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Conheça os novos desafios para o Engenheiro Civil

O ramo da construção civil é multidisciplinar, exigindo conhecimentos mais abrangentes, o que não é novidade para ninguém, mas evoluções exigem adaptações e transformações. 

Com a pandemia de COVID-19, estamos presenciando um momento único no setor da construção, empresas antes “analógicas”, na era CAD estão migrando cada vez mais para a Engenharia Digital, estando mais conectadas e tecnológicas, seja através do BIM, Realidade Virtual, Internet das coisas entre outros.

Novos desafios estão surgindo, como a implantação do BIM pelo decreto BIM 2020, seja por necessidade de maior produtividade e qualidade pelas construtoras. 

Atualmente, 8 segmentos passaram a cobrar maiores conhecimentos do Engenheiro Civil, são eles os materiais de construção, cálculo estrutural, custos e orçamento, geotecnia, gestão de projetos, meio ambiente, segurança do trabalho e infraestrutura.

Para profissionais que tenham interesse na área de materiais de construção, a pesquisa será fundamental para o trabalho de excelência, seja em laboratórios de empresas privadas ou no universo acadêmico. 

Já para o setor de cálculo estrutural e para a parte de custos e orçamentos, a precisão será fundamental, haja visto que hoje existem ferramentas que facilitam muito o trabalho e a garantia de qualidade do serviço.

Um ramo promissor, principalmente devido as obras no setor agropecuário, como silos e galpões está a geotecnia, pois requer a aplicação de métodos científicos para entender o comportamento do solo e capacidade de carga em relação as construções.

Outro setor que está com o mercado muito aquecido, devido à escassez de profissionais atualizados e certificados está nos projetos arquitetônicos, estruturais e complementares alinhados a nova NBR 15575 de desempenho de edificações e também pelo uso do BIM com o decreto BIM 2020.

Hoje é praticamente impossível fazer uma gestão completa de projetos sem o auxílio de softwares, ferramentas estas que estão dominando cada vez mais o setor.

Um grande exemplo disso e já citado anteriormente é o uso da metodologia BIM por setores governamentais em licitações e uso interno, a partir do dia 1º de janeiro de 2021, que será adotado em 3 fases, sendo a primeira já no próximo ano nas obras de infraestrutura com recursos federais. 

Já em 2024 o decreto valerá para todos os projetos e gestão de obras como cliente o governo federal. Por fim, em 2028, a tecnologia será obrigatória para o gerenciamento e manutenção de obras já construídas.

Mas mantenha a calma, pois mesmo com todas estas transformações, dois pontos ainda se manterão “tradicionais” e fundamentais para o bom desempenho de qualquer empreendimento, sendo eles a área ambiental e de relações humanas.

No setor ambiental, precisamos salientar que o Brasil ainda é o quinto lugar no ranking mundial de construções sustentáveis, demandando mais profissionais para a gestão ambiental da obra, dos resíduos e do estudo de impactos ambientais do empreendimento.

Já nas relações humanas, o profissional está diretamente relacionado ao canteiro de obras, seja para o controle, seja para a coordenação de pessoas, resolução de conflitos, delegação de responsabilidades e trabalho em equipe. Além disso, o canteiro também exige profissionais especializados em Segurança do Trabalho para a fiscalização e mitigação de acidentes dentro da obra.

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O BIM e a Internet das Coisas (IoT)

Com a popularização e fácil acesso à Internet das Coisas, seja através de kits Arduino ou Raspberry, começamos a finalmente ver aplicações práticas e muito importantes dessa nova tecnologia, com grande viabilidade comercial.

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Canteiro de Obras em BIM já é possível!

Já imaginou planejar e simular previamente o canteiro de obras através do BIM? Pois isto já é possível com a recente biblioteca da Riwal para plataformas elevatórias.

São 30 máquinas disponíveis gratuitamente através do site da Riwal ou através do BIM Object!

 

Site BIM Object: https://www.bimobject.com/pt-br/product

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Artigos Internet das Coisas

Smart Farming – Agricultura automatizada e conectada

Como drones, robôs agrícolas e a Internet das Coisas mudarão a maneira como produzimos alimentos.

Atualmente, existem mais humanos na Terra do que nunca – 7,3 bilhões – e esse número ainda está crescendo, com projeções da ONU de que atingirá 9,7 bilhões em 2050. Uma população dessa magnitude traz muitos desafios, como a produção de alimentos. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação prevê que precisamos aumentar a produção mundial de alimentos em 70% nas próximas décadas, a fim de alimentar a população prevista para 2050.

Aumentar a produção nesse nível não é fácil, mas os engenheiros e agricultores de hoje estão trabalhando juntos para criar uma solução tecnológica: agricultura de precisão e a “fazenda inteligente” (Smart Farming).

A agricultura é a indústria mais antiga, mas certamente não é estranha às mudanças tecnológicas. As revoluções industriais dos séculos 19 e 20 substituíram ferramentas manuais e arados puxados por cavalos por motores a combustão e fertilizantes químicos.

Agora, estamos prestes a testemunhar outra mudança fundamental na agricultura, graças a uma nova revolução industrial e às tecnologias da Indústria 4.0.

O que é o Smart Farm?

A agricultura inteligente e a agricultura de precisão envolvem a integração de tecnologias avançadas às práticas agrícolas existentes, a fim de aumentar a eficiência da produção e a qualidade dos produtos agrícolas. Como um benefício adicional, eles também melhoram a qualidade de vida dos trabalhadores do campo, reduzindo o trabalho pesado e as tarefas tediosas.

“Como será uma fazenda daqui a 50 a 100 anos?” é a pergunta feita por David Slaughter, professor de engenharia biológica e ambiental da UC Davis . “Temos que abordar o crescimento populacional, as mudanças climáticas e as questões trabalhistas, e isso trouxe muito interesse para a tecnologia”.

