensões, custos, resistência ao fogo, etc.

Talvez o padrão mais usado para classificar informações de construção seja o MasterFormat publicado pelo Construction Specifications Institute (CSI) e pelo Construction Specifications Canada (CSC), que fornece a base para a OmniClass “Tabela 22 – Resultados do Trabalho”. O MasterFormat é usado principalmente por projetistas e construtores para dividir uma instalação em componentes para processos de construção e estimativas de custos.

Menos frequentemente usado, mas de importância crescente para o gerenciamento de instalações é a “Tabela 21 – Elementos”, cujo conteúdo é baseado na versão CSI/CSC do UniFormat, um padrão existente usado para classificar elementos de construção. A importância disso para o gerenciamento de instalações está em sua capacidade de identificar sistemas dentro de uma instalação.

O crescente interesse pela gestão de espaços levou a melhorias na “Tabela 13 – Espaços por Função”. Esta tabela mescla várias taxonomias existentes, incluindo aquelas usadas pela Building Owners and Managers Association, a International Facility Management Association, o Open Standards Consortium for Real Estate e agências federais.

A edição atual da “Tabela 23 – Produtos” abrange quase 7.000 produtos utilizados na construção e operação de edifícios. Esta tabela é de vital interesse para os gerentes de instalações porque esses são os produtos que devem ser mantidos, rastreados, reparados, substituídos e operados durante todo o ciclo de vida do edifício.

Suas especificações e instruções de manutenção são usadas para estabelecer cronogramas de manutenção. Suas listas de peças de reposição são usadas para definir os requisitos de peças do almoxarifado e estabelecer cadeias de suprimentos.

A Tabela 21 combinada com a Tabela 23 pode fornecer uma maneira de organizar e acessar dados úteis para estudos de efeitos e modos de falha e programas de manutenção baseados em confiabilidade.

Tanto o COBie (Construction Operations Building information exchange) quanto o SPie (Specifiers Properties information exchange) usam tabelas OmniClass para organizar as informações criadas por projetistas e fabricantes de produtos para que possam ser submetidas aos gerentes de instalações com eficiência.

A conversão dos métodos de classificação de equipamentos dentro de bancos de dados existentes para padrões abertos usando tabelas OmniClass desenvolvidas por consenso é uma etapa que pode apoiar o desenvolvimento de programas de gerenciamento de instalações.

APLICAÇÃO NO REVIT

A Classificação de elementos OmniClass é utilizada em alguns softwares da Autodesk, como o próprio Revit, sendo aplicado neste a Tabela 23 – Produtos.
Este arquivo pode ser encontrado em:  “C:\Users\SEU_USUARIO\AppData\Roaming\Autodesk\Revit\Autodesk Revit 2020″
Apenas lembre-se de permitir a exibição de itens ocultos no Windows!

Essa tabela OmniClass lista componentes e conjunto de componentes, incorporando de forma permanente entidades de construção, focando em detalhar e desenvolver as etapas de um projeto.

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Checklist para criar Templates no Revit

O início do projeto é um momento muito especial para a equipe do projeto. Uma das principais tarefas do Coordenador BIM no início da fase inicial é definir padrões e processos de tal forma que o trabalho no projeto seja executado com eficiência.

Isso se refere não apenas à correta implementação dos processos BIM, mas também à correta configuração dos programas utilizados no projeto.

Estamos falando de ferramentas de modelagem, CDE’s, programas de coordenação, ou mesmo aplicativos que utilizam modelos no canteiro de obras. Tudo depende do que a equipe está usando no projeto.

Em algumas ferramentas, podemos ajustar recursos para facilitar e padronizar o trabalho de outros participantes do projeto. Chamamos esse conjunto de regras e diretrizes de modelo.

Neste artigo, descreverei quais elementos devem ser incluídos pelo Coordenador BIM no template do Revit.

O que é template e por que é importante?

No Revit, usamos modelos para iniciar novos projetos ou arquivos para garantir que esses arquivos sejam semelhantes e consistentes com outros projetos e arquivos produzidos por nossa empresa. Os arquivos de modelo fornecem uma maneira confiável de iniciar cada novo arquivo de projeto e garantir que ele comece com a coleção correta de configurações, recursos e padrões de escritório.
É nosso objetivo como Coordenadores BIM iniciar um novo projeto com um modelo bem pensado. Garante que cada novo projeto comece com o pé direito.

Com um bom modelo, você pode economizar muito do seu tempo e de sua equipe de projeto. Por outro lado, pode levar muito tempo para criar um bom.

É um pouco contra-intuitivo. Para economizar tempo, você precisa gastar tempo.

Então, vamos verificar onde podemos usar modelos no Revit e quais tipos de recursos gerais podemos esperar que um modelo tenha.

Que tipo de coisas podemos configurar nos modelos?

Não vou mentir que os modelos do Revit podem incluir qualquer coisa que gostaríamos de ter em nosso projeto. O modelo pode ter coisas como anotação padrão, que tipo de padrões de preenchimento, texto, tags e símbolos queremos usar. Podemos definir diferentes configurações do projeto, unidades e informações do projeto.

Os modelos são um ótimo lugar para estabelecer quais planilhas sua equipe precisa para esse projeto específico. Portanto, se você deseja ter um conjunto de desenhos de folhas A0 ou A1 predefinidos com blocos de título de projeto ou escritório, eles já podem ser incluídos em um modelo. Obviamente, essas planilhas precisam conter várias visualizações.

Você pode ter plantas baixas, cortes, detalhes e cronogramas padrão já predefinidos em um modelo, prontos para receber dados de construção.

Além disso, podemos incluir conteúdo em nossos arquivos de modelo. O conteúdo que incluiremos em nosso modelo está estritamente associado a um tipo de modelo que estamos prestes a criar.

Se criarmos um modelo para arquitetos, ele provavelmente conterá elementos como portas, janelas ou móveis. No entanto, se você criar um modelo para o comércio MEP, ele provavelmente conterá dutos, tubulações, abastecimento de água ou famílias de proteção contra incêndio.

Lista de verificação do modelo do Revit

Quando crio um modelo, gosto de trabalhar com uma lista de verificação. Eu tenho todos os elementos que preciso lembrar nele. Eu penso em cada ponto desta lista de verificação e decido se quero definir um determinado elemento neste modelo específico ou não.

Eu criei o Revit Template Checklist que você pode encontrar no final deste artigo. Adicionei todas as categorias principais que você precisa revisar ao verificar novamente seu modelo.

LEMBRE -SE – Os modelos são diferentes. Podemos criar um modelo personalizado para o projeto, que conterá todos os padrões e informações necessários usados nesta tarefa específica. Mas muito provavelmente este modelo será diferente do padrão que sua empresa está usando para fins gerais.

Portanto, lembre-se de que a lista de verificação não é uma lista rígida de pontos que você deve incluir, mas uma lista de coisas que você deve considerar ao criar um modelo. Você, como Coordenador BIM, deve escolher apenas os elementos que melhor se adequam ao propósito de um determinado template do Revit.

Abaixo está uma lista de coisas que você deve ter em mente ao criar um modelo do Revit:

Elementos básicos

1. Unidades – definimos quais unidades nosso modelo padrão de projeto/escritório usará. Se sua empresa trabalha com sistema imperial e métrico, pense em fazer 2 templates para ambos os sistemas de medição.

2. Parâmetros – Na maioria dos casos, o conjunto correto de parâmetros necessários é implementado em um modelo de projeto, não em um modelo padrão de escritório. Mas se o seu escritório usa um conjunto de parâmetros predefinidos que são usados em quase todos os projetos, pode ser uma boa ideia adicioná-los a um modelo. Uma maneira alternativa é criar um arquivo de parâmetros compartilhado para esses parâmetros.

3. Informações do projeto – este elemento está relacionado a um modelo de projeto. Adicione todas as informações necessárias associadas a essa atribuição específica.

4. Localização do arquivo, grades, níveis – esses elementos mudam principalmente projeto por projeto e também estão mais relacionados ao modelo de projeto do que ao padrão do escritório.

Elementos de anotação e configurações gráficas

1. Linhas – As linhas são um dos elementos gráficos básicos na documentação de engenharia. Um modelo é um ótimo lugar para definir quais padrões de linha, pesos, estilos usaremos em seu projeto

2. Texto e dimensões – texto e dimensões são os próximos elementos básicos de cada documentação. Muitos projetos têm diretrizes predeterminadas para a aparência do texto contido nos desenhos.

3. Blocos de título – Cada empresa e cada projeto tem seu próprio bloco de título dedicado que usa. Este elemento deve ser estabelecido aqui. É a base de um bom modelo.

4. Pontas de seta – outro elemento gráfico que aparece em quase todas as documentações. É bom ter uma lista específica de pontas de seta padrão em seu modelo de empresa/projeto.

5. Keynotes – se sua empresa ou projeto usa dados keynote para anotar elementos do modelo, é uma boa ideia predefini-los em um modelo.

6. Tags – se sua empresa ou projeto usa uma variante gráfica específica de tags, você deve adicioná-la ao seu modelo. Lembre-se, existem tags de objeto de elevação, seção, chamada e modelo que você pode considerar ajustar.

7. Estilos de objetos – definir configurações globais, como os objetos do modelo parecerão nas vistas é um aspecto crítico do trabalho eficaz com o Revit. Essas opções estão estritamente ligadas às suas linhas e materiais e devem ser planejadas com o restante da equipe de projeto/escritório.

8. Padrões e materiais de preenchimento – Quais padrões e materiais de preenchimento você adicionará ao seu modelo dependerão muito do seu tipo. Se o seu escritório trabalha apenas em um nicho restrito e usa um conjunto específico de padrões e materiais de preenchimento, vale a pena adicioná-los todos ao seu modelo. No entanto, se o seu escritório trabalha em diferentes tipos de projetos e em diferentes especializações, tente reduzir ao mínimo o número de padrões e materiais.

9. Símbolos de anotação – se você quiser usar um conjunto padronizado de símbolos que irão para a documentação do seu projeto, adicione-os ao seu modelo.

Configurações de visualização e planilha

1. Organização do navegador do projeto – sua equipe de projeto trabalhará no navegador do projeto o tempo todo usando o Revit. É uma boa ideia padronizar a maneira como as visualizações, a tabela de planilhas e as legendas são organizadas. Isso cria ordem no modelo e ajuda a trabalhar com mais eficiência.

2. Visualizações Típicas – Todo bom template deve ter um conjunto de visualizações típicas predefinidas que provavelmente serão usadas durante o desenvolvimento do projeto. Ajustar os tipos de visualização e os modelos de visualização pode não apenas economizar tempo para cada usuário do modelo, mas também ajudar a padronizar a maneira como toda a equipe do projeto trabalhará.

3. Folhas Típicas – O mesmo que com vistas. Nosso modelo deve ter um conjunto bem estruturado de folhas pré-definidas que incluirão uma escala adequada, tamanho do papel, bloco de título. As folhas também devem corresponder a uma lista de visualizações que devem ser impressas.

4. Cronogramas e legendas típicos (e cronogramas principais) – Cronogramas e legendas são uma ótima maneira de criar e visualizar uma tabela de dados dentro do modelo de projeto . Se o seu escritório é especializado em um determinado trabalho, talvez seja uma boa ideia adicionar horários de quantidade predefinidos específicos que são usados principalmente pelos usuários.

