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87% das empresas de construção não usam novas tecnologias

Mesmo com o decreto BIM 2020 e popularização das tecnologias como impressão 3D, Internet das Coisas, Realidade Aumentada ao redor do mundo e em rodas de conversa, a realidade nos canteiros de obra pelo país ainda está muito distante da modernidade.

Segundo pesquisa feita pelo portal AECweb, 87% das construtoras e escritórios de engenharia e arquitetura não usam ou aplicam minimamente os processos e tecnologias de construção digital disponíveis atualmente.

Para se ter ideia, 32% dos entrevistados utilizam apenas o e-mail e whatsapp como ferramentas tecnológicas no gerenciamento de projetos e obras. Em compensação, a pandemia está forçando as empresas a buscar soluções que estejam alinhadas com a modernidade que nosso setor necessita, mesmo que essa adaptação não venha da noite para o dia, já que são necessários treinamentos e equipamentos que podem demandar horas e investimento até se tornarem aplicáveis na realidade do construtor ou projetista.

Entre as dificuldades, estão listadas abaixo os 7 maiores problemas de adoção de novas tecnologias:

1. As novas soluções têm preço elevado (23,5%)

2. Faltam habilidades e conhecimento adequado aos funcionários (18,4%)

3. A direção da empresa não tem cultura digital (17,4%)

4. São muitas soluções, existe um software para cada assunto (15%)

5. Falta de tempo para dedicar à implantação (13,2%)

6. As novas soluções são muito difíceis de implantar (6,5%)

7. É muito difícil adequar os processos atuais (6%)

Ainda de acordo com a pesquisa, cerca de 13% das empresas já se consideram digitalizadas, utilizando os meios digitais em todos os seus processos. Para elas, entre os benefícios estão:

Entre as ferramentas citadas por 13% dos entrevistados, o BIM é a solução mais utilizada, alcançando 58% dessas empresas, seguido por drones com 9%, empatado com a Realidade Aumentada.

Já as empresas que pretendem aderir a processos de construção digital nos próximos 3 anos, a maior parte, cerca de 28%, pretendem começar pelos projetos, seguido por planejamento com 21% e administração com 18%.

O objetivo de quem deseja implementar as novas soluções são o aumento de produtividade (26%), automatização dos processos (22%) e redução de custos (21%).

Confira a íntegra da pesquisa clicando aqui.

https://www.aecweb.com.br/infografico/pesquisa-transformacao-digital.html?utm_source=sales_force&utm_medium=email&utm_term=&utm_content=&utm_campaign=pesquisa_aecweb

E você? Acredita que a construção digital é o ponto chave para a modernização, aumento de produtividade e consequentemente da qualidade das obras em nosso país? Comente abaixo.

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Coronavírus está influenciando a modernização da construção civil

Antes mesmo do Coronavírus desembarcar em terras tupiniquins, o setor da construção civil já apresentava tímidos avanços na implantação de soluções tecnológicas no canteiro de obras, seja através do uso de sensores RFID, Drones, Câmeras, BIM ou Internet das Coisas, mas com o Covid-19, este processo tende a acelerar.

Podemos notar muito bem o avanço que o canteiro teve ao longo de anos, hoje, se faltar energia elétrica na obra, se torna impossível executar a maioria dos trabalhos, pois a dependência de ferramentas elétricas e eletrônicas se tornou fundamental na produção.

A pós pandemia, além da modernização tecnológica no setor da informática, trará grandes mudanças na industrialização das edificações, assim como é hoje na Europa ou nos Estados Unidos. Tudo o que puder ser feito fora do canteiro, com o menor envolvimento de pessoas, seja pelos novos hábitos de distanciamento, seja pelos riscos de segurança que o canteiro apresenta, serão bem vindos.

A grande prioridade do setor para esta década é conseguir da esfera federal, políticas e incentivos tributários para acelerar a industrialização do canteiro de obras. A tendência é transformar as construtoras em montadoras de sistemas que sejam entregues prontos no local da obra, como se fosse um lego gigante.

A modernização não trará desemprego, apenas mudará o perfil do profissional

Nós não precisamos “reinventar a roda”, mas apenas importar e desenvolver nacionalmente as principais tecnologias empregadas em canteiros modernos mundo a fora, exemplo o steel frame, wood frame, fôrmas-estruturas (como ICF), sistemas sustentáveis (como o PassivHaus), entre diversos outros exemplos.

