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Artigos BIM

Biblioteca BIM para Blocos de Concreto

Associações brasileiras lançam em conjunto a primeira biblioteca BIM nacional para sistemas de alvenaria estrutural.

Um trabalho conjunto entre a Associação Brasileira de Cimento Portland, SENAI e a Associação Brasileira de Indústria de Blocos de Concreto permitiu a criação da primeira biblioteca nacional de blocos de concreto especificamente para as plataformas em BIM.

O trabalho, iniciado em setembro de 2019, foi inaugurado em maio deste ano, possuindo várias interfaces para as etapas de planejamento, projeto e construção de empreendimentos que utilizam o bloco de concreto como sistema construtivo, sendo esta adequada à ABNT NBR 6136 de 2016 (Blocos vazados de concreto para alvenaria – requisitos).

Dentro da biblioteca estão todas as famílias de blocos de concreto de vedação e estrutural fornecidos pelas indústrias brasileiras. Esse trabalho garante critérios de segurança, confiabilidade e qualidade aos projetistas, construtores, arquitetos e engenheiros calculistas, dando agilidade a todo o processo construtivo.

Esse é um marco para a área da construção no Brasil, sendo o primeiro case de uma biblioteca completa sobre um produto específico deste setor. Além da inovação alinhada a metodologia BIM, os benefícios incluem a redução dos custos da obra e maior controle e qualidade sobre o serviço prestado.

O exemplo disponível na biblioteca BIM é do tipo residencial multifamiliar de 4 pavimentos tipo e 4 unidades por andar, com aproximadamente 43m². Esse trabalho abrange 3 desafios para a popularização da metodologia a nível nacional, sendo a disponibilidade de bibliotecas, profissionais especializados na tecnologia e a normatização.

Além de todas as vantagens apresentadas, a BlocoBrasil disponibiliza o download gratuito do manual para operar a biblioteca BIM para blocos de concreto, incluindo as informações parametrizadas para o cruzamento de informações importantes de projeto.

Link da Biblioteca: http://www.blocobrasil.com.br/site/2020/05/20/biblioteca-bim-blocos-de-concreto/

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Artigos BIM Legislação

Confira as mudanças no Decreto BIM BR 2020

Confira as mudanças no antigo decreto 9.983/2019 para a implantação do BIM no Brasil, publicado nesta sexta-feira 03 de março de 2020 no Diário Oficial da União. O decreto tem por base estabelecer a utilização do Building Information Modeling (BIM) na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia, realizados pelos órgãos e entidades da administração pública federal.

A primeira mudança trata-se da nomenclatura (no artigo primeiro), alterando de “decreto” e passando a ser a “Estratégia de Implementação“, referenciando o artigo quarto, estabelecendo claramente a nova agenda de implementação do BIM e seus requisitos (exigências) mínimos.

O segundo artigo agora define quem disseminará a estratégia na esfera governamental, mas não limita as ações ao decreto, dando liberdade aos órgãos de elaborarem seus editais, podendo conter ações além das abordadas no decreto e na agenda de implementação. Em resumo, os órgãos com a disseminação BIM mais avançada poderão incluir suas próprias exigências e especificações em editais.

Das Definições

Agora o terceiro artigo, que antes instituía o Comitê BIM, define os parâmetros e terminologias da Estratégia BIM BR, como também os itens, componentes e projetos estarão submetidos ao decreto.

Das Fases de Implantação

O artigo quarto agora define o calendário de implantação da Estratégia BIM BR, determinando quais as fases e marcos legais em relação aos prazos e exigências em cada fase para a entrega de novos projetos em BIM.

Além disso, o artigo quinto, que antes se relacionava às competências do Comitê BIM, agora determina a aplicação do BIM, sendo realizada em uma ou mais etapas do ciclo de vida da construção, determinando que o edital e o instrumento contratual deverão prever a obrigação de o contratado aplicar o BIM em uma ou mais etapas do ciclo de vida da construção. Em resumo, o artigo determina que todos os contratados incluam em seus projetos os elementos BIM que poderão ser utilizados nas fases subsequentes da implementação da Estratégia BIM.

O sexto artigo agora trata das obrigações mínimas dos contratados em relação ao uso do BIM no contrato. Além disso, estipula a execução dos serviços com o cumprimento do programa de necessidades e das diretrizes do projeto de arquitetura e engenharia referencial, elaborado direta ou indiretamente pelo órgão ou pela entidade contratante, durante a fase preparatória da licitação da obra.

Um detalhe muito importante neste artigo está no inciso IX, determinando que os profissionais escolhidos pelo contratado deverá estar habilitado e comprovar experiência, conhecimento ou formação em BIM.

O sétimo artigo agora trata da transição de antigos projetos para os novos em padrão BIM, desde que justificada a contratação, permitindo ao governo licitar empresas para realizar a migração de antigos projetos para os novos padrões BIM.

Já o oitavo artigo, que antes tratava da finalidade do grupo técnico BIM BR e suas atividades de assessoramento, agora dispõe sobre os parâmetros mínimos para contratação dos projetos em BIM, determinando que sejam obedecidos certos padrões que atendam ao descrito no Artigo quarto.

O nono artigo agora trata dos parâmetros mínimos estabelecidos pelo decreto, das melhores práticas para a execução de fluxos de trabalho com o uso do BIM e quando couber, ao disposto nas normas técnicas intrínsecas ao objeto.

Das Disposições Transitórias

O décimo artigo estabelece agora um prazo para que órgãos e entidades especificadas no artigo segundo criem e editem os padrões que atendam ao decreto 10.306, estipulando o prazo de 90 dias para a criação dos respectivos cadernos de encargos, aderentes ao decreto.