Quase todos os aspectos da agricultura podem se beneficiar dos avanços tecnológicos – desde o plantio e a irrigação até a saúde e a colheita. A maioria das tecnologias agrícolas atuais e iminentes se enquadra em três categorias que devem se tornar os pilares da fazenda inteligente: robôs autônomos, drones ou UAVs e sensores e a Internet das Coisas (IoT).

Como essas tecnologias já estão mudando a agricultura e que novas mudanças elas trarão no futuro

Trabalho autônomo e robótico

Substituir o trabalho humano pela automação é uma tendência crescente em vários setores, e a agricultura não é exceção. A maioria dos aspectos da agricultura é excepcionalmente trabalhosa, com grande parte desse trabalho composto de tarefas repetitivas e padronizadas – um nicho ideal para robótica e automação.

Já estamos vendo robôs agrícolas – ou AgBots – começando a aparecer em fazendas e executando tarefas que vão desde plantio e irrigação, até colheita e classificação. Eventualmente, essa nova onda de equipamentos inteligentes permitirá produzir mais e mais alimentos de qualidade com menos mão de obra.

Tratores sem motoristas

O trator é o coração de uma fazenda, usado para muitas tarefas diferentes, dependendo do tipo de fazenda e da configuração de seu equipamento auxiliar. À medida que as tecnologias de direção autônoma avançam, espera-se que os tratores se tornem algumas das primeiras máquinas a serem convertidas.

Nos estágios iniciais, ainda será necessário esforço humano para configurar mapas de campos e limites, programar os melhores caminhos de campo usando o software de planejamento de traçados e decidir outras condições operacionais. Os seres humanos também serão necessários para reparos e manutenção regulares.

No entanto, os tratores autônomos se tornarão mais capazes e autossuficientes ao longo do tempo, especialmente com a inclusão de câmeras e sistemas de visão de máquina adicionais, GPS para navegação, conectividade IoT para permitir monitoramento e operação remotos e radar e LiDAR para detecção e prevenção de objetos. Todos esses avanços tecnológicos diminuirão significativamente a necessidade de os seres humanos controlarem ativamente essas máquinas.

De acordo com a CNH Industrial , uma empresa especializada em equipamentos agrícolas que visualizou um trator autônomo conceito em 2016: “No futuro, esses tratores conceituais poderão usar ‘big data’, como informações meteorológicas em tempo real por satélite para fazer automaticamente o melhor uso das condições ideais, independente da contribuição humana e independentemente da hora do dia. ”

Semeadura e plantio

A semeadura já foi um processo manual e trabalhoso. A agricultura moderna melhorou isso com as máquinas de plantio, que podem cobrir terrenos maiores e de forma muito mais rápida do que um ser humano. No entanto, eles costumam usar um método de dispersão que pode ser impreciso e desperdiçar quando as sementes caem fora do local ideal. A semeadura efetiva requer controle sobre duas variáveis: plantar sementes na profundidade correta e espaçar as plantas na distância apropriada para permitir o crescimento ideal.

O equipamento de semeadura de precisão é projetado para maximizar essas variáveis sempre. A combinação de dados georreferenciados e um sensor que detalhe a qualidade do solo, densidade, umidade e níveis de nutrientes podem extrair muitas informações do processo de semeadura, com isso as sementes têm a melhor chance de brotar e crescer e a colheita geral terá uma produtividade maior.

À medida que a agricultura avança no futuro, as semeadoras de precisão existentes se reunirão com tratores autônomos e sistemas habilitados para IoT que devolvem informações ao agricultor. Um campo inteiro pode ser plantado dessa maneira, com apenas um humano monitorando o processo em um feed de vídeo ou painel de controle digital em um computador ou tablet, enquanto várias máquinas rolam pelo campo.

Irrigação automática

A Irrigação por Gotejamento Subterrâneo (IDE) já é um método de irrigação predominante que permite que os agricultores controlem quando e quanta água suas colheitas recebem. Ao emparelhar esses sistemas SDI com sensores cada vez mais sofisticados habilitados para IoT para monitorar continuamente os níveis de umidade e a saúde das plantas, os agricultores poderão intervir apenas quando necessário, permitindo que o sistema opere autonomamente.

Embora os sistemas SDI não sejam exatamente robóticos, eles podem operar de forma totalmente autônoma em um contexto de fazenda inteligente, contando com dados de sensores implantados nos campos para realizar a irrigação conforme necessário.

Manutenção de Culturas

A remoção de ervas daninhas e o controle de pragas são aspectos críticos da manutenção da planta e tarefas perfeitas para robôs autônomos. Alguns protótipos já estão sendo desenvolvidos, incluindo Bonirob, da Deepfield Robotics, e um cultivador automatizado que faz parte da iniciativa de pesquisa da UC Davis Smart Farm .

O robô Bonirob é do tamanho de um carro e pode navegar autonomamente através de um campo de cultivo usando vídeo, LiDAR e GPS por satélite. Seus desenvolvedores estão usando o aprendizado de máquina para ensinar o Bonirob a identificar ervas daninhas antes de removê-las. Com o aprendizado de máquina avançado, ou mesmo a inteligência artificial (AI) sendo integrada no futuro, máquinas como essa podem substituir inteiramente a necessidade de humanos capinarem manualmente ou monitorarem as culturas.

O protótipo da UC Davis funciona um pouco diferente. O cultivador é rebocado atrás de um trator e equipado com sistemas de imagem que podem identificar um corante fluorescente com o qual as sementes são revestidas quando plantadas e que são transferidas para as plantas jovens à medida que elas brotam e começam a crescer. O cultivador corta as ervas daninhas não brilhantes.