Essas tecnologias não irão gerar o desemprego no setor da construção 4.0, mas sim alterar o perfil de quem trabalha nele, ampliando o leque de possibilidades para novos profissionais e também àqueles que desejaram se adaptar as tendências. Entre os grandes benefícios, temos a segurança e saúde dos colaboradores no canteiro, como também a velocidade do processo produtivo.

Novos desafios já estavam surgindo das demandas de um mundo cada vez mais rápido, exigente e com recursos finitos, mas a pandemia de 2020 chegou para acelerar ainda mais este processo de inovação tecnológica.

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PET reciclado ganha mais espaço na Construção Civil

Cerca de 584 bilhões de garrafas PET são consumidas anualmente, sendo os Estados Unidos, China, Índia e Brasil os principais produtores mundiais. Segundo dados da ABIPET (Associação Brasileira da Indústria do PET), anualmente são descartados 1,15 milhão de toneladas, sendo que desse volume, apenas 350 mil toneladas são efetivamente recicladas no país.

Apesar das indústrias de artefatos plásticos e têxtil serem os maiores consumidores do PET reciclável, a construção civil enxerga horizontes e expande sua fatia no consumo desse subproduto através de tecnologias que utilizam o PET em materiais e sistemas construtivos.

Em testes recentes, o Politereftalato de Etileno apresentou boas propriedades de isolamento acústico na combinação com sistemas de alvenaria e laje. Outra utilidade deste plástico é como componente na fabricação de fôrmas para concretagem, criando alternativas nos compostos utilizados.

Além disso, pode ser aplicado como agregado na fabricação de blocos de concreto não-estruturais, como também já é utilizado na produção de componentes hidráulicos e de decoração dos ambientes.

Nos Estados Unidos, as garrafas PET estão dando origem a um novo tipo de fôrma para concretar. Elas são conhecidas pela sigla ICF (fôrma de concreto isolante), sendo aplicado em construções de pequeno e médio porte, como edifícios até 4 pavimentos.

Sistemas Construtivos alternativos movimentam mais de 1 bilhão de dólares nos EUA

O potencial econômico do PET na construção civil já é perceptível nos EUA, onde em 2018 cerca de 1 bilhão de dólares foram movimentados por estes tipos alternativos de sistema construtivo.

O uso de ICF (fôrma de concreto isolada), fôrmas que isolam o concreto dentro de sua “carapaça” e já vem com as ferragens montadas não são retirados após o despejo do concreto, criando então uma combinação de alvenaria em camadas com propriedades acústicas e térmicas bem definidas. A vantagem desse tipo de fôrma é minimizar os custos com mão de obra, por ser um tipo de sistema “pré-fabricado”, além de serem rápidas e protegerem o aço e o concreto com a camada primária de PET.

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A tecnologia substituirá a habilidade humana na construção?

Os programas de computador têm sido incrivelmente úteis em progredir em quase todos os setores, especialmente na indústria de AEC, com o aumento da dependência de software, alguns estão preocupados que isso poderia depender de software, por extensão, a perda de habilidade humana no local de trabalho

A dependência da preocupação com o software no setor de AEC é amplamente exagerada – um programa só produzirá qualidade com base na entrada, ou seja, sempre precisará de engenheiros competentes para trabalhá-los a fim de produzir resultados de alta qualidade.

Não há realmente nenhum substituto para a habilidade humana genuína. Como tal, a assistência baseada em computador permanecerá como uma ferramenta de suporte. O vínculo bem-sucedido entre os programas de computador e as habilidades de engenharia varia dependendo de em qual parte do setor de AEC eles estão sendo usados. Para entender como esse fator pode afetar seu relacionamento, precisamos primeiro examinar os três principais estágios do projeto de engenharia.