Vigência

Com a atualização, agora é determinado que o decreto entre em vigor na data de sua publicação.

Em resumo

Agora o decreto está mais técnico e focado na execução da Estratégia BIM BR, especificamente nas fases de implementação, definindo as responsabilidades sobre cada etapa dentro da esfera pública.

 Fontes deste artigo:

Comparação escrita pelo professor Wladmir Araujo, através do LinkedIn (clique aqui e acesse o artigo original).

DECRETO Nº 10.306

DECRETO Nº 9.983

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Artigos BIM Renderização

Conheça o Tridify, aplicativo BIM para Realidade Virtual

Tridify anunciou uma nova opção para seu Serviço de Processamento BIM para XR (realidade cruzada), que torna os modelos BIM disponíveis instantaneamente on-line e compartilháveis através de um link da web.

Usando modelos BIM exportados para um arquivo IFC, a nova opção Web VR da Tridify gera automaticamente um modelo 3D interativo e o torna acessível por meio de uma URL, pronto para ser incorporado em uma página da Web, enviado por e-mail ou texto e visível em um celular.

A solução Tridify torna-se interessante a partir do ponto em que não é mais necessário enviar um arquivo com o projeto, mas apenas um link para visualização completa e interativa. Com o Tridify, os usuários agora podem facilmente publicar e cancelar a publicação de seus modelos e gerenciar sua visibilidade, oferecendo maior controle sobre como os modelos são usados. Os modelos não podem ser copiados e os direitos de propriedade intelectual são melhor protegidos.

Direcionada aos profissionais BIM (Arquitetura e Engenharia), a nova opção cria inúmeras oportunidades para o público não técnico, facilitando o compartilhamento de modelos 3D internamente, externamente, com clientes ou consumidores, em celulares, tablets, desktops ou óculos VR. Os usuários simplesmente carregam um arquivo IFC no Tridify e clicam em ‘publicar’ para criar o modelo pronto para exibição on-line, sem a necessidade de aplicativos ou habilidades de programação adicionais.

Esta solução resolve um problema com o qual a indústria luta há muitos anos, ao tornar os modelos BIM instantaneamente disponíveis e acessíveis em qualquer navegador, as barreiras técnicas são removidas, elas se tornam uma nova mercadoria e são lançadas no “mainstream”. Isso ajudará a melhorar drasticamente os fluxos de trabalho de comunicação e colaboração para empresas de arquitetura e engenharia.

 Os modelos 3D agora podem ser criados a partir de um modelo BIM em menos de dois minutos e compartilhados com o público via WhatsApp, por exemplo. O serviço começa a partir de US$ 20 (R$100,00) por mês, o que é suficiente para publicar modelos de vários pequenos projetos ou um modelo de um projeto de tamanho médio. Em breve, será normal compartilhar modelos 3D o tempo todo, com qualquer pessoa, em qualquer lugar.

Usando a nova opção Web VR, os arquitetos agora podem visualizar rapidamente seus modelos BIM e compartilhar projetos 3D com um cliente ou contratado. Os trabalhadores da construção civil podem compartilhar planos ou revisar alterações em 3D no local por meio de dispositivos móveis, enquanto o setor imobiliário poderá comercializar e vender propriedades com mais eficiência, com as visualizações de modelos 3D sendo facilmente rastreadas.

O Tridify também fornecerá vários visualizadores da Web para permitir que um modelo seja mostrado de diferentes maneiras para diferentes grupos de usuários, dependendo do uso final e do nível de habilidade.

Exemplo de URL de demonstração e modelo de uma casa de verão, criada usando a nova opção:

https://view.tridify.com/floorplan/index.html#/conversion/aU9pwSDYSLnAe4lndgVvcZ6AyUDTpcM8-JhNVH5nnGI

As imagens anexadas são do mesmo modelo de amostra.

Primeiros clientes

A WSP, empresa de engenharia, é uma das primeiras usuárias do novo serviço. Parte do grupo global WSP, a empresa oferece consultoria estratégica ao setor de construção e infraestrutura. A WSP usa a opção Tridify Web VR para criação rápida e eficaz de VR nos estágios iniciais do projeto para facilitar o processo de comunicação com seus clientes. A inovação também abre uma grande variedade de possibilidades para o desenvolvimento de modelos VR (realidade virtual) como ferramentas de comunicação BIM, também contendo dados BIM e não apenas sendo uma visualização pura.

A SATO Corporation, uma das maiores empresas de aluguel de casas na Finlândia (com mais de 26.000 casas para alugar) também aplica o Tridify em seu fluxo de trabalho. Antes da implementação do Tridify, a empresa precisava utilizar visualizadores separados, complexos e difíceis de usar para visualizar os modelos IFC. Após a implementação do Tridify, ficou mais fácil e rápido a publicação de modelos 3D, além de facilitar o compartilhamento dos modelos para visualização externa. Ser capaz de visualizar projetos em 3D nos dispositivos móveis é particularmente poderoso quando se trata de comercializar imóveis.

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Artigos BIM Inovações

China constrói dois hospitais em pouco mais de uma semana

Os trabalhadores corriam o tempo todo para construir instalações para enfrentar o surto de coronavírus.

As autoridades chinesas anunciaram que estavam construindo dois hospitais para combater o surto de coronavírus. Apenas 10 dias depois, o primeiro foi concluído – e o segundo estava apenas alguns dias atrasado.

Os hospitais – o Hospital Huoshenshan, com 1.000 leitos, em Wuhan, no centro do surto de vírus, e o Hospital Leishenshan, com 1.600 leitos, na vizinha província de Hubei – foram construídos para ajudar médicos a lidar com a crescente crise de saúde.