5. Iniciar Visualização – Esta será a primeira visualização que um usuário usando nosso modelo verá. Nesta visão, gosto de adicionar informações importantes sobre o uso de um determinado modelo. Se for um modelo para um projeto, geralmente incluo informações básicas do projeto e dicas sobre como trabalhar de maneira ideal com um determinado modelo.

6. Filtros – se você tiver regras gráficas específicas que seu projeto/escritório usa para trabalhar efetivamente nas visualizações, considere adicionar essas regras a um modelo. A personalização de filtros pré-definidos o ajudará nessa tarefa.

Conteúdo / Famílias

1. Famílias de sistema – Famílias de sistema, por exemplo: paredes, pisos, dutos, telhados são construídos em famílias dentro do Revit. Se você estiver trabalhando em um modelo de projeto específico e souber que os usuários desse modelo usarão uma determinada lista de tipos dessas famílias, você terá luz verde para adicionar esses tipos ao seu modelo.

2. Famílias carregáveis – todas as famílias que carregamos do nosso escritório ou biblioteca de conteúdo do projeto (por exemplo, portas, janelas). Você deve ter cuidado ao adicionar famílias carregáveis ao seu modelo. Essas famílias podem aumentar drasticamente o tamanho do seu modelo. Sugiro adicionar as famílias mais usadas para uma categoria específica no arquivo de modelo. Resto deve ser armazenado em uma pasta da biblioteca da família em seu projeto ou servidor da empresa.

Importar e exportar configurações

1. Importar/Exportar DWG, IFC – a maioria dos projetos do Revit precisa importar e exportar informações para uso de outros membros da equipe do projeto. Então você quer planejar essas inevitabilidades em seu modelo de projeto. Em nosso modelo de projeto, devemos pré-configurar essas configurações para que a importação e exportação de vários formatos de arquivo ocorram sem problemas.

Resumindo

Como você vê, há muitas coisas que você pode querer considerar ao criar um modelo de projeto/escritório. Um modelo Revit bem concebido pode economizar muito tempo. Embora levem algum tempo para serem criados, os modelos permitem que você aproveite esse investimento repetidamente.

Os pontos mencionados acima não são as únicas opções que você pode configurar em seu arquivo de modelo. Meu objetivo com este artigo foi apontar os elementos mais comuns que chegam aos arquivos de modelo, independentemente do tipo de projeto ou disciplina.

Sinta-se à vontade para adicionar pontos adicionais a esta lista se precisar deles.

Estou curioso para saber quais coisas você ajusta no seu modelo. Deixe-me saber adicionando um comentário abaixo.

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22 termos BIM que você deve conhecer

A tecnologia BIM significa processos, software e as informações gerando muitos resultados. No entanto, o BIM não seria tão eficaz se não fosse a padronização desses processos. Assim, a padronização é acompanhada por terminologia padronizada.

No entanto, não será um compêndio de termos e conceitos relacionados ao BIM simplesmente porque há um grande número deles. No artigo a seguir, vou me concentrar em vários conceitos principais e mais populares. Se você está procurando um banco de dados de todos os termos BIM, visite: https://bimdictionary.com/

A maioria de vocês com certeza já ouviu falar sobre IFC, LOD, CDE, COBIE… abaixo você descobrirá seus significados.

1: 2D (CAD)

A forma de projetar e documentar é feita e entregue em duas dimensões. Qualquer coordenação é baseada em desenhos individuais. Característica para BIM nível 0.

2: 3D (BIM)

Modelagem de objetos 3D de forma que contenham informações no projeto. Em outras palavras, o modelo não é apenas uma representação tridimensional de objetos, mas também fornece todas as informações necessárias para preparar a documentação do projeto.

O modelo é, portanto, uma fonte de informação para geração de documentação de desenhos, relatórios e combinações de materiais, etc. Os objetos modelados são paramétricos e qualquer alteração no modelo afeta os desenhos ou relatórios gerados.

3: 4D (BIM)

Modelo 3D com informações sobre o tempo e a sequência de instalação de elementos de objetos específicos. O tempo de construção, tempo de fabricação, tempo de montagem, tempo de entrega para construção, etc. também podem ser especificados. Graças ao modelo com as informações de tempo, é possível criar uma simulação da construção do objeto.

4: 5D (BIM)

Modelo 3D BIM com informações sobre o tempo de instalação de elementos específicos e seu custo. Com base nessas informações, é realizada uma análise dos custos de construção do objeto.

5: 6D (BIM)

Modelo 3D junto com informações que permitem a análise do impacto da construção no meio ambiente e nas pessoas. Esses dados podem ser usados para a análise energética das instalações e a determinação da pegada de carbono.

6: 7D (BIM)

Modelo 3D ampliado com as informações necessárias para a gestão e operação da obra. O modelo é frequentemente usado como base para plataformas especializadas de FM (Facility Management).

7: IFC – Classe de Fundação da Indústria

Um formato de registro de dados aberto desenvolvido pela buildingSMART para a transferência de informações e coordenação entre os diferentes participantes do processo. A principal vantagem de tal formato é sua abertura. Assim, é possível utilizá-lo através de softwares de diferentes fabricantes (interoperabilidade).

Os arquivos IFC contêm todos os dados de objetos relevantes, como geometria, localização no espaço, dados de elementos individuais, atributos de elementos. Um número crescente de projetos na Noruega envolve projetos sem desenho, nos quais a IFC é o principal portador de informações.

8: BCF – Formato de Colaboração BIM

Um formato de arquivo desenvolvido pela Tekla e Solibri para troca de informações e comentários em um modelo entre diferentes softwares. Mais tarde adotado como padrão pela buildingSMART. O formato é implementado como um formato de arquivo XML (bcfXML) e um serviço de rede RESTful API (bcfAPI).

Ele é projetado principalmente para definir visualizações de modelo e informações relacionadas sobre colisões e erros associados a objetos específicos na visualização. Permite trocar comentários, indicar o local a que o comentário se aplica, o seu autor e a hora em que o comentário foi publicado. O BCF está associado a componentes específicos do modelo por meio de seus identificadores globais exclusivos (GUID).

9: MVD – Definição da Visualização do Modelo

É um subconjunto do esquema IFC geral para indicar dados selecionados em um modelo que atende a critérios específicos ou fluxo de dados específico. Portanto, é fácil extrair dos dados do IFC aqueles necessários em etapas específicas do processo.
Para oferecer suporte à interoperabilidade BIM em centenas de aplicativos, domínios da indústria e regiões em todo o mundo, o esquema IFC foi projetado para cobrir muitas configurações e níveis de detalhes diferentes. O MVD destina-se a limitar a quantidade de informações extraídas de um arquivo IFC de acordo com os requisitos do destinatário e o fluxo de trabalho específico.

10: CDE – Ambiente de Dados Comuns

É o repositório central de dados necessário para executar a função de compartilhamento de informações do BIM Nível 2. O CDE coleta, gerencia e distribui documentos relevantes de projetos validados para equipes multidisciplinares no nível de acesso especificado.

A plataforma CDE geralmente é hospedada em um servidor externo que é acessível a todas as partes envolvidas no projeto com as permissões apropriadas. As plataformas CDE possuem um fluxo de informações automatizado. Além disso, eles usam formas predefinidas de compartilhar, aceitar e comentar documentos

11: EIR – Requisitos de Informação do Empregador

Documento que explica os requisitos do empregador ao solicitar serviços. Esses requisitos podem dizer respeito, entre outros, a níveis de detalhamento de modelagem, requisitos relativos a treinamento e competência, sistemas de gestão, formatos de troca de dados, etc.

12: BEP – Plano de Execução BIM

É um documento de investimento fundamental, elaborado por fornecedores (normalmente antes de assinar um contrato como BEP Pré-contrato) para atender aos requisitos do EIR.

Inclui funções e responsabilidades, direitos, normas, métodos, procedimentos, marcos, cronograma, estratégias de fluxo de informações, convenções para a nomenclatura de desenhos, componentes, modelos, atributos, bem como soluções de TI e o plano mestre para fornecer informações do projeto adaptadas o programa de investimento específico.

13: Protocolo BIM

Baseia-se em uma relação contratual direta entre o Solicitante e o Fornecedor. O Protocolo BIM impõe obrigações e direitos adicionais ao empregador e ao contratado.

Ele especifica definições, funções dos participantes do processo, níveis de detalhes, prioridades de requisitos e requisitos para partes individuais do processo.

14: IDM – Manual de Entrega de Informações

É um documento que visa fornecer uma referência integrada aos processos e dados necessários no projeto e definir as regras de troca de informações neste projeto. O documento define claramente quais informações devem ser fornecidas em etapas específicas do processo.

O objetivo do IDM é fornecer as informações necessárias para garantir a correção do processo, reduzindo a quantidade de informações para evitar operações desnecessárias. O IDM consiste em um Mapa do Processo, que descreve quem está envolvido no projeto e como as atividades são divididas entre os participantes.

O documento também define o nível de detalhamento recomendado/esperado (LOD/LOI) do projeto aplicado em cada etapa. É usado apenas no BIM Nível 2.

15: Mapa do Processo

É um componente do Manual de Entrega de Informações. Explica como as atividades são divididas entre os participantes do processo, ou seja, quem participa do projeto. O Mapa do Processo também define os elementos como o nível de detalhe LOD/LOI do projeto em estágios específicos.

16: LOD – LOD 100, LOD 200, LOD 300, LOD 400, LOD 500 – nível de desenvolvimento

Preparado pelo American Institute of Architects (AIA) classificação de detalhes do modelo. O nível de detalhe aumenta com o seu número. O LOD é empregado para determinar o nível de detalhe necessário em cada etapa do projeto.

17: LOD – LOD1, LOD2, LOD3, LOD4, LOD5, LOD6, LOD7 – Nível de Detalhe

Aplicado na Grã-Bretanha, dividido em dois tipos de detalhe:

Level Of Detail – LOD:

Refere-se ao conteúdo gráfico do modelo. É exatamente o que você vê, as formas que criam o modelo visual. O nível de detalhe (LOD) é usado para definir o conteúdo gráfico necessário do modelo em uma determinada etapa do projeto. À medida que o projeto avança, os componentes do modelo serão entregues com mais detalhes. Por exemplo, no caso de portas internas, o modelo pode começar com uma porta representada por um simples paralelepípedo e, em seguida, detalhes adicionais serão adicionados à medida que o projeto avança.

Exemplos de requisitos de LOD de acordo com o kit de ferramentas NBS BIM para portas: https://toolkit.thenbs.com/definitions/ss_25_30_20_30/#lod

Nível de Informação – LOI:

O nível de informação determina o conteúdo não gráfico do modelo em etapas particulares do projeto. À medida que o projeto avança, os detalhes não gráficos aumentarão. Para portas no início de um projeto, o paralelepípedo que representa a porta conterá dados não geográficos limitados, como a classificação da porta. À medida que o projeto se desenvolve, serão fornecidos dados de desempenho, como resistência ao fogo e, posteriormente, dados do fabricante, folha de dados, etc.