Embora esses exemplos sejam robôs projetados para remoção de ervas daninhas, a mesma máquina base pode ser equipada com sensores, câmeras e pulverizadores para identificar pragas e aplicação de inseticidas.

Esses robôs e outros como eles não estarão operando isolados em fazendas do futuro. Eles serão conectados a tratores autônomos e à IoT, permitindo que toda a operação funcione praticamente sozinha.

Independente do tipo de colheita

A colheita depende de saber quando o produto final está pronto, trabalhando de acordo com o clima e concluindo a colheita na janela limitada de tempo disponível. Atualmente, existe uma grande variedade de máquinas em uso na colheita, muitas das quais seriam adequadas para automação no futuro.

As ceifeiras-debulhadoras tradicionais, forrageiras e especializadas podem se beneficiar imediatamente da tecnologia de trator autônomo para atravessar os campos. Adicione tecnologia mais sofisticada com sensores e conectividade IoT, e as máquinas poderão iniciar a colheita automaticamente assim que as condições forem ideais, liberando o agricultor para outras tarefas.

Desenvolver tecnologia capaz de trabalhos delicados de colheita, como colher frutas de árvores ou vegetais, como tomates, é onde as fazendas de alta tecnologia realmente brilham. Os engenheiros estão trabalhando para criar os componentes robóticos certos para essas tarefas sofisticadas, como o robô de colheita de tomate da Panasonic, que incorpora câmeras e algoritmos sofisticados para identificar a cor, a forma e a localização de um tomate para determinar sua maturação.

Este robô pega tomates pelo caule para evitar machucados, mas outros engenheiros estão tentando projetar efetores finais robóticos que serão capazes de segurar delicadamente frutas e vegetais com força suficiente para colher, mas não com tanta força que causem danos.

Outro protótipo para a colheita de frutas é o robô movido a vácuo da Abundant Robotics, que usa a visão computacional para localizar maçãs na árvore e determinar se elas estão prontas para a colheita.

Essas são apenas algumas das dezenas de projetos robóticos em desenvolvimento que em breve assumirão o trabalho de colheita. Mais uma vez, com a espinha dorsal de um sistema robusto de IoT, esses agbots podiam patrulhar continuamente os campos, verificar as plantas com seus sensores e colher culturas maduras, conforme apropriado.

Redução de mão de obra, aumento de rendimento e eficiência

O conceito central de incorporar a robótica autônoma na agricultura continua sendo o objetivo de reduzir a dependência do trabalho manual, enquanto aumenta a eficiência, o rendimento e a qualidade do produto.

Diferentemente de seus antepassados, cujo tempo era ocupado principalmente por trabalho pesado, os agricultores do futuro passarão seu tempo realizando tarefas como reparar máquinas, depurar códigos de robôs, analisar dados e planejar operações agrícolas.

Como observado em todos esses agbots, é essencial ter uma espinha dorsal robusta de sensores e IoT incorporada à infraestrutura da fazenda. A chave para uma fazenda verdadeiramente “inteligente” depende da capacidade de todas as máquinas e sensores poderem se comunicar entre si e com o agricultor, mesmo quando operam de forma autônoma.

Drones para geração de imagens, plantio e muito mais

Que agricultor não gostaria de ter uma visão panorâmica de seus campos? Onde antes era necessário contratar um helicóptero ou piloto de pequena aeronave para sobrevoar uma propriedade tirando fotografias aéreas, os drones equipados com câmeras agora podem produzir as mesmas imagens por uma fração do custo.

Além disso, os avanços nas tecnologias de imagem significam que você não está mais limitado à luz visível e à fotografia. Estão disponíveis sistemas de câmera que abrangem tudo, desde imagens fotográficas padrão até imagens infravermelhas, ultravioletas e até hiperespectrais. Muitas dessas câmeras também podem gravar vídeo. A resolução da imagem em todos esses métodos de imagem também aumentou, e o valor de “alto” em “alta resolução” continua a aumentar.

Todos esses tipos diferentes de imagens permitem a os agricultores coletar dados mais detalhados do que nunca, aprimorando suas capacidades para monitorar a saúde das culturas, avaliar a qualidade do solo e planejar os locais de plantio para otimizar os recursos e o uso da terra. A capacidade de realizar regularmente essas pesquisas de campo melhora o planejamento dos padrões de plantio de sementes, irrigação e mapeamento de localização em 2D e 3D. Com todos esses dados, os agricultores podem otimizar todos os aspectos de seu manejo de terras e culturas.

Mas não são apenas as câmeras e os recursos de imagem que causam um impacto assistido por drones na esfera agrícola – os drones também estão sendo usados no plantio e na pulverização.

Plantando do ar

Drones protótipos estão sendo construídos e testados para uso em semeadura e plantio para substituir a necessidade de trabalho manual. Por exemplo, várias empresas e pesquisadores estão trabalhando em drones que podem usar ar comprimido para disparar cápsulas contendo vagens de sementes com fertilizantes e nutrientes diretamente no solo.

A DroneSeed e a BioCarbon são duas dessas empresas, ambas desenvolvendo drones que podem transportar um módulo que lança sementes de árvores no chão em locais ideais. Embora atualmente sejam projetados para projetos de reflorestamento, não é difícil imaginar que os módulos possam ser reconfigurados para se adequar a várias sementes agrícolas. Com a IoT e o software para operação autônoma, uma frota de drones poderia concluir o plantio extremamente preciso nas condições ideais para o crescimento de cada cultura, aumentando as mudanças para um crescimento mais rápido e um maior rendimento da cultura.