Os hospitais consistem em módulos pré-fabricados feitos de painéis isolados interligados. Cada unidade tem cerca de 9,0m² – grande o suficiente para acomodar duas camas e equipamentos de apoio médico. Além disso, as unidades são despressurizadas para que o ar seja aspirado para as salas. Essa é uma prática comum usada para impedir que organismos transportados pelo ar escapem da sala.

As unidades estão em pilares para mantê-las fora do solo – para evitar a poluição do solo e acomodar oleodutos. A fundação em si consiste em concreto; sob essa superfície, há camadas alternadas de geotêxteis, feitas de tecido sintético e mantas à prova d’água.

Em 24 de janeiro de 2020, um batalhão de trabalhadores, caminhões e escavadeiras começaram a correr para limpar e nivelar o terreno no local de 80.000m² de Huoshenshan. Dias depois, as fundações foram lançadas e os trabalhadores começaram a montar os quadros das unidades e a construir o hospital de campanha.

Funcionários, incluindo 1.400 trabalhadores médicos militares, chegaram para montar e testar dispositivos médicos e preparar a instalação para a admissão de pacientes. E em 4 de fevereiro, o hospital admitiu seus primeiros 50 pacientes – mesmo quando a construção da instalação ainda estava sendo concluída.

Foram necessários 7.000 trabalhadores da construção e 1.000 máquinas de construção trabalhando 24 horas por dia para construir a instalação. As precauções de segurança no local de trabalho foram aumentadas durante a construção – os trabalhadores tinham que se submeter regularmente a verificações de temperatura e outras medidas para detectar qualquer infecção por coronavírus.

Essa vigilância continua agora que a construção foi concluída. As salas acabadas possuem armários de dupla face com sistemas de desinfecção por ultravioleta que permitem que a equipe do hospital entregue suprimentos sem ter que entrar nas salas ocupadas e sistemas de ventilação que colocam os pacientes em quarentena.

O hospital também usa scanners de infravermelho que podem detectar se algum membro da equipe está com febre – um sinal revelador de infecção por coronavírus. Não é a primeira vez que a China constrói um hospital nesse ritmo. Os dois novos hospitais são, de fato, baseados nas instalações construídas para lidar com o surto de SARS em 2003 – um hospital que foi construído em apenas sete dias.

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Artigos BIM

Conheça o método construtivo que revolucionou a Vila Olímpica de Londres 2012

As soluções High Rise da Mace Tech combinam tecnologia digital e BIM com uma abordagem de fabricação pré moldada para reduzir o tempo de construção e melhorar a qualidade do empreendimento.

Um método de construção de “próxima geração” que combina a tecnologia BIM digital com uma nova técnica de pré fabricação para construir edifícios de forma mais rápida, segura e com uma maior qualidade foi aplicada na reconstrução da antiga vila de atletas de Londres 2012 em Stratford.

A Mace Tech, uma nova unidade de negócios da consultoria global e empresa de construção Mace que liderará a implantação e entrega de métodos avançados de construção de edifícios pré fabricados, disse que o sistema High Rise Solutions (HRS) é uma evolução do pensamento por trás da a premiada Jump Factory – uma fábrica autônoma construída em torno do perímetro de um novo empreendimento que utiliza manuseio eficiente de materiais e entrega pontual de elementos pré-fabricados para a construção de edifícios, andar por andar.

A abordagem Jump Factory permitiu à Mace Tech reduzir os programas de projeto e construção em 25%, os movimentos de veículos em 40% e os resíduos em 70%.

Após o sucesso da Jump Factory, a Mace trabalhou com a empresa australiana Hickory para adaptar o sistema de B2B (Building to Building) no Reino Unido. Usando ferramentas de modelagem paramétrica e inteligência artificial, a HRS pode desenhar a partir de um catálogo de componentes para projetar e fabricar os subconjuntos de estrutura e fachada fora do local.

NO6 East Village

Após um piloto do HRS em um grande projeto de construção em Londres, o sistema agora está sendo usado para construir o NO6, um esquema de construção para aluguel no East Village, a antiga Vila Olímpica de Londres (2012) vem sendo construído pela Mace em nome da Get Living. Dividido em duas torres de 26 e 31 andares, o empreendimento entregará 524 novas casas.

A Mace está convertendo as atividades do local em um processo de montagem, instalando módulos simultaneamente com a mobília e módulos MEP para reduzir drasticamente o tempo de construção e melhorar a produtividade em até seis vezes em comparação com o desempenho atual do setor.

Antes da construção, todas as unidades modulares são inseridas na modelagem BIM 360, que permite que cada componente seja rastreado desde o seu projeto até a fabricação, despacho, entrega no local e instalação.

A abordagem HRS ajudará a reduzir o programa de construção em 18 semanas, com 20% menos trabalhadores no local, em comparação com a metodologia tradicional de construção.

Mark Reynolds, executivo-chefe da Mace, disse: “O lançamento da Mace Tech dá um passo importante, não apenas à Mace, mas para o setor. A menos que repensemos radicalmente a forma como construímos, nunca seremos capazes de fornecer a habitação e a infraestrutura que são urgentemente necessárias em todo o Reino Unido e reduzir nossa pegada de carbono.

“A disponibilidade de dados inteligentes é essencial para mudar radicalmente nossa indústria. A Mace Tech nos permitirá aproveitar as mais recentes tecnologias digitais e métodos de construção pré fabricados para criar edifícios melhores. O HRS já está ajudando a entregar moradias de forma mais rápida, com menos desperdício e reduzir as emissões de carbono.”