Exemplos de requisitos de LOI de acordo com o NBS BIM Toolkit no exemplo de uma porta: https://toolkit.thenbs.com/definitions/ss_25_30_20_30/#loi

Na verdade, ambos estão intimamente ligados, pois é normal que conteúdos gráficos e não gráficos se desenvolvam um ao lado do outro. Os níveis de detalhes do modelo e informações do modelo são geralmente definidos para as principais etapas do projeto em que ocorrem as “quedas de dados” (troca de informações), permitindo que o empregador verifique se as informações do projeto atendem aos seus requisitos e permitindo que ele decida se deve prosseguir para a próxima etapa. É análogo ao relatório de estágio de um projeto convencional.

A combinação de LOD e LOI é conhecida como LOMD – Level of Model Definition – para definir os detalhes necessários em um modelo em diferentes etapas do projeto, tanto gráficas quanto não gráficas.

18: COBie – Intercâmbio de informações sobre o edifício da operação de construção.

Um padrão de documentação contendo dados para gerenciar um objeto na forma de uma planilha. É preenchido dependendo da fase do projeto. Os dados da planilha incluem informações sobre os equipamentos da instalação juntamente com informações sobre cada equipamento (parâmetros técnicos e operacionais, origem, preço, período de garantia, data de instalação, listas de peças de reposição, datas de inspeção, etc.).

Características do COBie:

Interoperabilidade no nível do usuário – os dados registrados na norma são acessíveis e compreensíveis para praticamente qualquer fornecedor e demais participantes do processo de investimento. Os dados registrados de acordo com o COBie podem ser facilmente importados para sistemas de classe FM.

Interoperabilidade ao nível do designer – a maioria dos programas usados para criar modelos 3D incluem a opção de geração automática do arquivo COBie.

Abertura – COBie é compatível com o formato IFC aberto (uma das visualizações MVC).
Multidisciplinaridade – os dados cobrem todas as indústrias dentro do objeto.


A possibilidade de aplicação de vários padrões de classificação (Omniclass pode ser exigido nos EUA, Uniclass no Reino Unido e, por exemplo, na Noruega o investidor pode esperar a aplicação do padrão NS-3451).

19: BIM Nível 0

Sistema para preparação de documentação de projetos em formatos CAD 2D. A documentação é distribuída principalmente em papel ou via e-mail.

20: BIM Nível 1

Sistema de preparação de documentação de projeto, que é uma combinação de elementos conceituais 3D (principalmente para fins de visualização) e documentação 2D. A documentação é distribuída através de plataformas CDE (Common Data Environment).

21: BIM Nível 2

Nível de maturidade BIM, onde as partes que cooperam no projeto não cocriam um modelo, mas vários modelos da indústria, que estão disponíveis entre as partes. A troca de informações por meio de um formato comum de arquivo aberto (IFC, COBie) é essencial. Daí a exigência de que qualquer software utilizado pelas partes envolvidas no projeto seja exportável para esses arquivos.

O modelo 3D integrado é, portanto, a principal fonte de informação da construção, pois contém dados geométricos e não geométricos. Nível 2 BIM define níveis de detalhes do modelo e informações para estágios individuais e participantes do projeto. A troca de informações acontece por meio do sistema CDE (Common Data Environment).

22: BIM Nível 3

Nível de maturidade BIM, que até agora é apenas um conceito (ou seja, o Santo Graal do BIM). Representa a cooperação total de todas as disciplinas envolvidas no projeto em um modelo central comum. Todos os participantes do projeto têm acesso ao modelo e a possibilidade de modificá-lo.

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13 dicas para dominar as Famílias do Revit

Criar e gerenciar o conteúdo do Revit está entre as tarefas mais difíceis de aprender e dominar. Este guia tem como objetivo fornecer uma visão geral de tudo o que você precisa saber sobre famílias no Revit.

Você vai aprender sobre os 3 tipos diferentes de famílias. Você aprenderá onde encontrar famílias decentes na internet e como gerenciar todo o seu conteúdo.

1- DIFERENCIAR CATEGORIA, FAMÍLIA, TIPO E INSTÂNCIA

Antes mesmo de falar de famílias, é imprescindível que você entenda a diferença entre categoria, família, tipo e instâncias. A imagem acima deve ajudá-lo a entender.

As categorias são integradas ao Revit e podem incluir componentes de construção (colunas, paredes, dutos) ou elementos simbólicos (identificadores, dimensões, regiões).

Na imagem abaixo, você pode ver um exemplo da categoria Portas. Temos uma família .rfa “Porta de abrir”carregável que foi criada por um usuário. Esta família tem três tipos diferentes, cada um com diferentes dimensões e materiais.

Em seguida, cada tipo tem várias instâncias exclusivas colocadas em um projeto.

Neste exemplo, uma porta é selecionada. Você pode editar a família , o que afetará todos os tipos e todas as instâncias.

Você também pode editar as propriedades do tipo , o que afetará todas as instâncias desse tipo específico.

Ou você pode editar as propriedades da instância , o que afetará apenas essa porta específica.

2- ENCONTRE FAMÍLIAS NO NAVEGADOR DE PROJETOS

No navegador do projeto, você pode encontrar todas as famílias do projeto. Na imagem abaixo, você pode ver o primeiro nível representar categorias. O segundo nível mostra as famílias e o 3º nível mostra os tipos.

Embora as instâncias nunca apareçam no navegador do projeto, é possível selecionar todas as instâncias na visualização ou no projeto clicando com o botão direito do mouse em um tipo:

3- DIFERENCIE 3 TIPOS DE FAMÍLIAS

Quando a maioria dos usuários pensa em uma família, então pensa em um arquivo .rfa carregável que eles podem criar ou baixar. Na verdade, existem 3 tipos diferentes de famílias no Revit:

Famílias no local:
  • Essas famílias são modeladas diretamente em um projeto do Revit.
  • Eles são difíceis de reutilizar, são lentos e podem causar problemas de desempenho.
  • Evite esse recurso e use famílias carregáveis.
Famílias carregáveis:
  • Estas são as famílias que você mais comumente cria e modifica no Revit.
  • Eles são criados em um arquivo .rfa e depois carregados em um modelo ou template.
  • As categorias podem incluir janelas, móveis, etiquetas e encanamentos.
Famílias do sistema:
  • As famílias do sistema são predefinidas no Revit.
  • Você não os carrega em seus projetos a partir de arquivos externos. Eles são incorporados dentro de um modelo ou template.
  • As categorias podem incluir paredes, telhados, dutos e dimensões.
4- ENTENDA QUAIS FAMÍLIAS SÃO CARREGÁVEIS OU SISTEMA

Na imagem abaixo, você pode ver uma lista de categorias do Revit, classificadas por qualquer sistema de famílias carregáveis. Esta lista não está completa, mas pode fornecer uma visão geral.

Por exemplo, a categoria parede tem 3 famílias de sistema: Paredes básicas, Paredes empilhadas e Paredes cortina. Essas famílias de sistema são incorporadas e não podem ser modificadas ou excluídas. Você pode criar tipos para cada uma dessas famílias de sistema.

Todas as famílias do sistema têm seu próprio ícone na faixa de opções. No entanto, nem todas as famílias carregáveis têm seus próprios ícones. É por isso que você pode usar a ferramenta Componente nas guias Arquitetura, Sistemas ou Estrutura.

Isso conterá todas as famílias carregáveis adicionais, como móveis, estacionamentos e muitos outros.

5- FAMÍLIAS DE SISTEMA PODEM INCLUIR FAMÍLIAS CARREGÁVEIS INCORPORADAS

Aqui está um conceito que pode parecer contraditório: famílias de sistemas podem incluir famílias carregáveis dentro delas.

Vamos pegar o exemplo do corrimão. O corrimão é uma família de sistemas. No entanto, cada tipo de corrimão pode conter várias famílias carregáveis de vários subcomponentes, como perfil de trilho, balaústre, poste, suporte e terminação.

6- SIGA ESTA HIERARQUIA DE BOAS FAMÍLIAS

Ao tentar obter famílias para o seu projeto, siga esta ordem de prioridade:

1- Famílias desenvolvidas internamente

Famílias formadas por sua equipe são sempre a melhor opção. Você sabe que eles estarão de acordo com os padrões da sua empresa, você pode construir exatamente para atender às suas necessidades e não se preocupar.

2- Famílias formadas por colaboradores externos de confiança

Se você não tem pessoal qualificado para construir famílias ou se não tem tempo suficiente, colaboradores de confiança, como consultores BIM, são a próxima melhor opção. Famílias compartilhadas por empresas de arquitetura/engenharia com as quais você está colaborando também podem ser uma boa opção, como nós do Estúdio BIM!

3- Famílias padrão feitas pela Autodesk

Se você não pode construir suas próprias famílias ou não tem colaboradores confiáveis para construí-las, a próxima melhor opção é ver o que a Autodesk tem disponível em suas bibliotecas padrão. Essas famílias podem não corresponder aos seus padrões, mas podem ser um bom ponto de partida.

4- Baixei famílias de fabricantes de sites como “BIM Objects” e outros.

Agora estamos entrando na zona de perigo. A grande maioria das famílias de fabricantes são de baixa qualidade.

Eles são supermodelados, têm muitos parâmetros, são muito pesados e vão desacelerar seu modelo. Se você realmente precisar usar um deles, certifique-se de verificá-los e limpá-los antes.

5- Famílias baixadas dos sites da comunidade Revit, como “Revit City”.

Famílias encontradas em sites comunitários são quase sempre terríveis. Evite-os a todo custo.

Dependendo do tamanho da sua empresa, você pode decidir qual conteúdo seus usuários podem adquirir. Por exemplo, uma empresa muito grande pedirá aos usuários que se atenham às famílias criadas internamente. As empresas menores podem permitir o carregamento de algumas bibliotecas padrão da Autodesk.

Você vai precisar de algum tempo para descobrir o que funciona melhor para você. Você precisa encontrar um equilíbrio entre manter o controle de qualidade, mas também dar alguma liberdade aos usuários, especialmente se eles não tiverem acesso rápido aos criadores de conteúdo internos.

7- EVITE A MAIORIA DAS FAMÍLIAS DE FABRICANTES

O problema com a maioria das famílias feitas por fabricantes é que elas são feitas para agradar os fabricantes, não os usuários. Lembre-se de que quando algo é gratuito, significa que você é o produto. A qualidade raramente é o objetivo principal deste conteúdo. Aqui estão os problemas comuns com essas famílias:

  • Elas são muito pesados (mais de 1 Mb).
  • Elas contêm muitos parâmetros.
  • Elas são muito precisos e detalhados.
  • Elas são modelados com scripts em vez de especialistas em Revit.
  • Elas vão desacelerar o seu modelo.

Você pode pensar que algumas famílias de fabricantes não podem ser tão ruins para o seu projeto, certo?

Em um vídeo sobre a saúde do modelo Revit , Gavin Crump, também conhecido como Aussie BIM Guru, mencionou um projeto em que a impressão de um conjunto de folhas em PDF passou de 5 minutos para 8 horas. Por 4 meses.

O culpado foi uma terrível família de cadeiras de fabricante que foi baixada em um site obscuro. A família continha geometria 3D importada complexa. Como essa cadeira foi colocada centenas de vezes, diminuiu significativamente o tempo de computação para gerar PDFs.

Aqui está um exemplo de uma família de janelas que você pode encontrar no site do fabricante mais popular.