Pulverização de culturas

Atualmente, também existem drones disponíveis e em desenvolvimento para aplicações de pulverização de culturas, oferecendo a chance de automatizar mais uma tarefa que exige muito trabalho. Usando uma combinação de GPS, medição a laser e posicionamento ultrassônico, os drones de pulverização de culturas podem se adaptar facilmente à altitude e localização, ajustando-se a variáveis como velocidade do vento, topografia e geografia. Isso permite que os drones realizem tarefas de pulverização de culturas com mais eficiência, com maior precisão e menos desperdício.

Por exemplo, a DJI oferece um drone chamado Agras MG-1 projetado especificamente para pulverização de culturas agrícolas, com uma capacidade de tanque de 10 litros de pesticida líquido, herbicida ou fertilizante e um alcance de vôo de sete a dez acres por hora. O radar de microondas permite que esse drone mantenha a distância correta das lavouras e garanta uma cobertura uniforme. Segundo a DJI, ele pode operar automaticamente, semiautomático ou manual.

Trabalhando em conjunto com outros agbots, as culturas identificadas como necessitadas de atenção especial podem receber uma visita personalizada do drone mais próximo ao primeiro sinal de problema. Ser capaz de prestar atenção individualizada a qualquer parte do campo assim que necessário, pode ajudar a parar muitos problemas antes que eles se espalhem.

Monitoramento e análise em tempo real

Uma das tarefas mais úteis que os drones podem executar é o monitoramento e análise remotos de campos e culturas. Imagine os benefícios de usar uma pequena frota de drones em vez de uma equipe de trabalhadores passar horas em pé ou em um veículo viajando de um lado para o outro pelo campo para verificar visualmente as condições da colheita.

É aqui que a fazenda conectada é essencial, pois todos esses dados precisam ser considerados úteis. Os agricultores podem revisar os dados e apenas fazer viagens pessoais aos campos quando houver um problema específico que precise de atenção, em vez de perder tempo e esforço cuidando de plantas saudáveis.

Dado que os drones para uso agrícola ainda estão no início de sua evolução, há algumas desvantagens. Os intervalos e os tempos de vôo não são tão robustos quanto muitos cultivos precisariam – atualmente, mesmo os drones mais longos atingem cerca de uma hora de tempo antes de precisar retornar e recarregar.

As despesas de capital também são bastante altas, chegando a US $ 25.000 por drone para algo como o PrecisionHawk Lancaster. Existem modelos menos caros, mas eles podem não vir com o equipamento de imagem ou de pulverização necessário.

A fazenda conectada: sensores e IoT

Agbots e drones autônomos e inovadores são úteis, mas o que realmente tornará a futura fazenda uma “fazenda inteligente” será o que unirá toda essa tecnologia: a Internet das Coisas.

A IoT tornou-se um termo abrangente para a idéia de ter computadores, máquinas, equipamentos e dispositivos de todos os tipos conectados uns aos outros, trocar dados e se comunicar de maneiras que lhes permitam operar como o chamado ” sistema inteligente. Já estamos vendo as tecnologias de IoT em uso de várias maneiras, como dispositivos domésticos inteligentes e assistentes digitais, fábricas inteligentes e dispositivos médicos inteligentes.

As fazendas inteligentes terão sensores incorporados em todas as etapas do processo agrícola e em cada peça de equipamento. Os sensores instalados nos campos coletarão dados sobre níveis de luz, condições do solo, irrigação, qualidade do ar e clima. Esses dados retornam ao agricultor ou diretamente ao AgBots no campo.

As equipes de robôs percorrerão os campos e trabalharão autonomamente para responder às necessidades das culturas, além de desempenhar funções de capina, rega, poda e colheita, guiadas por sua própria coleção de sensores, dados de navegação e colheita. Os drones percorrerão o céu, obtendo uma visão panorâmica da saúde das plantas e das condições do solo, ou gerando mapas que guiarão os robôs e ajudarão os agricultores humanos a planejar os próximos passos da fazenda. Tudo isso ajudará a criar maior produção agrícola e maior disponibilidade e qualidade dos alimentos.

A BI Intelligence compartilhou suas previsões de que os dispositivos IoT instalados na agricultura aumentarão de 30 milhões em 2015 para 75 milhões em 2020. Sob essa tendência, as fazendas conectadas devem gerar até 4,1 milhões de pontos de dados por dia em 2050 – acima de meros 190.000 em 2014.

Essa quantidade de dados e outras informações geradas pela tecnologia agrícola e a conectividade que permite que sejam compartilhadas serão a espinha dorsal do futuro da agricultura inteligente. Os agricultores poderão “ver” todos os aspectos de sua operação – quais plantas são saudáveis ou precisam de atenção, onde um campo precisa de água, o que os colhedores estão fazendo – e tomar decisões informadas.

E essa discussão tocou apenas a ponta do iceberg com foco nas culturas vegetativas; existe uma onda de igualdade de adoção de tecnologia inteligente para criação de animais e muitos mais drones e robôs para todos os aspectos da agricultura. Se cada fazenda do país se tornar uma fazenda inteligente, atingir esse aumento de 70% na produção de alimentos é uma certeza.

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Artigos Sustentabilidade

Interior concentra as Cidades Inteligentes do Brasil

Segundo o Ranking Connected Smart Cities, os indicadores considerados são a qualidade de vida, oportunidades e planejamento.

Com a publicação, em maio de 2019, da nova ISO 37122 sobre os Indicadores para serviços municipais e qualidade de vida nas cidades (Sustainable cities and communities), o mapa das cidades inteligentes do Brasil mudou drasticamente.

O que antes era um privilégio das principais capitais do país, como São Paulo e Curitiba, os novos indicadores mostram que os melhores lugares com qualidade de vida, oportunidade e planejamento estão mesmo é no interior. Para você ter uma noção do novo panorama, a cidade de Campinas, em São Paulo, ganhou o título de cidade mais inteligente no ano de 2019 do Ranking Connected Smart Cities.