Shaun Tate, diretor da unidade de negócios da Mace Tech, acrescentou: “O HRS é mais do que apenas um novo método de construção pré fabricado – é uma nova metodologia digital, muito aproximada de como montamos e construímos edifícios.

“Interrogamos toda a produção para entender o processo, inspirando-nos na indústria automobilística com sua linha de produção e montagem integrada, procurando como podemos desenvolver métodos de montagem fora do canteiro mais inteligentes e eficientes para obter melhores resultados.

“Na N06, já podemos ver os benefícios que esse método está fornecendo com entrega just-in-time e processos de trabalho muito mais simplificados.

“Como parte da abordagem da Mace ao investimento estratégico em novos métodos de construção, a Mace Tech foi estabelecida como um veículo para lançar novos métodos de pré fabricação no mercado, incluindo o HRS.”

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Artigos BIM Sustentabilidade

Por que construções sustentáveis são boas para os negócios?

Os negócios globais estão cada vez mais focados na sustentabilidade. Contribuindo com 39% das emissões globais de carbono, há uma pressão particular sobre a indústria da construção, bem como sobre arquitetura e engenharia.

Além de preservar nossos recursos naturais, o sucesso das empresas desses setores dependerá progressivamente de sua busca por soluções mais ecológicas em 2020 e durante a próxima década.

Novas tecnologias e processos de produção estão melhorando as credenciais ecológicas dos materiais usados para uma variedade de projetos de engenharia, e abordagens alternativas à sustentabilidade, como elementos pré-fabricados, modernização e reforma estão se tornando mais amplamente usadas nesses setores.

O projeto e a fabricação sustentáveis são igualmente importantes para as empresas que fornecem esses serviços e também para as que os empregam. Seja para reformas de escritórios ou novos prédios, as empresas devem procurar arquitetos, engenheiros e empreiteiros preocupados com a sustentabilidade para ajudar a fornecer locais de trabalho que beneficiem sua equipe, sua reputação e o meio ambiente.

Aqui estão três razões pelas quais a criação de um ambiente construído de maneira sustentável é essencial e por que as empresas devem adotar uma abordagem ecológica às suas necessidades de projeto:

Proteção Ambiental

A razão mais importante pela qual as empresas de arquitetura, engenharia e construção devem se tornar mais sustentáveis são os benefícios para o meio ambiente. 17% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do Canadá provêm de edifícios comerciais, industriais e residenciais. Portanto, mudanças no funcionamento desses setores podem ajudar a tornar o país um local mais limpo e saudável.

Novas tecnologias de decoração também contribuem para um esforço conjunto para proteger o meio ambiente. Um exemplo disso vem do HYDRO-NDD 2.0 da marca Sintered Stone, da Neolith, que usa tintas à base de água em vez de variações dependentes de solvente para reduzir as emissões de CO2.

Outra é a parceria da Neolith com a PURETi, fabricante líder de soluções de manutenção preventiva fotocatalítica à base de água, que oferece a arquitetos e engenheiros um tratamento de superfície sustentável para fachadas exteriores – especialmente útil para edifícios comerciais e arranha-céus em cidades movimentadas.

Além disso, os materiais feitos de componentes naturais podem ser reciclados, minimizando a quantidade de resíduos que chega aos aterros sanitários. Construir uma economia circular em projetos de construção a partir do estágio de projeto pode maximizar a reutilização de componentes e reduzir o carbono incorporado ao longo de todo o ciclo de vida de um edifício.

A construção externa, e não a construção local, também reduz a quantidade de energia utilizada, minimiza o desperdício e prolonga a vida útil dos materiais. Em vez de demolir os edifícios existentes, a reforma deve sempre ser considerada primeiro, pois criam edifícios mais eficientes em termos energéticos e de alto desempenho que custam menos para operar, aumentam em valor e são esteticamente agradáveis.

Liderança na Indústria

Projetar e construir de maneira sustentável beneficia também as empresas que oferecem esses serviços. Trabalhar para proteger o meio ambiente ajuda a construir e manter uma boa reputação, enfatizando-os como líderes em seus respectivos setores.

Ser visto como um visionário também provavelmente contribuirá para o crescimento financeiro e elevará a motivação interna entre os membros da equipe. A liderança vem de cima para baixo; portanto, quando os funcionários fazem parte de um setor de visão de futuro, eles se sentem incentivados a fazer o melhor trabalho possível.

Bom para os negócios

Tornar-se mais sustentável beneficia todos, principalmente as empresas que contratam empresas de construção para seus projetos.

Por fim, trabalhar com práticas de arquitetura e construtores com credenciais ecológicas certificadas, além de especificar materiais ecológicos, resulta em um ambiente de trabalho mais saudável para os funcionários. Também ajuda a criar uma imagem de marca positiva de dentro para fora.

Uma abordagem sustentável não requer necessariamente uma ação dramática. Desde os aspectos significativos de projeto de um escritório de tamanho modesto até a construção comercial de grande porte, todas as ações que uma empresa realiza são passos na direção certa.

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Artigos BIM Internet das Coisas

O BIM e a Internet das Coisas (IoT)

Com a popularização e fácil acesso à Internet das Coisas, seja através de kits Arduino ou Raspberry, começamos a finalmente ver aplicações práticas e muito importantes dessa nova tecnologia, com grande viabilidade comercial.

Agora, já pensou o que aconteceria se nós resolvermos misturar o BIM a IoT? Já imaginou monitorar em tempo real a temperatura, umidade, níveis de dióxido de carbono e de iluminação nos ambientes através de interfaces modernas e interativas?