Esta família de janelas pesa 10 MB, contém mais de 200 parâmetros e tem uma complexidade insana. Usar esse tipo de família lenta em seus projetos prejudicaria e atrasaria seus modelos.

8- USE ESSES SITES PARA CONTEÚDO DE FABRICANTES DECENTES

Embora os sites de conteúdo dos maiores fabricantes sejam geralmente muito ruins, existem alguns jogadores futuros que estão fazendo um ótimo trabalho. Aqui estão alguns deles que podemos recomendar.

Conteúdo BIM – https://bimcontent.com

A prioridade desta empresa sediada na Austrália é criar as melhores famílias possíveis. Foi lançado recentemente, mas está começando a acumular uma biblioteca interessante e incluir showrooms e previews em 3D.

BIMSmith – https://bimsmith.com

O conteúdo dos fabricantes BIMSmith é totalmente desenvolvido internamente com os mais altos padrões. Além de famílias carregáveis, eles também oferecem arquivos de contêiner para famílias de sistemas, como guarda-corpos.

9- CRIE SHOWROOMS VISUAIS PARA FAMÍLIAS

Uma tendência interessante que surgiu tanto com conteúdo de fabricantes quanto com firmas profissionais é a criação de modelos de Showroom Virtual, às vezes chamados de “Container Files”.

Tentar abrir cada família uma a uma ao tentar encontrar a correta é um processo longo e chato.

A ideia dos showrooms virtuais é que as famílias de uma coleção semelhante sejam colocadas juntas em um modelo Revit .rvt.

No exemplo abaixo, nós criamos um showroom virtual com as famílias disponíveis em nosso template para PPCI. Muito mais fácil localizar o que procura e verificar o conteúdo.

Outro uso do showroom é para famílias de sistemas, como paredes e guarda-corpos, que não podem ser baixados como .rfa individual.

Aqui estão exemplos de showrooms virtuais de paredes e guarda-corpos da BIMSmith e BIM Content. Se você tiver uma grande coleção de famílias de sistemas, também poderá criar isso para sua empresa, em vez de colocar tudo em seu modelo.

10- VERIFIQUE E LIMPE O CONTEÚDO DOS FABRICANTES

Se você realmente precisa de famílias encontradas na internet, deve pelo menos seguir esta regra: nunca carregue-as diretamente em seu projeto.

Sempre verifique e limpe a família primeiro. Purvi Irwin escreveu um ótimo artigo sobre como limpar as famílias Revit da Internet.

Os principais pontos do artigo:

  1. Excluir parâmetros inúteis.
  2. Exclua os tipos de família que você não precisa.
  3. Exclua as subcategorias inúteis “Estilos de objeto”.
  4. Purgue a família 2-3 vezes.
  5. Certifique-se de purgar os materiais.
  6. Altere o parâmetro de materiais para Por categoria para que você possa alterar os materiais dentro de um projeto.
  7. Limpe as famílias aninhadas também.
  8. Exclua padrões de linha e padrões de preenchimento desnecessários.

Se você seguir todas essas regras e o conteúdo ainda for pesado (mais de 2 MB), isso pode indicar uma má prática de modelagem. Talvez um sinal de que você não deve usar a família.

11- ORGANIZE SUAS BIBLIOTECAS DA FAMÍLIA REVIT

Famílias que você usa na maioria de seus projetos e que não são muito pesadas (mais de 1 MB) podem ser incluídas em seu modelo.

Famílias que você não usa na maioria de seus projetos ou que são muito pesadas devem ficar em uma biblioteca separada ou em um arquivo .rvt container. Você pode carregar as famílias individuais conforme necessário.

Quando uma família é carregada em um arquivo, ela é incorporada ao arquivo .rvt. Isso significa que o .rfa externo não está vinculado ao modelo, ele serve apenas como backup.

Aqui está um diagrama de como você deve organizar suas famílias:

12- USE PLUGINS DO REVIT PARA GERENCIAR FAMÍLIAS

Gerenciar famílias pode ser bastante complexo com várias versões do Revit, servidores locais, nuvem e arquivos diferentes. Nos últimos anos, plugins baseados em nuvem foram criados para gerenciar famílias e ativos com mais eficiência. Eles podem ser usados para gerenciar não apenas famílias carregáveis, mas também famílias de sistema, detalhes, legendas, etc. Aqui estão os plugins mais interessantes.

AVAIL – https://getavail.com – a partir de $ 20/usuário/mês

Esta plataforma permite que você colete todos os seus ativos do Revit, incluindo famílias, mas também cronogramas, legendas, detalhes e muito mais. Você também pode coletar os ativos de um arquivo do Revit e classificá-los e organizá-los para que todos os usuários acessem. Ele contém um plug-in do Revit e um aplicativo de desktop.

UNIFI Labs – https://unifilabs.com/ – a partir de US$ 20/usuário/mês

UNIFI e AVAIL são semelhantes, mas a grande diferença é que UNIFI está totalmente na nuvem. Depois que um ativo do Revit é integrado ao sistema, ele fica disponível para todos na nuvem. Isso pode ser um grande ponto de venda para muitas empresas, embora algumas possam preferir manter seus dados locais.

O UNIFI também oferece análises, incluindo o número de downloads para cada ativo, mas também um painel de integridade do projeto.

Kinship – https://kinship.io – Começa em $ 10/usuário/mês

Essa ferramenta é mais simples e barata que as opções anteriores, e também possui um painel de saúde do modelo. Ele não possui certos recursos de outros plugins e não é tão polido, mas é mais fácil de instalar e gerenciar. Ele não inclui um aplicativo de desktop, apenas um plug-in do Revit e um portal do navegador. É usado por algumas grandes empresas de arquitetura.

13- USE DIROOTS “FAMILY REVISOR” PARA EXPORTAR E RENOMEAR FAMÍLIAS

Family Revisor by DiRoots é um plugin gratuito incrível que ajuda você a exportar e renomear famílias. Na imagem abaixo, você pode ver que verificamos as categorias de famílias que queremos exportar para .rfa, dentro de uma pasta específica.

Você também pode usar este plugin para adicionar rapidamente um prefixo ou sufixo às suas famílias.

Clique aqui para baixar este ótimo plugin.

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Como calcular extintores e detalhar no Revit?

Neste artigo você vai aprender a calcula a carga de incêndio de edificações comerciais pelo método probabilístico para dimensionar a quantidade e tipo de extintores de incêndio do empreendimento, levando em conta os custos e margem de segurança segundo as Instruções Técnicas e legislações vigentes.

No exemplo deste blog, utilizaremos as ITs do Estado de São Paulo, pois é a “norma mãe”, que guia praticamente todas as outras unidades federativas do país, haja visto que São Paulo está sempre na vanguarda de novas leis e tecnologias visando o combate a incêndios, representado pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Antes de iniciar os cálculos e detalhamento, precisamos entender a diferença entre os extintores, seus tipos e classificações.

Quais são as Classes de Incêndio dos Extintores

Os incêndios são classificados em classes, dependendo do tipo de material combustível. As características de queima de cada material, necessitam de tipos diferentes de agentes extintores. Por isso, é muito importante saber identificar o material que está sendo queimado.

  • Classe A – Aparas de papel e madeira: A indicação é feita por um triângulo verde – Incêndios em sólidos, como madeira, papel e borracha e plástico.
  • Classe B – Líquidos inflamáveis: A indicação é feita por um quadrado vermelho – Incêndios em líquidos inflamáveis.
  • Classe C – Equipamentos elétricos: A indicação é feita por um círculo azul – Incêndios em equipamentos elétricos.
  • Classe D – Metais combustíveis: A indicação é feita por uma estrela amarela – Incêndios em metais pirofóricos. Pó de zinco, sódio, magnésio, alumínio, antimônio, etc.
  • Classe K – Óleos e gorduras: A indicação é feita por um quadrado preto – Incêndios em óleos e gorduras – Utilizado em cozinhas industriais.
Quais são os tipos de agentes extintores

Existem extintores de tamanhos, pesos e mais importante, de agentes extintores diferentes. É muito importante que não só os brigadistas, mas que todos os ocupantes do imóvel, saibam diferenciá-los.

  • ÁGUA: Age por resfriamento. São utilizados em incêndios Classe A, ou seja, em materiais sólidos como madeira, tecidos, papel, borracha e plástico. Em hipótese alguma deve ser usado em líquidos e gases inflamáveis e em equipamentos elétricos.
  • GÁS CARBÔNICO (CO2): O gás age por abafamento, extinguindo o oxigênio do local, impossibilitando assim, que a reação do fogo ocorra. São indicados para incêndios classe B e C. E estes são exatamente os casos em que a água não surte efeito, líquidos e gases inflamáveis e em equipamentos elétricos.
  • PÓ QUÍMICO BC: São utilizados para as mesmas classes de incêndio (B e C) que o extintor de CO2. Mas ao invés de agir por abafamento, age por meio de reações químicas do bicarbonato de sódio.
  • PÓ QUÍMICO ABC: Este é o agente químico mais completo. Pode ser utilizado em qualquer classe de incêndio. Ele extingue o fogo através do abafamento por fosfato monoamônico.
  • ESPUMA MECÂNICA: Combatem as classes de incêndio A e B. São muito utilizados em locais que possuem armazenagem de líquidos e gases inflamáveis. A espuma age por resfriamento e abafamento
CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO

O método geralmente utilizado para determinação da carga de incêndio é o probabilístico, listado na TABELA A da IT 14/2019 do CB PM/SP (link aqui). Neste caso, temos uma loja de roupas de 100 m², sendo 60m² de salão e 28m² de estoque, logo, dois ambientes.

Pelo decreto 63.911 da ALESP (São Paulo), os riscos são divididos em:

  • Risco Baixo: ≤ 300MJ/m²
  • Risco Médio: > 300MJ/m² e ≤ 1200MJ/m²
  • Risco Alto: 1200 MJ/m²

Portanto, estamos enquadrados no risco médio, pois 600 MJ/m² está dentro da margem desta classificação.

Logo, deveremos consultar dentro da IT 14/2019 qual a categoria referente ao empreendimento. 

Neste exemplo, uma loja de roupas: Comércio varejista, loja de produtos têxteis (item 5.2) – Divisão C-2 – 600MJ/m²

DISTÂNCIA DE CAMINHAMENTO

Com o risco determinado, precisamos verificar na tabela 1 da IT 21/2019 do CB PM/SP a distância de caminhamento na edificação.

  • Risco Baixo: 25m
  • Risco Médio: 20m
  • Risco Alto: 15m

A distância de caminhamento é a distância percorrida pelo ocupante (pessoa) entre o ponto em que ele se encontra e o extintor mais próximo ao mesmo.

Geralmente, desenhamos um raio com a distância determinada pelo nível do risco (baixo, médio ou alto) e posicionamos os extintores de modo que estes preencham toda a área da edificação. Caso haja obstáculos entre o extintor e um ponto, deve-se calcular a distância de caminhamento de modo que seja equivalente a vida real (desenhar o trajeto da pessoa e ver se está dentro da distância de caminhamento).

Em nosso caso, a distância máxima de caminhamento (ou raio de abrangência) será de 20 metros. Essa é a distância máxima que o ocupante poderá percorrer até chegar ao extintor mais próximo.