Campinas superou São Paulo-SP e Curitiba-PR, que ocupam respectivamente a segunda e terceira colocação no ranking, e que disputavam o acirrado podium nas edições anteriores. Em particular, a cidade líder é a maior cidade do interior de São Paulo e do Brasil, destacando-se no grande polo universitário, tecnológico e de inovação.

Além disso, o município também conta com uma forte indústria com apelo logístico e de distribuição. Com uma população de 1,2 milhão de habitantes, a cidade supera muitas capitais brasileiras, protagonizando os indicadores de economia, tecnologia e inovação, empreendedorismo, acessibilidade, governança e mobilidade.

Os principais dados levados em consideração para a elaboração do Ranking Connected Smart Cities estão ligados ao Urbanismo, Meio Ambiente, Saúde, Educação e Segurança. A ISO 37122 aumentou a competitividade entre as capitais e as cidades do interior, considerando 80 indicadores organizados em 18 pilares:

Economia, Educação, Energia, Meio ambiente e Mudanças Climáticas, Finanças, Governança, Saúde, Habitação, População e condições sociais, Recreação, Segurança, Resíduos sólidos, Esporte e Cultura, Telecomunicação, Transportes, Agricultura urbana/local e segurança alimentar, Planejamento urbano, Águas residuais e Água.

Entre as 100 melhores cidades do Brasil, dezenove estão na região Sul.

Entre as cidades, temos Florianópolis-SC (7ª), Blumenau-SC (9º), Joinville-SC (15º), Itajaí-SC (16º), Porto Alegre-RS (20º), Maringá-PR (26º), Londrina-PR (33º), Pato Branco-PR (37º), Jaraguá do Sul-SC (41º), Foz do Iguaçu (53º), Cascavel-PR (63º), Caxias do Sul-RS (70º), Chapecó-SC (75º), Toledo-PR (81º), Umuarama-PR (88º), Erechim-RS (94º) e Tubarão-SC (96º).

Apesar de Campinas, com grande porte populacional, ter sido a primeira colocada nos setores de economia e tecnologia e inovação, foi a segunda em empreendedorismo, terceira em governança e quarta colocada em mobilidade e acessibilidade.

Devido a maior abrangência dos indicadores deste Ranking, das 100 cidades mais inteligentes, 15 delas possuem menos de 100 mil habitantes. Jaguariuna, localizada a 30km de Campinas foi considerada a cidade mais inteligente do país na faixa populacional de 50 mil a 100 mil habitantes.

Na faixa populacional das cidades entre 100 mil e 500 mil habitantes, São Caetano do Sul, localizada a 20km da capital São Paulo, foi considerada a cidade mais inteligente, destacando-se como líder no setor de educação.

Na alçada do urbanismo, Curitiba destaca-se como a líder, já Santos-SP (litoral de São Paulo) destacou-se no meio ambiente, enquanto Vitória-ES em saúde e Balneário Camboriú-SC em segurança.

Infelizmente, contrastando esse cenário positivo e futurista, 10 estados brasileiros não possuem cidades na lista. Na região Norte, apenas Palmas-TO entra na lista, enquanto o Nordeste é representado por Recife-PE, Salvador-BA, Natal-RN, Fortaleza-CE e Teresina-PI.

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Artigos BIM Legislação

Confira as mudanças no Decreto BIM BR 2020

Confira as mudanças no antigo decreto 9.983/2019 para a implantação do BIM no Brasil, publicado nesta sexta-feira 03 de março de 2020 no Diário Oficial da União. O decreto tem por base estabelecer a utilização do Building Information Modeling (BIM) na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia, realizados pelos órgãos e entidades da administração pública federal.

A primeira mudança trata-se da nomenclatura (no artigo primeiro), alterando de “decreto” e passando a ser a “Estratégia de Implementação“, referenciando o artigo quarto, estabelecendo claramente a nova agenda de implementação do BIM e seus requisitos (exigências) mínimos.

O segundo artigo agora define quem disseminará a estratégia na esfera governamental, mas não limita as ações ao decreto, dando liberdade aos órgãos de elaborarem seus editais, podendo conter ações além das abordadas no decreto e na agenda de implementação. Em resumo, os órgãos com a disseminação BIM mais avançada poderão incluir suas próprias exigências e especificações em editais.

Das Definições

Agora o terceiro artigo, que antes instituía o Comitê BIM, define os parâmetros e terminologias da Estratégia BIM BR, como também os itens, componentes e projetos estarão submetidos ao decreto.

Das Fases de Implantação

O artigo quarto agora define o calendário de implantação da Estratégia BIM BR, determinando quais as fases e marcos legais em relação aos prazos e exigências em cada fase para a entrega de novos projetos em BIM.

Além disso, o artigo quinto, que antes se relacionava às competências do Comitê BIM, agora determina a aplicação do BIM, sendo realizada em uma ou mais etapas do ciclo de vida da construção, determinando que o edital e o instrumento contratual deverão prever a obrigação de o contratado aplicar o BIM em uma ou mais etapas do ciclo de vida da construção. Em resumo, o artigo determina que todos os contratados incluam em seus projetos os elementos BIM que poderão ser utilizados nas fases subsequentes da implementação da Estratégia BIM.

O sexto artigo agora trata das obrigações mínimas dos contratados em relação ao uso do BIM no contrato. Além disso, estipula a execução dos serviços com o cumprimento do programa de necessidades e das diretrizes do projeto de arquitetura e engenharia referencial, elaborado direta ou indiretamente pelo órgão ou pela entidade contratante, durante a fase preparatória da licitação da obra.