Em tempos de massificação do acesso à internet e às tecnologias, criar um dispositivo IoT está se tornando cada vez mais barato e fácil, afinal, o que não falta é conteúdo e repositórios na internet para os mais diversos projetos.

E com isso, aplicações cada vez mais práticas vem surgindo no mercado, como o desenvolvimento de redes de sensores e sistemas sofisticados de controle de edifícios coletando milhares de dados por segundo.

E o que isso tem a ver com o BIM?

Bom, através do IoT em conjunto com o IFC, podemos monitorar o edifício de forma visual e interativa, ajustando os níveis de resfriamento dos ambientes de forma automática a medida que as pessoas se reúnem num ambiente, juntamente com a posição do sol durante o dia em relação ao edifício e a concentração de dióxido de carbono neste local.

Os sistemas também podem monitorar o nível da luz natural no ambiente e regular as luzes artificiais para que um nível satisfatório de iluminação, como exemplo pela NBR 15575, seja atendido, garantindo o conforto dos ocupantes.

Toda essa coleta de dados também pode criar um mapa de calor durante um período estipulado, para que medidas de retrofit visando o desempenho térmico sejam atendidas. E não só o conforto térmico, mas os relatórios de iluminação e sonoro também podem ser registrados.

Além disso, estes dados podem ser sincronizados com poderosas ferramentas de leitura e visualização de forma amigável e interativa, como o Power BI da Microsoft, e o melhor, tudo através da nuvem, sem precisar de um servidor local!

Não seria bacana você visualizar a planta do seu imóvel na tela de um dispositivo como a Alexa da Amazon te informando todos estes parâmetros da sua residência? Até mesmo informando sobre a umidade da terra em seu jardim?

Mas as aplicações não param por aí! No canteiro de obras, as etiquetas RFID podem ser coladas às matérias primas, como em cada saco de cimento no estoque e então, a cada vez que alguém retirar o suprimento do armazém, o saco passaria por um leitor RFID que em tempo real, removeria do estoque este componente.

Essas são apenas algumas das maneiras interessantes pelas quais a indústria da construção está aprendendo a ser mais sustentável com a ajuda da IoT.

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4D 5D Artigos BIM Sustentabilidade

Construindo uma cidade sustentável em um arranha-céu com BIM

O habitante médio da cidade de hoje domina a arte da multitarefa e, como as cidades mais desenvolvidas do mundo estão olhando para o céu – criando edifícios super altos e multiusos que atendem à vida moderna – os arranha-céus estão se tornando eles mesmos grandes multitarefas. Eles aprimoram o horizonte de uma cidade, levam utilitários conectados às áreas urbanas e residentes e usam o mínimo de massa terrestre. Se bem executados, os arranha-céus sustentáveis também usam recursos mínimos.

Mas como construir um espaço de construção sustentável que possa apoiar negócios, varejo, apartamentos de luxo e um hotel cinco estrelas? Um edifício pode ser sustentável e opulento? Localizado no novo distrito de Binhai, na área metropolitana de Tianjin (quarta maior cidade da China), o Tianjin Chow Tai Fook Financial Center é, essencialmente, uma cidade dentro de um arranha-céu.

O edifício é o maior projeto da China Construction Eighth Engineering Division Corp., Ltd. (CCEED) até hoje, com 530 metros de altura, 103 andares de altura e uma fachada de torre curva distinta. Líder da indústria em sustentabilidade, a CCEED conservou recursos e minimizou o desperdício usando a tecnologia BIM (Building Information Modeling) e a construção pré – fabricada fora do local.

Com o projeto de arranha-céus, a CCEED tem como objetivo ganhar dois dos principais prêmios de construção e engenharia da China, o Prêmio Luban e o Prêmio Zhan Tianyou, e alcançar os padrões de certificação LEED Gold nos três lados da sustentabilidade: projeto, construção e manutenção / operação do construção – preocupações que afetam todo o ciclo de vida do projeto. O projeto já conquistou o primeiro lugar na categoria de construção do AEC Excellence Awards de 2017 da Autodesk e estima-se que seja concluído no outono de 2019.

Construindo além das fronteiras

Para coordenar o projeto do edifício com os requisitos estonteantes do sistema de uma “cidade dentro de um arranha-céu” de uso misto, a equipe de projeto BIM da CCEED, com mais de 100 pessoas, criou um modelo centralizado armazenado em um servidor de nuvem privada. O modelo exigia quase 1.000 modelos BIM e 184.504 componentes, portanto, a criação de uma plataforma singular possibilitou um processo de construção muito mais eficiente com a equipe global de partes interessadas.

“A construção do Tianjin Chow Tai Fook Financial Center é um projeto muito internacional, porque os designers vieram dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Hong Kong e outras origens”, diz o gerente de projetos do CCEED Su Yawu, que iniciou sua carreira na construção de arranha-céus em 2000 .

“Antes, usamos uma abordagem tradicional de construção juntando arquivos do Excel e os arquivos do projeto com outros componentes para o planejamento do projeto”, diz Su. Porém, com um projeto nessa escala, o BIM garante que as equipes distantes possam coordenar-se com as empresas de construção locais, ler e entender o modelo facilmente e compartilhar dados em tempo real com menos erros.

Construção Pré-fabricada Sustentável

O projeto não determinou alterações no projeto, armazenamento ou retrabalho no canteiro de obras; portanto, manter o plano exigia uma coordenação precisa com a fábrica externa. Para atender à certificação LEED Gold , os desafios da equipe de design da CCEED incluíram equipar o interior de luxo de um hotel cinco estrelas com 2.000 tipos de materiais em uma estrutura sustentável. Usando o BIM, a equipe conseguiu usar a construção pré-fabricada para fabricar componentes precisamente de acordo com os desenhos, evitando assim o desperdício de material e eliminando a necessidade de cortar materiais no local.