CAPACIDADE EXTINTORA

Não nos aprofundaremos muito nesta parte, pois este tópico merece um artigo à parte, mas basicamente, nossa edificação possui o risco de incêndio predominante Classe A e secundário de Classe C.

Segundo o item 5.2.1.5 da IT 21/2019, os pavimentos devem ser protegidos por no mínimo, dois extintores, na proporção de 1 unidade para classe A e 1 unidade para classe B e C, sendo permitida a instalação de duas unidades extintoras iguais de pó ABC.

Isto porque o extintor de pó químico ABC pode substituir qualquer tipo de extintor das Classes A, B e C dentro de uma edificação ou área de risco. Se a área construída for inferior a 50 m², é permitido a instalação de um único extintor de pó químico ABC em edificações, mezaninos e pavimentos.

Agora entra a capacidade extintora!

Para cada tipo de extintor, uma unidade A ou BC ou ABC depende da sua capacidade unitária.
Vamos para as classificações:

Extintores portáteis:

  • Carga d’água: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A;
  • Carga de espuma mecânica: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A : 10-B;
  • Carga de Dióxido de Carbono (CO2): extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 5-B:C;
  • Carga de pó BC: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 20-B:C;
  • Carga de pó ABC – extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 2-A : 20-B:C;
  • Carga de halogenado: extintor com capacidade extintora de, no mínimo, 5-B:C.

ATENÇÃO: Capacidade extintora é diferente da Capacidade Nominal!

A escolha do extintor de incêndio acaba sendo feita pela sua capacidade nominal quando uma pessoa vai comprar. A capacidade nominal é o quanto o extintor de incêndio tem dentro dele. Um exemplo que podemos dar são os modelos existentes no mercado brasileiro de pó químico seco (PQS): 2 kg, 4 kg, 6 kg, 8 kg, 12 kg, 20 kg, 25 kg, 30 kg, 50 kg e 55 kg.

Mas, não se escolhe extintor de incêndio pela sua capacidade nominal, e sim pela sua capacidade extintora. Capacidade extintora faz parte do projeto de fabricação do extintor de incêndio e é definida por ensaio prático normalizado. Quando vemos os números na frente das letras das classes extintora (A, B, C), isto representa quanto o extintor de incêndio apaga, ou seja, sua capacidade extintora para a respectiva classe.

Veja este exemplo de um determinado fabricante de extintores nacionais:

Classe de Fogo

Capacidade Extintora

Carga

Agente Extintor

ABC

3-A:20-B:C

12 kg

Fosfato monoamônico

Neste exemplo, para a classe de fogo ABC, o agente extintor é fosfato monoamônico, com capacidade nominal de 12 kg e capacidade extintora de 3A:20B:C.

Esta capacidade extintora significa que apaga 3 quantidades de matérias sólidas que queimam em superfície e em profundidade (3A), 20 quantidades de materiais inflamáveis derivados de petróleo (20B) e 1 quantidade de equipamento elétrico (1C).

Sendo assim, com base na IT Nº 21/2019 do CBM-SP, as capacidades extintoras mínimas de casa tipo de extintor são estabelecidas de acordo com a lista que mostramos logo acima.

Para dimensionar os extintores portáteis, utiliza-se três critérios: capacidade extintora, risco de ocupação da edificação e a distância máxima que qualquer pessoa da edificação pode percorrer do ponto de fixação de um extintor de incêndio a qualquer ponto da área protegida por ele. Essas relações são padronizadas de acordo com a NBR 12693/2013 (tabela 6) e a IT Nº 21/2019 (tabela 1) do CBM-SP.

Classe de Risco da
Edificação – Classe A

Capacidade
Extintora Mínima

Distância máxima a
percorrer de extintores portáteis

Distância máxima a
percorrer de extintores carreta

Risco Baixo

2-A

25m

38

Risco Médio

3-A

20m

30

Risco Alto

4-A

15m

23

Classe de Risco da Edificação – Classe B/C

Capacidade Extintora Mínima

Distância máxima a percorrer de extintores portáteis

Risco Baixo

20-B

15m

Risco Médio

40-B

15m

Risco Alto

80-B

15m

Chegamos à conclusão de que será necessária a capacidade extintora mínima de 3-A 40-B:C nessa loja.

Ah! A norma permite que sejam utilizados extintores de carga d’água com capacidade extintora maior do que a necessária para o risco, assim como também permite a união (colocar em dupla) 2 extintores 2-A para formar o equivalente a 1 extintor 4-A.

Com base no catálogo da Firex (imagem abaixo), 2 extintores de pó ABC com 12kg serão suficientes para atender esta loja. Logo, teremos uma capacidade extintora total de 12A 80-B:C. Isso porque a distância de caminhamento entre os extintores não pode ultrapassar os 15 metros (risco BC) e 20 metros no risco A.

Podemos optar também por adotar 2 extintores de carga d’água 2-A 10L (em dupla) e 1 de pó BC 12kg, totalizando uma capacidade extintora de 4-A 40-B:C.

POSICIONAMENTO

Para posicionar o primeiro extintor de incêndio, seguimos a especificação que ele deve estar localizado a, no máximo, 5 metros da entrada principal da edificação no pavimento térreo ou a 5 metros da escada nos demais pavimentos.

Estabelecido o primeiro extintor de incêndio e a área de alcance da distância máxima a percorrer que este extintor protege, se estabelece os próximos extintores de incêndio com foco na distância máxima a percorrer, mas com um olhar centralizada e estratégico, até cobrir toda a área da edificação.

Além disso, para cada risco, no mínimo, 50% dos extintores de incêndio têm que ser constituído por extintores portáteis. Se houver extintores carretas, estes devem ter sua área de proteção restrita ao nível do piso encontrado.

Se a edificação possuir riscos específicos, tais como: casa de caldeira, casa de força elétrica, quadros elétricos, transformadores, contêineres de telefonia, casa de bombas, casa de máquinas, central de armazenamento de gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis, galeria de transmissão, incinerador, locais de materiais metálicos pirofóricos e cozinhas profissionais, estes devem ser protegidos por um extintor de incêndio extra, independente da proteção geral da edificação ou área de risco.

OPÇÃO 2X ABC

 

OPÇÃO 2X ÁGUA + 1X BC

CUSTOS POR OPÇÃO

Adotando 2 extintores de pó ABC 12kg, cada um a um custo de R$ 315,00, teremos que investir R$ 630,00.

Adotando 2 extintores de Carga d’água 10L (R$ 175,00 cada) e 1 extintor de pó BC 12kg (R$ 260,00 cada), teremos um total investido de R$ 350,00 + R$ 260,00, totalizando R$ 610,00.

Uma diferença de aproximadamente R$ 20,00!

Por isso os extintores de pó ABC são os mais utilizados e mais comuns no mercado, dependendo da sua região, eles acabam sendo muito mais viáveis economicamente, pois menos equipamentos significam menor custo de manutenção e menos espaço ocupado no ambiente.

DICA FINAL

Se você gostou desse artigo e tem interesse em desenvolver seus projetos de bombeiro diretamente no Revit, agregando qualidade ao seu projeto e surpreender seu cliente, assim como mostramos neste artigo, não deixe de conferir o nosso template exclusivo de PPCI!

São mais de 360 famílias e atualizações constantes. Além disso, estaremos te mostrando na prática como migrar um projeto PPCI feito em CAD diretamente para o BIM (Revit) com um curso exclusivo.

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Revit 2023 – O que há de novo?

Então, aqui estamos no início de abril de 2022, a Páscoa batendo a porta, as comemorações de ano novo já parecem uma memória distante, e todos esperamos dias mais longos e um clima mais frio!

Este ano, o Revit celebra seu Jubileu de Prata, comemorando 25 anos desde sua concepção! O Revit, um produto de software que se originou em 1997 e foi adquirido pela Autodesk em 2002, agora é uma plataforma muito madura aos 25 anos de idade e se junta a uma coleção de software da Autodesk com a qual só poderíamos sonhar em 2002!

Assim como na versão anterior, vimos um impulso maior em direção aos principais recursos da plataforma do Revit, que certamente beneficiarão todos os usuários. Uma quantidade razoável de esforço foi colocada na criação real de pranchas, na colocação de vistas nas folhas e na impressão, o que é ótimo para todos os usuários do Revit.

A automação também é apresentada nesta versão, utilizando o Dynamo player para automatizar as conexões de aço e conduzir o novo mecanismo de modelagem analítica. A automação e o Dynamo estão se tornando um requisito significativo ao combinar o modelo físico do Revit com um modelo analítico controlável e orientado por design.

Neste blog, veremos alguns dos novos recursos da plataforma, algumas atualizações interessantes do Dynamo e, é claro, todos os novos recursos estruturais, incluindo as ferramentas mais recentes para modelagem de vergalhões e a definição e melhorias em torno da modelagem analítica.

Atualizações do plano de referência

Três aprimoramentos foram adicionados ao Revit 2023 ao trabalhar com planos de referência e de trabalho. Agora você pode simplesmente acessar a ferramenta ‘Selecionar Plano (pick a plane)’ diretamente do menu suspenso ‘Selecionar Plano de Trabalho (pick work plane)’. A ferramenta ‘Selecionar Plano (Pick a Plane)’ também possui um novo atalho de teclado adicionado ‘PK’

Ao trabalhar com arquivos CAD vinculados ou importados, agora você pode usar um plano de referência nomeado para controlar diretamente o posicionamento. Este é um grande benefício quando a referência CAD não está alinhada a um plano ou elevação. Um bom exemplo disso é quando se trabalha em um telhado.

O Revit agora também salvará o último plano de posicionamento usado ao inserir famílias. Novamente, isso economiza um pouco de tempo ao usar famílias baseadas em faces e planos.

Medir em 3D

Agora você pode medir diretamente em uma visualização 3D, o que é muito útil. Anteriormente, você precisaria gerar uma elevação ou seção específica para realizar uma medição fora do plano.

Melhorias IFC

Nas versões anteriores, para definir uma boa saída IFC para elementos em seu projeto, você teria que adicionar uma série de parâmetros compartilhados para classificar corretamente cada elemento.

Por exemplo, nas versões anteriores do Revit, a maioria de suas fundações estruturais seria simplesmente exportada como IfcFooting, o que é incorreto para muitas das fundações.

No Revit 2023, cada elemento agora tem 4 instâncias IFC padrão e parâmetros de tipo para classificações específicas. Na imagem mostrada abaixo, você pode ver os parâmetros de instância definidos em uma base de bloco junto com o tipo predefinido IFC para adicionar uma classificação detalhada.

Ao definir o tipo predefinido IFC, você tem uma caixa de diálogo muito útil que primeiro solicita que você selecione seu esquema IFC, depois o tipo IFCProduct e, em seguida, o tipo predefinido. Isso evita que você tenha que procurar o formato e as definições em sites externos.

Esta é certamente uma adição muito bem-vinda e facilitará uma melhor interoperabilidade entre diferentes softwares.

Ordem de impressão

Ao imprimir várias folhas, agora você pode controlar a ordem de impressão das pranchas. Existem três opções diferentes que você pode usar, organização do navegador, número da folha ou manual. Na caixa de diálogo abaixo, os desenhos de vergalhões e as tabelas de dobra foram ordenados manualmente.