Um detalhe muito importante neste artigo está no inciso IX, determinando que os profissionais escolhidos pelo contratado deverá estar habilitado e comprovar experiência, conhecimento ou formação em BIM.

O sétimo artigo agora trata da transição de antigos projetos para os novos em padrão BIM, desde que justificada a contratação, permitindo ao governo licitar empresas para realizar a migração de antigos projetos para os novos padrões BIM.

Já o oitavo artigo, que antes tratava da finalidade do grupo técnico BIM BR e suas atividades de assessoramento, agora dispõe sobre os parâmetros mínimos para contratação dos projetos em BIM, determinando que sejam obedecidos certos padrões que atendam ao descrito no Artigo quarto.

O nono artigo agora trata dos parâmetros mínimos estabelecidos pelo decreto, das melhores práticas para a execução de fluxos de trabalho com o uso do BIM e quando couber, ao disposto nas normas técnicas intrínsecas ao objeto.

Das Disposições Transitórias

O décimo artigo estabelece agora um prazo para que órgãos e entidades especificadas no artigo segundo criem e editem os padrões que atendam ao decreto 10.306, estipulando o prazo de 90 dias para a criação dos respectivos cadernos de encargos, aderentes ao decreto.

Vigência

Com a atualização, agora é determinado que o decreto entre em vigor na data de sua publicação.

Em resumo

Agora o decreto está mais técnico e focado na execução da Estratégia BIM BR, especificamente nas fases de implementação, definindo as responsabilidades sobre cada etapa dentro da esfera pública.

 Fontes deste artigo:

Comparação escrita pelo professor Wladmir Araujo, através do LinkedIn (clique aqui e acesse o artigo original).

DECRETO Nº 10.306

DECRETO Nº 9.983

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Artigos BIM Renderização

Conheça o Tridify, aplicativo BIM para Realidade Virtual

Tridify anunciou uma nova opção para seu Serviço de Processamento BIM para XR (realidade cruzada), que torna os modelos BIM disponíveis instantaneamente on-line e compartilháveis através de um link da web.

Usando modelos BIM exportados para um arquivo IFC, a nova opção Web VR da Tridify gera automaticamente um modelo 3D interativo e o torna acessível por meio de uma URL, pronto para ser incorporado em uma página da Web, enviado por e-mail ou texto e visível em um celular.

A solução Tridify torna-se interessante a partir do ponto em que não é mais necessário enviar um arquivo com o projeto, mas apenas um link para visualização completa e interativa. Com o Tridify, os usuários agora podem facilmente publicar e cancelar a publicação de seus modelos e gerenciar sua visibilidade, oferecendo maior controle sobre como os modelos são usados. Os modelos não podem ser copiados e os direitos de propriedade intelectual são melhor protegidos.

Direcionada aos profissionais BIM (Arquitetura e Engenharia), a nova opção cria inúmeras oportunidades para o público não técnico, facilitando o compartilhamento de modelos 3D internamente, externamente, com clientes ou consumidores, em celulares, tablets, desktops ou óculos VR. Os usuários simplesmente carregam um arquivo IFC no Tridify e clicam em ‘publicar’ para criar o modelo pronto para exibição on-line, sem a necessidade de aplicativos ou habilidades de programação adicionais.

Esta solução resolve um problema com o qual a indústria luta há muitos anos, ao tornar os modelos BIM instantaneamente disponíveis e acessíveis em qualquer navegador, as barreiras técnicas são removidas, elas se tornam uma nova mercadoria e são lançadas no “mainstream”. Isso ajudará a melhorar drasticamente os fluxos de trabalho de comunicação e colaboração para empresas de arquitetura e engenharia.

 Os modelos 3D agora podem ser criados a partir de um modelo BIM em menos de dois minutos e compartilhados com o público via WhatsApp, por exemplo. O serviço começa a partir de US$ 20 (R$100,00) por mês, o que é suficiente para publicar modelos de vários pequenos projetos ou um modelo de um projeto de tamanho médio. Em breve, será normal compartilhar modelos 3D o tempo todo, com qualquer pessoa, em qualquer lugar.

Usando a nova opção Web VR, os arquitetos agora podem visualizar rapidamente seus modelos BIM e compartilhar projetos 3D com um cliente ou contratado. Os trabalhadores da construção civil podem compartilhar planos ou revisar alterações em 3D no local por meio de dispositivos móveis, enquanto o setor imobiliário poderá comercializar e vender propriedades com mais eficiência, com as visualizações de modelos 3D sendo facilmente rastreadas.

O Tridify também fornecerá vários visualizadores da Web para permitir que um modelo seja mostrado de diferentes maneiras para diferentes grupos de usuários, dependendo do uso final e do nível de habilidade.

Exemplo de URL de demonstração e modelo de uma casa de verão, criada usando a nova opção:

https://view.tridify.com/floorplan/index.html#/conversion/aU9pwSDYSLnAe4lndgVvcZ6AyUDTpcM8-JhNVH5nnGI

As imagens anexadas são do mesmo modelo de amostra.

Primeiros clientes

A WSP, empresa de engenharia, é uma das primeiras usuárias do novo serviço. Parte do grupo global WSP, a empresa oferece consultoria estratégica ao setor de construção e infraestrutura. A WSP usa a opção Tridify Web VR para criação rápida e eficaz de VR nos estágios iniciais do projeto para facilitar o processo de comunicação com seus clientes. A inovação também abre uma grande variedade de possibilidades para o desenvolvimento de modelos VR (realidade virtual) como ferramentas de comunicação BIM, também contendo dados BIM e não apenas sendo uma visualização pura.