Para melhorar o rastreamento, a equipe usou códigos de Resposta Rápida ( QR ) verificáveis, que contêm detalhes do equipamento, registros de manutenção e certificados de material. Cada componente do modelo é rastreado com um código QR; Os 2.950 códigos rastreiam os principais equipamentos e componentes de processamento pré-fabricados, todos automatizados e gerenciados na nuvem.

“Com um código QR, as equipes podem conectar suas informações de gerenciamento às informações de geometria do projeto”, diz Su. “Eles podem então alinhar as informações, permitindo que elas editem mais facilmente a plataforma BIM.”

Imaginando espaços com VR

Ferramentas e tecnologia sofisticadas, criadas usando informações derivadas do modelo BIM, foram colocadas em prática durante todo o projeto. Os robôs de fiação foram usados para localizar as posições de suporte dos tubos e melhorar a precisão da instalação, enquanto a realidade virtual (VR) foi usada para treinar 3.000 funcionários da equipe para entender os riscos potenciais e aprender a evitá-los. As simulações de VR incluíam cair de grandes alturas e ser atingido por objetos grandes, levando para casa a importância da segurança da construção.

O CCEED também usou a RV para testar elementos de design, como modelos de decoração para o hotel e o complexo de apartamentos. Isso permite que designers e proprietários andem virtualmente pelo espaço acabado, experimentando vários materiais e esquemas de design.

Permanecendo sincronizado

As informações de construção do projeto – da fabricação à instalação – são integradas e atualizadas. No terreno, a equipe de construção pode usar a digitalização 3D para comparar o canteiro de obras ao vivo com o modelo BIM e, em seguida, modificar o modelo, se necessário, para alinhar com o rastreamento do Sistema de Informações Geográficas ( SIG ) do site físico . Para fazer esses ajustes, os drones capturam imagens diárias do site.

Para a parede cortina do edifício, o plug-in de expansão do Revit, Dynamo, ajudou a automatizar elementos geométricos do processo de design importando suas coordenadas 3D – acelerando o processo e melhorando a precisão. “Usamos o design para aumentar os dados de posição e, em seguida, geramos a geometria do painel da parede de cortina automaticamente”, diz Su. “Depois exportamos essas informações para o Revit e as usamos como parâmetro de montagem para gerar o modelo BIM para a fachada.”

Um olhar mais atento aos sistemas complexos

O processo BIM que orientou as equipes de projeto e construção continuará sendo usado para operar e manter o edifício. “Depois que a torre for concluída, a equipe entregará o modelo BIM da construção ao proprietário do projeto”, diz Su.

Para tornar isso possível, o CCEED usou o LOD (Nível de Desenvolvimento) 400, que define a quantidade de detalhes disponíveis no modelo BIM. O LOD 400 é mais que suficiente para a maioria dos elementos, mas para alguns sistemas complexos – como mecânico, elétrico e tubulação – o LOD 500 foi usado para incluir parâmetros operacionais.

“Parte do modelo precisa estar no LOD 500 para que o proprietário possa usar as informações no processo de operação e manutenção”, diz Su. No LOD 500, o modelo é verificado em campo e contém informações que os clientes podem usar após a conclusão da construção – especialmente útil para os diversos negócios da torre.

Ao projetar tantos tipos de espaços, a equipe surpreendentemente enfrentou muitos desafios de construção – mas ter uma plataforma abrangente, até agora, permitiu que os ajustes ocorressem sem problemas. Por exemplo, um piso do porão é onde “muitos sistemas mecânicos, elétricos e de bombeamento se juntam”, diz Su. “Existem mais de 100 tipos diferentes de sistemas mecânicos, todos em um andar, então a equipe teve que prolongar o tempo de construção.”

O futuro da construção de arranha-céus
Su acredita que em futuros projetos de construção de arranha-céus , todas as partes interessadas – incluindo trabalhadores da construção e subcontratados – precisarão trabalhar com modelos BIM integrados. “Essa abordagem de construção mudará a maneira como as pessoas constroem prédios e arranha-céus na China e no mundo”, diz Su.

Para os usuários finais, projetos como o Tianjin Chow Tai Fook Financial Center imaginam uma nova maneira de viver e realizar várias tarefas. Ainda há muito espaço para crescimento – especialmente no plano vertical – e isso não precisa acontecer às custas do meio ambiente. O planejamento cuidadoso e as novas tecnologias permitem que empresas como a CCEED adotem uma abordagem simplificada, desenvolvendo estruturas super altas que atendem às pessoas inteligentes que habitam e se misturam.

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Artigos BIM Sustentabilidade

Já ouviu falar de economia circular? E cidade circular? Saiba agora!

Cinco exemplos de cidades como Berlim, Alemanha e Malmö, Suécia, mostram como o planejamento urbano circular pode se tornar mais saudável e seguro para todos nós.

Mais da metade da população mundial vive atualmente nas cidades, enquanto as projeções mostram um aumento para dois terços até 2050. Muitas pessoas que vivem em pequenas áreas significam grandes quantidades de desperdício, alto consumo de recursos e muito uso de energia. Podemos combater essas questões com as idéias por trás da economia circular.

Se imaginássemos nossas cidades como cidades circulares, como elas seriam? Verde. E porque? Porque alcançar uma economia circular significa usar a natureza como modelo . Com a ajuda da infraestrutura verde, podemos tomar a natureza como exemplo e transformar nossas cidades em cidades circulares.