Trocando visualizações em planilhas

Agora você pode trocar as vistas e alterar o posicionamento nas folhas. Isso caminha de mãos dadas com o novo recurso anterior de duplicar folhas com visualizações. Você usaria essa nova ferramenta para substituir as visualizações. Muito útil para criação rápida de desenhos e saídas de desenho com aparência consistente.

A imagem acima mostra a funcionalidade anterior no Revit 2022 para duplicar a folha com vistas e detalhamento.

Você pode então trocar as visualizações nas folhas copiadas usando as novas ferramentas do Revit 2023. Observe que você também pode filtrar a lista de visualizações com uma string de pesquisa que será crucial em projetos maiores com centenas de visualizações.

Vistas do Navegador de projeto no gráfico de folhas

Um novo símbolo gráfico indica vistas que são colocadas em folhas. Este é um método muito mais fácil de determinar se uma vista foi usada em uma folha. Anteriormente, teríamos que confiar na organização do navegador.

Quando uma vista é colocada em uma folha, a vista é preenchida com um quadrado azul sólido. No caso de uma tabela dividida, se uma tabela parcial foi colocada em uma folha, isso é representado por um quadrado meio preenchido.

Melhorias no vergalhão do Revit 2023

Como em muitas versões anteriores, a Autodesk continua aprimorando as ferramentas de reforço, com foco particular na usabilidade e funcionalidade. No Revit 2023, agora temos uma ferramenta significativa chamada ‘Distribuir Armadura (propagate rebar)’, que altera totalmente a maneira como o vergalhão é colocado nos elementos.

Na imagem abaixo, o comando ‘Distribuir Armadura (propagate rebar)‘ foi iniciado e você pode ver dois fluxos de trabalho diferentes, ‘Com base no hospedeiro’ ou ‘Com base na face’. O comando Alinhar por hospedeiro copiará todo o vergalhão dentro de um elemento e tentará colocar e restringir o vergalhão a elementos selecionados semelhantes. No exemplo abaixo, um vergalhão de colunas pode ser propagado para muitas das colunas, mesmo que as rotações e dimensões da coluna sejam diferentes.

Isso melhora enormemente a eficiência da geração da armação em todos os projetos e permite que as bibliotecas de reforços ‘típicos’ sejam salvas como utilizadas em outros projetos.

Ao trabalhar com vergalhões, agora você pode controlar facilmente o estado de visibilidade do vergalhão usando o nível de detalhe na barra de ferramentas de controle de visualização. Isso simplesmente alterna o vergalhão de uma única linha para um perfil 3D completo em um único clique. No entanto, você ainda precisa usar os estados de visibilidade da vista quando desejar mostrar o vergalhão desobstruído. Novamente, isso melhora muito a usabilidade e a eficiência com modelagem e detalhamento de vergalhões.

Alterações na modelagem analítica do Revit 2023

Desde que o Revit Structure foi concebido pela primeira vez, o modelo analítico sempre foi associado e vinculado ao modelo físico, e você pode perguntar, por que não seria o caso?

Existem muitas situações em que as atualizações automáticas e o processo de análise estrutural se chocam. Um exemplo clássico é a precisão do processo de modelagem. Um engenheiro pode fazer certas suposições sobre um sistema estrutural para simplificar o processo de análise. Na imagem abaixo, o painel analítico foi restringido às grades de colunas e vigas.

Isso simplifica o processo de EF e, por sua vez, cria um melhor conjunto de resultados. Uma situação semelhante é mostrada onde o modelo físico da coluna se estende além do nível para uma conexão de emenda. O modelo analítico seria simplificado ao nível.

Vale a pena notar que, se você ainda precisar de um modelo analítico ‘automatizado’ como ponto de partida, poderá usar o Dynamo player e um script pré-criado para gerar automaticamente os vários elementos analíticos com base em suas contrapartes físicas.

Automação de conexão de aço

As conexões de aço agora podem ser colocadas com um ícone dedicado para iniciar o Dynamo Player e colocar as conexões por faixas de aplicabilidade ou por carregamento.

Em um post futuro vou focar nas novas ferramentas do Dynamo e como elas podem ser usadas com o modelo analítico e detalhamento de aço!

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4 Dicas para Renderizar Interiores no Revit – Parte II

Na Parte 1, discutimos dicas e práticas recomendadas de renderização para Materiais, Conteúdo e Iluminação. Na Parte 2, focamos em câmeras, pós-processamento e cenas de Realidade Virtual (VR).

Dicas para visualizações de câmera
  • Para criar uma perspectiva atraente, use os controles da roda de navegação no Revit para ajustar a visualização da câmera. Use a ferramenta ‘Look’ para ajustar a localização do ponto alvo.
  • Ajuste a região de recorte da câmera para limitar o campo de visão (FOV) da câmera. A câmera padrão do Revit produz um tamanho de imagem de 6” x 4,5” (proporção de aspecto 4:3), traduzindo aproximadamente para um FOV de 50 graus. Arraste as alças da região de recorte para redimensionar o FOV¹, mas cuidado com as distorções de perspectiva.
  • Considere alterar a distância focal para uma visão grande angular em vez de alterar o tamanho da imagem. A distância focal na fotografia real é a distância entre o sensor da câmera e a superfície da lente. Selecione a região de corte em uma vista 3D e use a opção ‘Aumentar ou diminuir a distância focal’ na roda de navegação para imitar como uma câmera real aumenta e diminui o zoom.

¹FOV significa campo de visão, ou o ângulo de abertura da lente.

  • Encontre inspiração na fotografia do mundo real! Se você precisar criar um FOV que corresponda às lentes reais da câmera em mm, use esta calculadora online para estimar o tamanho apropriado da região de corte para uma determinada distância focal. Confira essas ótimas dicas e truques sobre como fotografar para interiores.

Imagem: Posicionamento da câmera para nossa cena de interiores

  • Depois de verificar os materiais da superfície, a iluminação natural e artificial e as configurações da câmera no modo ‘Realista’, estamos prontos para enviar a cena para a nuvem.
Dicas para renderizar na nuvem
  • Envie sua cena para o serviço de renderização na nuvem usando a guia Exibir > Renderizar na nuvem . O serviço usa créditos de nuvem para processamento final e de alta qualidade. Use seus créditos de nuvem com sabedoria! As configurações de renderização com qualidade padrão (1 MegaPixel) não consumirão créditos de nuvem. Use essas configurações para gerar suas imagens de trabalho em andamento.
  • Em vez de selecionar uma resolução mais alta para sua primeira tentativa de renderização, use a resolução padrão em sua primeira passagem. Em seguida, aguarde a exibição da cena no portal de renderização, onde você pode visualizar os resultados, aplicar novos atributos de pós-processamento, escolher um tipo de saída diferente e renderizar novamente em uma resolução mais alta sem retornar ao Revit.
  • Marque a caixa de seleção “Enviar-me por e-mail quando concluir” para receber uma notificação quando a renderização for concluída.

Imagem: você não consome créditos nessas configurações

Imagem: imagem renderizada com configurações básicas

Dicas para pós-processamento no portal de renderização

As imagens renderizadas aparecerão como miniaturas no portal de renderização. Ajuste e aplique configurações de pós-processamento para ajustar os atributos de exposição, incluindo correções de cores, saturação e ponto branco sem reexecutar a renderização.

  • Em nosso exemplo, alteramos alguns dos valores de pós-processamento. Revise e aplique as alterações à imagem estática com os novos atributos de exposição. Os resultados podem variar dependendo dos atributos do material e das propriedades da luminária.
  • Você pode usar o Efeito Bloom para tornar sua renderização ainda mais realista, simulando o vazamento de luz de baixa frequência entre pixels, um efeito comum em câmeras e no olho humano.

Imagem: Use o widget de pós-processamento para ajustar as configurações de exposição

Imagem: com configurações de exposição ajustadas

  • Carregue um ambiente HDR (High Dynamic Range Image) para substituir o plano de fundo existente na cena. Os mapas de ambiente impactarão a cena com iluminação indireta e reflexos. 

Em nosso exemplo, aplicamos um mapa HDR ‘Campo’ à nossa cena e o renderizamos novamente como uma imagem estática diretamente no portal da Galeria de renderização.

Imagem: mapa HDR de ‘campo’ padrão

  • Re-renderize a imagem no portal de renderização e escolha uma qualidade ‘Final’ para obter os melhores resultados. Os créditos de nuvem são consumidos nesta operação, mas você terá maior controle sobre o resultado final agora.

Imagem: Re-renderize as configurações para a imagem estática final

Imagem: imagem renderizada novamente com qualidade final

  • Para um toque final, baixe a imagem e ajuste-a em seu software de edição de fotos favorito, por exemplo, Adobe Photoshop. Aqui, executamos um ajuste simples usando a configuração da câmera RAW e ajustamos as curvas automáticas da imagem, detalhes e configurações de gradação de cores para melhorar a sensação geral da imagem.

Imagem: Ajustando a imagem com as configurações de curva automática do Photoshop

Dicas para experiências de RV imersivas

O Autodesk Cloud Rendering também oferece a opção de produzir Panoramas VR . Explore seu design em uma experiência imersiva de RV de 360 graus. Em seguida, renderize novamente a cena como um ‘Panorama estéreo’ e extraia um código QR para exibir a cena em seu dispositivo móvel com o Google Cardboard.

Compartilhe o resultado com sua equipe estendida e/ou incorpore o panorama como um link HTML em seu site.

Imagem: Extraia um QR Code para compartilhar uma experiência imersiva usando seu dispositivo móvel

Resultado final

Crie visualizações fotorrealistas ricas do seu design usando o poder da nuvem. Aproveite o Autodesk Cloud Rendering for Revit, um benefício prontamente disponível para todos os nossos usuários do Revit e assinantes do AEC Collection. O serviço usa créditos de nuvem para executar tarefas específicas na nuvem. Saiba mais sobre créditos de nuvem aqui .

Queremos ouvir suas histórias de renderização, deixe aqui nos comentários as suas experiências com a renderização nativa e em nuvem da Autodesk!

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Artigos BIM Revit

4 Dicas para Renderização de Interiores no Revit

A Renderização em Nuvem da Autodesk permite que você produza visualizações fotorrealistas espetaculares diretamente do Revit, sem pausar ou interromper seu trabalho.

Para um designer de interiores, esta é uma maneira rápida e fácil de criar belas representações de sua intenção de design, estudar opções de design em todas as fases de design, compartilhar opções propostas com o cliente e produzir mídia visual em vários formatos, incluindo imagens estáticas, panoramas 360 graus, estudos solares e estudos imersivos de Realidade Virtual — sem a necessidade de qualquer software especial de terceiros ou computadores mega potentes.

Para te ajudar a obter o máximo de seus serviços de renderização em nuvem, compilamos uma lista de dicas que você pode usar para criar resultados excelentes para suas cenas de interiores. Esta discussão está dividida em dois artigos:

  1. Dicas para materiais, conteúdo e iluminação;
  2. Dicas para câmeras, configurações, pós-processamento e cenas de Realidade Virtual.
Renderize com o poder da nuvem

A renderização em nuvem está disponível para assinantes do Autodesk Revit e AEC Collection há vários anos. Em poucas palavras, o serviço empacota o modelo, os materiais e a iluminação do Revit e os envia para um portal da Web de renderização associado à sua conta da Autodesk.