A SATO Corporation, uma das maiores empresas de aluguel de casas na Finlândia (com mais de 26.000 casas para alugar) também aplica o Tridify em seu fluxo de trabalho. Antes da implementação do Tridify, a empresa precisava utilizar visualizadores separados, complexos e difíceis de usar para visualizar os modelos IFC. Após a implementação do Tridify, ficou mais fácil e rápido a publicação de modelos 3D, além de facilitar o compartilhamento dos modelos para visualização externa. Ser capaz de visualizar projetos em 3D nos dispositivos móveis é particularmente poderoso quando se trata de comercializar imóveis.

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Artigos BIM

Conheça o método construtivo que revolucionou a Vila Olímpica de Londres 2012

As soluções High Rise da Mace Tech combinam tecnologia digital e BIM com uma abordagem de fabricação pré moldada para reduzir o tempo de construção e melhorar a qualidade do empreendimento.

Um método de construção de “próxima geração” que combina a tecnologia BIM digital com uma nova técnica de pré fabricação para construir edifícios de forma mais rápida, segura e com uma maior qualidade foi aplicada na reconstrução da antiga vila de atletas de Londres 2012 em Stratford.

A Mace Tech, uma nova unidade de negócios da consultoria global e empresa de construção Mace que liderará a implantação e entrega de métodos avançados de construção de edifícios pré fabricados, disse que o sistema High Rise Solutions (HRS) é uma evolução do pensamento por trás da a premiada Jump Factory – uma fábrica autônoma construída em torno do perímetro de um novo empreendimento que utiliza manuseio eficiente de materiais e entrega pontual de elementos pré-fabricados para a construção de edifícios, andar por andar.

A abordagem Jump Factory permitiu à Mace Tech reduzir os programas de projeto e construção em 25%, os movimentos de veículos em 40% e os resíduos em 70%.

Após o sucesso da Jump Factory, a Mace trabalhou com a empresa australiana Hickory para adaptar o sistema de B2B (Building to Building) no Reino Unido. Usando ferramentas de modelagem paramétrica e inteligência artificial, a HRS pode desenhar a partir de um catálogo de componentes para projetar e fabricar os subconjuntos de estrutura e fachada fora do local.

NO6 East Village

Após um piloto do HRS em um grande projeto de construção em Londres, o sistema agora está sendo usado para construir o NO6, um esquema de construção para aluguel no East Village, a antiga Vila Olímpica de Londres (2012) vem sendo construído pela Mace em nome da Get Living. Dividido em duas torres de 26 e 31 andares, o empreendimento entregará 524 novas casas.

A Mace está convertendo as atividades do local em um processo de montagem, instalando módulos simultaneamente com a mobília e módulos MEP para reduzir drasticamente o tempo de construção e melhorar a produtividade em até seis vezes em comparação com o desempenho atual do setor.

Antes da construção, todas as unidades modulares são inseridas na modelagem BIM 360, que permite que cada componente seja rastreado desde o seu projeto até a fabricação, despacho, entrega no local e instalação.

A abordagem HRS ajudará a reduzir o programa de construção em 18 semanas, com 20% menos trabalhadores no local, em comparação com a metodologia tradicional de construção.

Mark Reynolds, executivo-chefe da Mace, disse: “O lançamento da Mace Tech dá um passo importante, não apenas à Mace, mas para o setor. A menos que repensemos radicalmente a forma como construímos, nunca seremos capazes de fornecer a habitação e a infraestrutura que são urgentemente necessárias em todo o Reino Unido e reduzir nossa pegada de carbono.

“A disponibilidade de dados inteligentes é essencial para mudar radicalmente nossa indústria. A Mace Tech nos permitirá aproveitar as mais recentes tecnologias digitais e métodos de construção pré fabricados para criar edifícios melhores. O HRS já está ajudando a entregar moradias de forma mais rápida, com menos desperdício e reduzir as emissões de carbono.”

Shaun Tate, diretor da unidade de negócios da Mace Tech, acrescentou: “O HRS é mais do que apenas um novo método de construção pré fabricado – é uma nova metodologia digital, muito aproximada de como montamos e construímos edifícios.

“Interrogamos toda a produção para entender o processo, inspirando-nos na indústria automobilística com sua linha de produção e montagem integrada, procurando como podemos desenvolver métodos de montagem fora do canteiro mais inteligentes e eficientes para obter melhores resultados.

“Na N06, já podemos ver os benefícios que esse método está fornecendo com entrega just-in-time e processos de trabalho muito mais simplificados.

“Como parte da abordagem da Mace ao investimento estratégico em novos métodos de construção, a Mace Tech foi estabelecida como um veículo para lançar novos métodos de pré fabricação no mercado, incluindo o HRS.”

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Artigos BIM Sustentabilidade

Por que construções sustentáveis são boas para os negócios?

Os negócios globais estão cada vez mais focados na sustentabilidade. Contribuindo com 39% das emissões globais de carbono, há uma pressão particular sobre a indústria da construção, bem como sobre arquitetura e engenharia.

Além de preservar nossos recursos naturais, o sucesso das empresas desses setores dependerá progressivamente de sua busca por soluções mais ecológicas em 2020 e durante a próxima década.

Novas tecnologias e processos de produção estão melhorando as credenciais ecológicas dos materiais usados para uma variedade de projetos de engenharia, e abordagens alternativas à sustentabilidade, como elementos pré-fabricados, modernização e reforma estão se tornando mais amplamente usadas nesses setores.

O projeto e a fabricação sustentáveis são igualmente importantes para as empresas que fornecem esses serviços e também para as que os empregam. Seja para reformas de escritórios ou novos prédios, as empresas devem procurar arquitetos, engenheiros e empreiteiros preocupados com a sustentabilidade para ajudar a fornecer locais de trabalho que beneficiem sua equipe, sua reputação e o meio ambiente.