TELHADOS ECOLÓGICOS, MITIGAÇÃO DE RESÍDUOS

Atingir uma cidade circular significa garantir a mitigação de resíduos. A infraestrutura verde reduz o desperdício na indústria da construção, aumentando a longevidade das superfícies externas. Com o esverdeamento, os telhados sobrevivem por mais tempo contra intempéries nocivas e luz solar intensa. A vida útil dos telhados planos convencionais pode até ser dobrada com o esverdeamento. Como uma cidade com uma longa tradição de telhados ecológicos, Berlim tem até telhados verdes que atingem aproximadamente 100 anos de idade .

As fachadas verdes também desempenham um papel semelhante ao reduzir os requisitos de manutenção de fachadas convencionais devido à camada de proteção contra a luz solar e altas temperaturas. Ao usar essas medidas inspiradas na natureza em infraestrutura verde, as cidades reduzem o desperdício na indústria da construção e se tornam mais circulares. Fazer nossos edifícios durarem mais significa menos desperdício e nos ajuda a abordar a idéia de cidades circulares.

VENDO A ÁGUA DA CHUVA COMO UM RECURSO

Um dos principais papéis que a infraestrutura verde desempenha para as cidades é o gerenciamento de águas pluviais. Quando chove, a água da chuva escorre de superfícies seladas e é transportada para as estações de tratamento de águas residuais. Durante eventos de fortes chuvas, a capacidade da estação de tratamento pode ser excedida. Isso pode fazer com que a água combinada dos esgotos e as águas pluviais fluam diretamente para os rios, degradando severamente a qualidade da água.

Embora os sistemas mais novos de esgoto permitam o transporte separado de águas pluviais diretamente para os rios, o escoamento de ruas e superfícies vedadas ainda lava poluentes até os rios. A infraestrutura verde reduz a quantidade de escoamento para os rios, agindo como uma esponja. No Brooklyn, Nova York, um “parque de esponjas” ajudará a limpar o longo canal poluído de Gowanus. Na China, a “iniciativa da cidade das esponjas” se concentra em ajudar as cidades a absorver mais água da chuva para mitigar as inundações, aumentar o suprimento de água e reduzir as pressões nos sistemas de tratamento municipais. Reduzir e reutilizar o escoamento não apenas imita a maneira circular da natureza de lidar com a água da chuva, mas também reduz o consumo de energia nas estações de tratamento de águas residuais.

Muitas cidades já fizeram grandes avanços na abordagem das águas pluviais de maneira circular. Em Berlim, por exemplo, uma seção da Potsdamer Platz com 30.000 metros quadrados apresenta um sistema inteiro de telhados verdes conectados, espaços urbanos e uma lagoa de tratamento construída para lidar com águas pluviais. Tratando naturalmente a água na lagoa, é necessária muito pouca energia para limpar a água, que é reutilizada para irrigação e descarga de vasos sanitários. Toronto até tornou obrigatórios os telhados verdes desde 2009 para gerenciar as águas pluviais, e o Bo01 Development , de Malmö, incorpora até 100% de energia renovável, além de manipular e tratar toda a água pluvial de maneira sustentável.

CONSUMO DE ENERGIA

Reduzir o consumo de energia nas estações de tratamento é apenas uma maneira pela qual a infraestrutura verde pode ajudar a mitigar as emissões de gases de efeito estufa. Os telhados e fachadas verdes atuam como uma fonte extra de isolamento e proteção contra temperaturas extremas: reduzindo as temperaturas internas no verão e aumentando as temperaturas no inverno. Como 40% do consumo total de energia na UE pode ser atribuído ao setor da construção e mais de um terço das emissões de gases de efeito estufa são provenientes de edifícios, a redução do aquecimento e do ar-condicionado pode desempenhar um papel importante nos esforços das cidades para mitigar as mudanças climáticas.

Além de reduzir o consumo de energia e subsequentes gases de efeito estufa, os telhados e fachadas verdes também sequestram dióxido de carbono e auxiliam na absorção de poluentes do ar, como óxido nitroso, óxido de enxofre e material particulado , poluentes para os quais as diretrizes da Organização Mundial da Saúde geralmente não são alcançado nas cidades.

AINDA MAIS BENEFÍCIOS?

Para completar, as superfícies esverdeadas são atraentes. As pessoas gostam de ver mais verde em seu ambiente direto, o que é crucial para aqueles que residem e trabalham principalmente em ambientes urbanos construídos. Estudos demonstraram que olhar para superfícies esverdeadas reduz o tempo de recuperação de pacientes em hospitais e reduz o estresse psicológico e a depressão de trabalhadores em ambientes urbanos.

Além disso, o aumento do verde nas cidades combate o efeito urbano das ilhas de calor e protege a saúde humana. Por exemplo, em Potsdamer Platz, as temperaturas do verão são mantidas 2 ° C mais frias do que outras áreas circundantes.

Considerando os inúmeros benefícios, fica claro que as cidades que investem em infraestrutura verde se tornam mais circulares e resolvem vários problemas ao mesmo tempo. Estudos já mostraram como economicamente os benefícios superam os custos de tais sistemas, e é óbvio que há muito a ganhar em imitar a natureza e fazer a transição para cidades circulares do mundo.

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Como impedir o superaquecimento de residências?

Martin Twamley, gerente técnico do Steico no Reino Unido , examina os fatores por trás do superaquecimento na habitação e como os riscos podem ser reduzidos

A maneira como projetamos nossas casas está mudando. Estamos começando a fazer melhor uso de nossos espaços, convertendo quartos no sótão em quartos e criando salas no último andar com tetos abobadados.