O arquivo do Revit e as cenas de renderização são movidos e hospedados com segurança em um servidor remoto e acessados por meio do portal de renderização – ou Galeria de renderização – onde você pode renderizar novamente uma ou várias cenas de uma vez ou produzir novas saídas sem abrir o Revit.

Dicas para materiais

A seleção de atributos apropriados para seus materiais permite obter os melhores resultados de renderização. Mude sua visualização para o modo ‘Realista’ para visualizar a sensação e a aparência desses ajustes.

Atributos típicos incluem cor, refletividade (quanta luz é refletida), rugosidade (quão brilhante a peça aparece), refração (como a luz se curva através do objeto), transparência e texturas 3D com saliências (padrão de relevo) e recortes (mapa de diferenças).

Aplique materiais de base física (PBM) às suas famílias, tanto quanto possível. O PBM renderiza objetos que modelam a física da luz no mundo real e permite que você aplique texturas realistas no Revit produzidas por poderosas ferramentas de criação de texturas como Substance by Adobe e Blender.

Desde 2019, a “Asset Library” da Autodesk inclui uma extensa coleção de materiais PBM. Os materiais legados são marcados com avisos amarelos no Asset Browser, portanto, certifique-se de escolher um ativo PBM para obter melhores resultados.

No contexto de um ambiente colaborativo, você pode consolidar seus materiais personalizados e compartilhá-los com sua equipe usando um caminho de pasta centralizado. As opções no Revit permitem definir caminhos de aparência de renderização personalizados para vários locais de servidor.

Dicas de conteúdo
Aprimore suas cenas com ambiente de alta qualidade e conteúdo contextual. Mantenha esse conteúdo em um workset dedicado ou em um arquivo vinculado separado para evitar comprometer o tamanho do seu modelo de documentação.

Embora existam muitos provedores de conteúdo de alta qualidade e fornecedores terceirizados disponíveis on-line, muitos fabricantes já fornecem suas linhas de produtos no formato Revit gratuitamente.

Veja abaixo alguns repositórios populares de provedores de conteúdo do Revit que você pode usar para aprimorar sua cena

Nós do Estúdio BIM recomendamos demais as bibliotecas da Blocks Revit, toda semana tem conteúdo novo de altíssima qualidade! As famílias (blocos) possuem materiais PBM configurados e um plugin exclusivo para Revit, então chega de perder tempo procurando famílias de baixa qualidade em sites gratuitos.

Se tiver interesse, clique nesse link aqui e saiba mais!

Agora, se você tem interesse em desenvolver suas próprias famílias para móveis e qualquer outro bloco 3D dentro do Revit, inclusive famílias paramétricas (dinâmicas), recomendo que você clique agora nesse link aqui e aprenda agora mesmo a desenvolver esses mesmos blocos de forma fácil e descomplicada!

  • Por uma questão de boa prática, verifique a qualidade, tamanho, resolução, materiais e metadados de qualquer componente baixado da Internet antes de carregá-lo em seu projeto.
  • Observe que as famílias RPC – Rich Photorealistic Content, um formato de arquivo proprietário da Archvision – são compatíveis apenas com a renderização nativa do Revit (no produto). Eles não serão exibidos em renderizações de nuvem no momento.
Dicas para iluminação

O Revit usa luz solar geograficamente referenciada com base na localização do projeto e dados IES (arquivos de iluminação reais) dos fabricantes de luminárias para iluminar seus projetos corretamente.

Coloque luminárias com atributos fotométricos (IES) em seu projeto. Use vistas 2D e 3D para definir o espaçamento, ângulo e recuo desses acessórios e agrupe-os conforme necessário.
Ajuste a localização e os atributos da fonte de luz conforme necessário antes de executar uma renderização.

Para entender os efeitos da luz antes de executar a renderização na nuvem, alterne o estilo de exibição da visualização para ‘ Realista’ e estude os resultados agregados da iluminação interna e externa.

Imagem: Vista realista usando o esquema de iluminação ‘Sunlight Only’.

Imagem: Visão realista usando o esquema de iluminação ‘Interiores: Somente artificial’

Verifique se as luminárias selecionadas possuem mapas IES incorporados. O mapa IES descreve a intensidade real de uma fonte de luz no espaço e produzirá uma representação mais precisa da distribuição de luz.

Muitos fabricantes de luminárias agora fornecem às famílias do Revit arquivos IES incorporados. Além disso, você pode personalizar os dados IES de uma fonte de luz nas propriedades ‘ Photometrics’ da luminária.

Imagem: Propriedades fotométricas de uma luminária.

Aplique materiais emissivos ao material da luminária se quiser que o material da lâmpada acenda na cena.

Imagem: recursos emissivos na biblioteca de aparência de renderização.

Na parte 2 desse post, abordaremos as melhores práticas na configuração da câmera, configuração de renderização, pós-processamento e cenas de VR.

Fique com um exemplo de renderização 100% na nuvem Autodesk de outro modelo autoral do Estúdio BIM.

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Artigos BIM Revit

Entenda o Ponto de Pesquisa do Revit de uma vez por todas

Você sabia que o Survey Point no Revit é um tema de intenso debate? Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como usar o Survey Point. Então aprenda nesse post sobre o principal objetivo do Survey Point dentro do software!

O Revit tem dois sistemas de coordenadas:
  • Sistema de coordenadas do edifício;
  • Sistema de coordenadas do terreno.

O Ponto Base do Projeto e a Origem Interna do projeto fazem parte do sistema de coordenadas do Edifício. Esses pontos são geralmente colocados em relação ao edifício. A melhor prática é colocar esses pontos de origem na interseção dos eixos principais. Mas não é disso que trata o post de hoje.

O sistema de Coordenadas do Local tem 2 pontos. Você provavelmente conhece o Ponto de Pesquisa (Survey Point). Mas você sabia que também existe uma origem secreta do terreno compartilhado? Este ponto é sempre invisível. Por padrão, seu Ponto de Pesquisa está localizado no mesmo local que a Origem do Terreno Compartilhado.

Nas imagens abaixo, você pode verificar os dois pontos que ficam sobrepostos (de forma oculta) dentro do Revit. O primeiro é o Ponto de Pesquisa Interna (Survey Point), enquanto o segundo é o ponto base do projeto. Você pode ver que o Ponto de Levantamento corresponde à origem, conforme indicado nas informações de coordenadas do ponto.

Na imagem abaixo, soltamos e movemos o Ponto de Levantamento. Observe que agora existem valores numéricos nas informações do Ponto de Levantamento. Esses valores representam a distância do Ponto de Levantamento até a Origem do Terreno Compartilhado.

 

Movendo o ponto de levantamento topográfico: travado ou não travado?

Ao selecionar o Ponto de Levantamento, você verá um ícone de clipe próximo a ele.Ao mover um Ponto de Levantamento “despinado” (unpin), a origem do terreno Compartilhado também será movida. Observe que os valores em terreno compartilhado não são alterados.

No entanto, se você soltar o Ponto de Pesquisa antes de movê-lo, ele se moverá independentemente da Origem do terreno Compartilhado. Você sabe que o Ponto de Levantamento não representa a origem do Terreno Compartilhado quando as coordenadas exibidas não são iguais a 0.De um modo geral, esta não é uma boa situação para se estar. O Ponto de Pesquisa não é muito útil quando não representa a origem do terreno Compartilhado. Vamos explorar o porquê.

Coordenadas de ponto e elevação de ponto na verdade referem-se à origem do site compartilhado
Ao usar as ferramentas Coordenada de Ponto e Elevação de Ponto, você tem 3 opções para usar como Origem da Coordenada: Ponto de Origem do Projeto, Ponto de Pesquisa e Relativo (relativo geralmente se refere à origem interna).
A Autodesk está mentindo para você: a opção Ponto de Pesquisa não se refere realmente ao Ponto de Pesquisa, mas à Origem do terreno Compartilhado.
 
Cada instância em que o “Survey Point” pode ser usada como referência para algo no Revit, na verdade está se referindo à origem do terreno compartilhado. Outro exemplo seria a origem dos Níveis. Nas propriedades de tipo, você pode selecionar Ponto de levantamento topográfico como Base de elevação. Novamente, isso é uma mentira. Na verdade, está se referindo à Origem do Terreno Compartilhado.
 
No exemplo abaixo, você pode ver que a altura do nível está se referindo ao ponto de terreno compartilhado e não ao Ponto de Pesquisa.
Isso significa que um Ponto de Levantamento não pinado e movido é completamente inútil e não pode ser usado como referência para nada. Recebi muitos e-mails dizendo que é uma boa prática soltar o Ponto de Pesquisa.
 
Isso depende de você, mas esteja ciente de que você pode criar confusão ao usar as Coordenadas do ponto, Elevação do ponto e Níveis usando o Ponto de levantamento topográfico como a origem da coordenada.
Usando o ponto de levantamento topográfico para posicionar o marcador geodésico
Recebi algumas mensagens me informando que a forma correta de usar o Survey Point é a seguinte: posicionar a origem do terreno compartilhado. Solte o Ponto de Pesquisa e mova-o para uma posição do local como um marcador geodésico. Não há benefícios reais em fazer algo assim. O Ponto de Pesquisa nem imprime.
Se você realmente precisa representar graficamente tal ponto, você deve usar uma família de modelo genérico em vez do ícone de Ponto de levantamento topográfico (Ponto de Pesquisa / Survey Point).
Distância do projeto até a origem do terreno compartilhado
Tanto o Ponto Base do Projeto quanto o Ponto de Pesquisa exibirão sua distância até a Origem do Terreno Compartilhado quando forem selecionados. Isso significa que apenas o Ponto Base do Projeto é suficiente para nos ensinar sobre as coordenadas do local. Um Ponto de Pesquisa não fixado (pinado) não fornece nenhum valor ao seu modelo. Mais um motivo para deixá-lo não fixado.
 
Posicionando a origem do terreno compartilhado para um elemento no terreno
 
Existem algumas maneiras de usar a ferramenta Origem do terreno compartilhado. Seu projeto pode ser georreferenciado a um sistema de coordenadas do mundo real (Lat, Long). Nesse caso, isso significa que a Origem do Terreno Compartilhado estará muito distante do seu projeto.
 
Nem todo projeto precisa desse tipo de georreferenciamento. Outra maneira seria posicionar a origem do terreno compartilhado em um elemento em sua topografia. Talvez à intersecção de linhas de propriedade ou a um marco geodésico.
 
A origem do Ponto de Pesquisa e do Terreno compartilhado são ambos colocados na interseção de uma linha de eixos. Este ponto também corresponde à origem do arquivo de levantamento CAD.
Se você estiver colocando sua Origem de Terreno Compartilhada em relação a um elemento local em sua topografia, eu recomendo fortemente que você mantenha o Ponto de Pesquisa travado e fixado, combinando perfeitamente com a posição da Origem de Terreno Compartilhado.
Georreferenciamento em um modelo do Revit
Existe um cenário em que você pode querer manter seu Ponto de Pesquisa livre e longe da Origem do Terreno Compartilhado. É quando você está georreferenciando seu modelo Revit usando coordenadas do mundo real, como o sistema WGS84.
 
Você não pode atribuir esse tipo de sistema apenas usando o Revit. A única maneira de fazer isso é vinculando um arquivo Civil 3D ou AutoCAD e adquirindo as coordenadas. Esse recurso está disponível desde o Revit 2018.
 