Aqui estão três razões pelas quais a criação de um ambiente construído de maneira sustentável é essencial e por que as empresas devem adotar uma abordagem ecológica às suas necessidades de projeto:

Proteção Ambiental

A razão mais importante pela qual as empresas de arquitetura, engenharia e construção devem se tornar mais sustentáveis são os benefícios para o meio ambiente. 17% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do Canadá provêm de edifícios comerciais, industriais e residenciais. Portanto, mudanças no funcionamento desses setores podem ajudar a tornar o país um local mais limpo e saudável.

Novas tecnologias de decoração também contribuem para um esforço conjunto para proteger o meio ambiente. Um exemplo disso vem do HYDRO-NDD 2.0 da marca Sintered Stone, da Neolith, que usa tintas à base de água em vez de variações dependentes de solvente para reduzir as emissões de CO2.

Outra é a parceria da Neolith com a PURETi, fabricante líder de soluções de manutenção preventiva fotocatalítica à base de água, que oferece a arquitetos e engenheiros um tratamento de superfície sustentável para fachadas exteriores – especialmente útil para edifícios comerciais e arranha-céus em cidades movimentadas.

Além disso, os materiais feitos de componentes naturais podem ser reciclados, minimizando a quantidade de resíduos que chega aos aterros sanitários. Construir uma economia circular em projetos de construção a partir do estágio de projeto pode maximizar a reutilização de componentes e reduzir o carbono incorporado ao longo de todo o ciclo de vida de um edifício.

A construção externa, e não a construção local, também reduz a quantidade de energia utilizada, minimiza o desperdício e prolonga a vida útil dos materiais. Em vez de demolir os edifícios existentes, a reforma deve sempre ser considerada primeiro, pois criam edifícios mais eficientes em termos energéticos e de alto desempenho que custam menos para operar, aumentam em valor e são esteticamente agradáveis.

Liderança na Indústria

Projetar e construir de maneira sustentável beneficia também as empresas que oferecem esses serviços. Trabalhar para proteger o meio ambiente ajuda a construir e manter uma boa reputação, enfatizando-os como líderes em seus respectivos setores.

Ser visto como um visionário também provavelmente contribuirá para o crescimento financeiro e elevará a motivação interna entre os membros da equipe. A liderança vem de cima para baixo; portanto, quando os funcionários fazem parte de um setor de visão de futuro, eles se sentem incentivados a fazer o melhor trabalho possível.

Bom para os negócios

Tornar-se mais sustentável beneficia todos, principalmente as empresas que contratam empresas de construção para seus projetos.

Por fim, trabalhar com práticas de arquitetura e construtores com credenciais ecológicas certificadas, além de especificar materiais ecológicos, resulta em um ambiente de trabalho mais saudável para os funcionários. Também ajuda a criar uma imagem de marca positiva de dentro para fora.

Uma abordagem sustentável não requer necessariamente uma ação dramática. Desde os aspectos significativos de projeto de um escritório de tamanho modesto até a construção comercial de grande porte, todas as ações que uma empresa realiza são passos na direção certa.

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Artigos BIM Internet das Coisas

O BIM e a Internet das Coisas (IoT)

Com a popularização e fácil acesso à Internet das Coisas, seja através de kits Arduino ou Raspberry, começamos a finalmente ver aplicações práticas e muito importantes dessa nova tecnologia, com grande viabilidade comercial.

Agora, já pensou o que aconteceria se nós resolvermos misturar o BIM a IoT? Já imaginou monitorar em tempo real a temperatura, umidade, níveis de dióxido de carbono e de iluminação nos ambientes através de interfaces modernas e interativas?

Em tempos de massificação do acesso à internet e às tecnologias, criar um dispositivo IoT está se tornando cada vez mais barato e fácil, afinal, o que não falta é conteúdo e repositórios na internet para os mais diversos projetos.

E com isso, aplicações cada vez mais práticas vem surgindo no mercado, como o desenvolvimento de redes de sensores e sistemas sofisticados de controle de edifícios coletando milhares de dados por segundo.

E o que isso tem a ver com o BIM?

Bom, através do IoT em conjunto com o IFC, podemos monitorar o edifício de forma visual e interativa, ajustando os níveis de resfriamento dos ambientes de forma automática a medida que as pessoas se reúnem num ambiente, juntamente com a posição do sol durante o dia em relação ao edifício e a concentração de dióxido de carbono neste local.

Os sistemas também podem monitorar o nível da luz natural no ambiente e regular as luzes artificiais para que um nível satisfatório de iluminação, como exemplo pela NBR 15575, seja atendido, garantindo o conforto dos ocupantes.

Toda essa coleta de dados também pode criar um mapa de calor durante um período estipulado, para que medidas de retrofit visando o desempenho térmico sejam atendidas. E não só o conforto térmico, mas os relatórios de iluminação e sonoro também podem ser registrados.

Além disso, estes dados podem ser sincronizados com poderosas ferramentas de leitura e visualização de forma amigável e interativa, como o Power BI da Microsoft, e o melhor, tudo através da nuvem, sem precisar de um servidor local!

Não seria bacana você visualizar a planta do seu imóvel na tela de um dispositivo como a Alexa da Amazon te informando todos estes parâmetros da sua residência? Até mesmo informando sobre a umidade da terra em seu jardim?

Mas as aplicações não param por aí! No canteiro de obras, as etiquetas RFID podem ser coladas às matérias primas, como em cada saco de cimento no estoque e então, a cada vez que alguém retirar o suprimento do armazém, o saco passaria por um leitor RFID que em tempo real, removeria do estoque este componente.

Essas são apenas algumas das maneiras interessantes pelas quais a indústria da construção está aprendendo a ser mais sustentável com a ajuda da IoT.