Existem muitas maneiras pelas quais nossas casas podem absorver o calor do ambiente externo durante períodos de clima quente. No entanto, muito desse ganho solar pode causar superaquecimento.

Ao lado de janelas e paredes, o teto de qualquer casa é um coletor solar térmico muito grande, que absorve grandes quantidades de calor durante períodos mais quentes. À medida que o calor aumenta, o ganho solar das janelas e paredes aumenta e se acumula nos espaços mais altos de uma casa. Portanto, pode ser difícil manter esses espaços frescos quando o tempo está quente.

Superaquecimento no Reino Unido

Obviamente, o superaquecimento é menos preocupante no Reino Unido do que em outros climas tradicionalmente mais quentes. No entanto, apesar da visão de que o Reino Unido não tem clima quente, não estamos imunes às ondas de calor – o verão de 2018, por exemplo, registrou meses de temperaturas consistentemente altas que influenciaram muito as temperaturas internas de nossos edifícios. O superaquecimento é um problema geralmente esquecido e sua prevenção deve ser diretamente abordada e contabilizada no projeto de construção .

Transferência de calor do ambiente externo

O calor que sua casa experimenta do sol varia ao longo do dia. Essa variação é conhecida como “fluxo periódico de calor” e pode influenciar o “atraso de decréscimo” de um edifício – o intervalo de tempo para o calor passar pelo envelope de um edifício e influenciar seu ambiente interno.

Por volta do meio-dia, o ganho solar da sua casa será o mais alto. Um atraso de decréscimo mais alto significa que a transferência de calor nesse ponto será adiada por um longo período de tempo, penetrando no envelope do edifício em um momento posterior do dia em que a temperatura externa estiver mais baixa e a ventilação natural do edifício possa ocorrer. Geralmente, um atraso de decréscimo de 12 horas fornece a solução ideal.

Materiais de isolamento e atraso de decréscimo

O isolamento do seu prédio tem duas funções principais – reter o calor em períodos mais frios e manter a casa fresca em períodos de clima mais quente. A maneira como você escolhe isolar o seu edifício tem um grande efeito no atraso de decréscimo e no risco de superaquecimento. Costumamos escolher nosso isolamento com base em uma combinação de espessura e valores U.

Por um longo período, a indústria de construção do Reino Unido deixou de usar materiais de isolamento sintético, como poliestireno ou lã mineral. Devido à sua respectiva mistura de densidade e capacidades de calor específicas, suas capacidades de decremento são relativamente baixas. Isso leva a seções mais finas de isolamento no telhado dos edifícios, que possuem pouca massa térmica e não têm capacidade para amortecer a transferência de calor. Isso causa um risco aumentado de superaquecimento.

Mas, quando começamos a pensar com mais cuidado sobre a influência que nossos edifícios podem ter sobre nossa saúde física e mental e a saúde do ambiente ao redor, a indústria está se movendo para favorecer materiais de construção mais naturais.

Materiais de isolamento natural, como fibra de madeira, apresentam níveis comparativamente baixos de difusividade (transferência de calor) do que materiais sintéticos. Isso significa que os materiais podem ajudar a moderar a temperatura interna de um edifício.

É importante observar que dois materiais com os mesmos valores U podem ter capacidades de decréscimo significativamente diferentes. A densidade e a capacidade térmica dos materiais de isolamento são um influenciador vital do atraso no decréscimo de um edifício e, finalmente, do risco de superaquecimento.

Os materiais de isolamento de fibra de madeira têm uma densidade especialmente alta – isso é essencial para a proteção contra o calor no verão, pois essa massa maior atua como um amortecedor de calor mais eficaz. Esse buffer leva a um atraso maior de decréscimo e a uma “mudança de fase” – a diferença de tempo entre a temperatura externa mais alta e a temperatura interna mais alta.

Medição de transferência de calor – difusividade térmica

Difusividade térmica é a taxa de transferência de calor de um material do lado quente para o lado mais frio. Nesse cenário, a passagem de calor do ambiente externo para o interior do envelope do edifício. A difusividade térmica de um material pode ser calculada dividindo sua condutividade térmica (a taxa na qual o calor passa através do material) pela capacidade específica de calor (o calor necessário para elevar a temperatura do material em uma determinada quantidade) multiplicada pela densidade do material.

Difusividade térmica = condutividade térmica / (capacidade específica de calor x densidade)

Um material com alta difusividade térmica conduz o calor rapidamente, fazendo com que o atraso no decréscimo seja baixo. Portanto, para reduzir o risco de superaquecimento, um material natural com baixa difusividade térmica, como a fibra de madeira, é mais eficaz.

Saúde e conforto ou superaquecimento? A decisão cabe a você

O superaquecimento deve ser reconhecido como um problema comum e planejado na fase de projeto da construção. Isso não deve ser uma reflexão tardia quando ocorre uma onda de calor.

Existem várias razões pelas quais um edifício pode superaquecer, mas podemos reduzir o risco de isso ocorrer usando materiais que atuam para amortecer o calor e impedir sua rápida transferência para o envelope do edifício. Estrutura de madeira e estruturas leves – por exemplo, o teto de uma casa de tijolo ou alvenaria – se beneficiarão muito dessa abordagem de design.

Um edifício que apresenta um risco menor de superaquecimento é um edifício saudável que gera um ambiente interno mais confortável para seus ocupantes. No entanto, os regulamentos de construção existentes no Reino Unido não têm um padrão mínimo para o atraso no decréscimo, portanto a decisão de projetar com superaquecimento em mente cabe exclusivamente a você.