Neste exemplo, vinculamos um arquivo CAD que contém as coordenadas WGS84. Em seguida, vá para a guia “Gerenciar” e use a ferramenta “Adquirir coordenadas”. Clique no arquivo CAD vinculado.
Ao selecionar o Ponto de Levantamento, as informações Lat-Long serão exibidas nas propriedades da instância. Você também pode ver que o Ponto de Pesquisa nem se incomodou em se mover. Ao usar o sistema de coordenadas Long-Lat no Revit, o Ponto de levantamento topográfico não representa mais a origem do terreno compartilhado.
 
 
A distância entre a origem do terreno compartilhado e o Ponto de Pesquisa é tão grande que não faria muito sentido mantê-los juntos. Esse é o único caso em que é aceitável separar o Ponto de Pesquisa da Origem do Terreno Compartilhado.
Soltar o ponto de pesquisa para evitar mover a origem do terreno compartilhado por engano?
Algo que ouvi com bastante frequência é que o Ponto de Pesquisa deve ser solto para evitar um erro de movimento. Porque mover um Ponto de Pesquisa destravado também moveria o Terreno Compartilhado, causando caos e confusão em seu projeto.
 
Embora isso não seja uma ideia maluca à primeira vista, por que não apenas fixar o ponto de pesquisa e torná-lo invisível em todas as visualizações? Ou talvez apenas informe outros usuários que a posição da Origem do Terreno Compartilhado e do Ponto de Pesquisa é final e que não deve ser movida.
 
Apenas ensine adequadamente seus colegas e você não deve ter esse tipo de problema em primeiro lugar.
 
Independentemente da técnica que você escolher usar, a posição do Ponto de Pesquisa e Origem do Terreno Compartilhado deve ser determinada no início de um projeto. Em seguida, fixe os pontos e nunca mais os mova.
 
A grande maioria dos projetos provavelmente não precisa usar o sistema de georreferenciamento.
RESUMINDO O CONTEÚDO:
  1. Não solte e mova seu ponto de pesquisa.
  2. A única exceção ao ponto #1 é se você estiver georreferenciando seu modelo Revit com coordenadas longitudinais. Nesse caso, a origem do terreno compartilhado estaria muito distante.
  3. As ferramentas Coordenada de Ponto, Elevação de Ponto e Níveis configuradas para “Survey Point” não fazem referência ao Survey Point, elas se referem à Origem do Terreno Compartilhado.
  4. Defina a Origem do Terreno Compartilhado e o Ponto de Pesquisa no início do projeto. Prenda-os, nunca mais os mova.

 

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O BIM em Construções Verdes

Edifícios verdes, padrões verdes, abordagem verde… O verde é apenas uma das muitas cores da paleta ou é realmente uma tendência líder na indústria moderna de AEC?

O que é preciso para ver a diferença entre vários tons de verde? E, finalmente, onde o BIM entra em cena?

Se você é um profissional de AEC que trabalha com sustentabilidade ou se deseja apenas expandir seus horizontes de uma forma “fácil de entender”, este post é definitivamente para você.

Hoje vou apresentar o conceito de edifícios verdes e certificações de sustentabilidade. Em seguida, passarei brevemente pelos principais esquemas que surgiram nas últimas duas décadas. Ao final, compartilharei algumas dicas e truques sobre como implementar o BIM na estratégia de sustentabilidade de uma empresa.

Agora, é finalmente a hora de continuar nossa jornada em direção a um futuro mais sustentável. Pronto ou não, vamos!

Índice
  1. Edifícios verdes e esquemas de sustentabilidade na indústria moderna de AEC
  2. Exemplos de certificações verdes e abordagens variadas para avaliação de sustentabilidade
  3. Dicas e truques ao trabalhar com BIM em sustentabilidade
  4. Resumo
Edifícios verdes e esquemas de sustentabilidade na indústria moderna de AEC

Ao ler as atualizações da indústria de construção de hoje, pode-se ter a impressão de que quase todos os edifícios são referidos como sustentáveis ou verdes. No entanto, o que significa para um edifício ser verde? Depois de fazer algumas pesquisas, fiquei surpreso ao descobrir que não existe uma definição comumente aceita de um edifício verde (na verdade, existem pelo menos 10!).

No entanto, consegui determinar algumas características comuns. Essas características indicam que para um edifício ser considerado verde, sua construção e os processos associados à sua criação devem ser ambientalmente responsáveis e eficientes em termos de recursos ao longo de todo o ciclo de vida do edifício.

Com isso em mente, não podemos deixar de nos perguntar, como podemos realmente saber se um edifício é verde e o que torna um edifício mais verde do que os outros. É exatamente aí que os esquemas de sustentabilidade (também conhecidos como certificações de sustentabilidade) entram em ação. A melhor maneira de entender os esquemas de sustentabilidade é imaginar que todos os aspectos da sustentabilidade são colocados em uma fórmula, onde cada aspecto é ponderado com base em sua importância (por favor, consulte a Equação 1 abaixo).

Equação 1 – Três aspectos da sustentabilidade colocados em uma fórmula

Os sistemas de certificação permitem medir e comparar o desempenho sustentável dos edifícios através da aplicação de critérios quantificáveis. Antes do desenvolvimento de esquemas de certificação, tal classificação era impossível.

No entanto, é importante lembrar que as pontuações gerais da certificação permitem a comparação de edifícios certificados sob o mesmo sistema, mas não os certificados sob outros diferentes (ou pelo menos não conheço esse método. Por favor, me corrija se estiver errado).

Observe que o termo “certificação sustentável” pode ser aplicado ao edifício como um todo, mas também a um determinado produto/elemento do edifício (consulte a Figura 1). Embora a Equação 1 seja usada principalmente para certificações de edifícios, as declarações de produtos (como Declarações ambientais de produtos) podem se tornar os principais atores na obtenção de uma pontuação mais alta ao classificar o nível de sustentabilidade dos edifícios.

Então, qual é o objetivo com certificações sustentáveis?

Pois bem, a verdade é que as edificações certificadas são fortemente avaliadas em termos de sustentabilidade e, portanto, tendem a superar as estruturas convencionais, principalmente quando se consideram os três pilares principais: meio ambiente, economia e sociedade.

Além disso, em um mundo onde tudo gira em torno de tempo, dinheiro e recursos; projetistas, consultores e até mesmo construtores são constantemente desafiados a atender às expectativas sustentáveis do mercado, tomando decisões informadas com base em uma análise completa.

Sim, eu sei, visto dessa perspectiva, a sustentabilidade soa como uma corrida de ratos. A verdade é que esta corrida acrescenta valor às nossas condições de vida e de trabalho, criando edifícios e ambientes saudáveis. A indústria se torna um pouco forçada a responder ativamente aos objetivos oficiais de sustentabilidade (com o exemplo perfeito sendo o Acordo de Paris) e estar atualizado com as tendências atuais de sustentabilidade.

Finalmente, os sistemas de certificação têm sido realmente bem-sucedidos em aumentar a conscientização sobre sustentabilidade em todas as indústrias, não apenas no setor da AEC. Com todas as definições básicas em vigor, agora é hora de dar uma olhada em alguns exemplos de esquemas sustentáveis.

Exemplos de certificações verdes e abordagens variadas para avaliação de sustentabilidade

As certificações de construção sustentável disponíveis no mercado atual diferem amplamente em seu escopo, estrutura e conteúdo, incluindo as variações no tipo de construção e adaptações locais. Na verdade, existem mais de 600 certificações de produtos e construções em todo o mundo. A Figura 2 apresenta alguns dos esquemas de sustentabilidade mais populares, juntamente com sua distribuição geográfica.

 

Embora o número total de certificações em todo o mundo possa ser esmagador, pela minha experiência, existem 4 esquemas líderes de sustentabilidade quando os edifícios são considerados.

Quando se fala em BIM em relação aos esquemas de sustentabilidade, é fundamental mencionar que a integração desses dois conceitos ainda é um desafio, principalmente em termos de encontrar um processo unificado. Pessoalmente, nunca fiz um estudo sobre qual ferramenta BIM entregaria resultados que atendessem a todos os critérios de sustentabilidade 

Dicas e truques ao trabalhar com BIM em sustentabilidade

Sempre que se trabalha com sustentabilidade, não importa a disciplina, é importante abordar o assunto de forma holística e garantir que todos os participantes estejam na mesma página, quando se trata de objetivos comuns. Isso pode ser monitorado através da realização de reuniões regulares de equipe, onde as informações sobre o progresso são trocadas e as metas futuras são discutidas. Certifique-se de que cada pessoa tenha o entendimento correto do projeto e lembre-se de que as medidas de BIM e sustentabilidade incorporadas com responsabilidade podem ser adaptadas aos projetos futuros.

Em segundo lugar, a documentação atualizada é a chave para o sucesso dos projetos. Isso se aplica a desenhos, modelos, mas também a qualquer declaração de produto obtida para um edifício. Se você é fabricante/produtor, certifique-se de investir em declarações de produtos, que sejam completas e reconhecidas pelo órgão avaliador. Dessa forma, você evitará custos adicionais e a chamada “lavagem verde” – “uma atividade que dá uma imagem falsa e exagerada do valor ambiental dos produtos, o que resulta em criar a impressão de que a empresa que entrega o produto faz mais pelo ambiente, do que realmente faz”. Ter os documentos certos tornará todo o projeto mais organizado e aumentará seu valor.

Quanto à criação do modelo e desenho, lembre-se sempre de seguir o Nível de Detalhe e Informação adequado para a fase atual do projeto. A implementação de dados desnecessários gera caos e não aproxima você da obtenção da certificação de sustentabilidade.

Em seguida, lembre-se de que a introdução do BIM e dos princípios sustentáveis em seu projeto exigirá custos adicionais, especialmente no estágio inicial. Mesmo que a longo prazo o BIM possa contribuir para uma maior economia, deve-se ter o correto entendimento de como os custos são distribuídos, pois são assíncronos ao longo da vida útil de uma edificação.

Por fim, saiba que trabalhar com sustentabilidade e BIM é um enorme desafio. Com tantos esquemas de sustentabilidade diferentes para produtos e edifícios, pode ser esmagador para os profissionais da construção integrar critérios de sustentabilidade em seus processos de projeto, bem como monitorar e integrar os vários parâmetros que precisam ser incluídos nos modelos de construção. Portanto, todos precisam ter tempo para se acostumar com a nova forma de trabalhar e a colaboração interdisciplinar deve ser realmente cuidada.

Resumo

Neste artigo, apresentei as ideias de edifícios verdes, esquemas de sustentabilidade e dei algumas dicas e truques sobre como implementar o BIM na estratégia de sustentabilidade de longo prazo de uma empresa. Observe que, embora meu post tenha foco em edifícios, algumas certificações de sustentabilidade também podem ser aplicadas a projetos de infraestrutura, embora com nomes diferentes – como por exemplo CEEQUAL.

Neste ponto, gostaria de encorajar uma discussão aberta. Conte-nos sobre sua experiência com BIM em sustentabilidade ou compartilhe projetos que você ache interessantes. Estamos ansiosos para ouvir de você!

Obrigado por me acompanhar nesta jornada em direção a um futuro mais sustentável. Aproveite o seu dia e até a próxima!