  1. Conceito: Neste estágio, a maior parte do design vem da imaginação do engenheiro, apoiada por alguns elementos ou cálculos simples de dimensionamento.
  2. Elaboração e análise: Esta etapa traz o conceito de design para o mundo real de forma mais séria, verificando se é viável e como será bem-sucedido. Esse estágio é predominantemente baseado em computador, usando programas como software de projeto de construção para ajudar os engenheiros a trabalhar com maior precisão.
  3. Projeto detalhado: Este estágio é quando, como o nome sugere, o design se torna muito mais detalhado. Neste ponto, o design é quase totalmente baseado em computador, com a análise acontecendo em segundo plano.

Compreensão e imaginação são aspectos que somente um trabalhador humano pode trazer para um projeto de qualquer tipo. Mas não é apenas o aspecto imaginativo que as máquinas não podem replicar totalmente: o ajuste fino, por exemplo, ainda precisa de uma mão humana orientadora para garantir que as saídas estejam corretas. Embora saltos e limites estejam certamente sendo feitos no aprendizado de máquina, por meio do qual os computadores podem agora tomar decisões baseadas em dados e registros históricos, é altamente improvável que isso se desenvolva até o ponto em que a habilidade humana e o julgamento se tornem obsoletos.

Claro, as pessoas não são perfeitas em seus julgamentos. Erros podem ser cometidos ao escrever os programas projetados para dar suporte ao design ou ao longo da linha ao inserir dados nesses programas. Qualquer erro resultará em uma saída imprecisa. Por essa razão, o tópico da verificação automatizada – por meio do qual os programas de computador verificarão a entrada em relação a projetos anteriores e seu sucesso ou falha – tem sido um ponto importante de discussão no setor de AEC ultimamente.

No entanto, é importante ter em mente que a maioria dos desastres de engenharia ocorreu devido a algo incomum; isto é, algo que não aconteceu em projetos relacionados anteriores. Embora os verificadores de regras ajudem quando situações em que as regras se aplicam, elas não podem sinalizar algo que não aconteceu em registros anteriores, isto é, algo incomum.

Existem exemplos disso no mundo do trabalho. A conhecida oscilação do Millennium Bridge não foi percebida em nenhum momento pelo código do design. Programas não conseguiram prever a instabilidade do vento de Tacoma Narrows. Embora os engenheiros possam usar um juízo de valor, os programas de computador não. À medida que o mundo muda, os engenheiros farão um juízo de valor para adaptar seus projetos de acordo.

Fórmulas e algoritmos são usados não para substituir a habilidade humana, mas para tomar decisões tão precisas quanto possível. Existem várias estruturas e projetos que tiveram fórmulas desenvolvidas exclusivamente para eles. Por exemplo, a criação da fórmula original para estruturas de casca teve que ser criada por matemáticos especialistas para garantir o sucesso.

Agora, com a análise de elementos finitos, quase qualquer forma pode ser analisada – mas isso não significa que essas formas sejam sempre sensíveis. Há uma certa tensão entre arquitetos e engenheiros em torno disso. Onde os engenheiros são vistos como desejados, os arquitetos são vistos como querendo novidades primeiro. Mas essa disparidade faz a parceria perfeita para os melhores projetos.

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O que é realidade aumentada e como ela pode ajudar as Construtoras?

Todo mundo conhece a realidade virtual, mas você já considerou como a realidade aumentada na construção e na arquitetura poderia ajudar sua empresa?

A realidade aumentada (RA) é uma visão copiada e viva de um ambiente físico, do mundo real, cujos elementos são aumentados (ou suplementados) por informações sensoriais geradas por computador. A realidade virtual substitui o mundo real por um simulado, enquanto a realidade aumentada toma o mundo real e acrescenta a ele – no caso da arquitetura – um modelo 3D do seu design.

Com a ajuda da avançada tecnologia de realidade aumentada, como visão computacional e reconhecimento de objetos, as informações sobre o mundo real circundante do usuário tornam-se interativas e podem ser manipuladas digitalmente. Na realidade aumentada, o software de computador deve derivar coordenadas do mundo real, independente da câmera ou das imagens da câmera.

A realidade aumentada em projetos de construção e arquitetura envolve a colocação de um modelo 3D de um projeto proposto em um espaço existente usando dispositivos móveis e modelos 3D. AR tem sido usado em jogos de vídeo e entretenimento de mídia por um período muito mais longo de tempo para mostrar uma imagem real interagindo com um criado a partir de gráficos de computador. Sua utilização amadureceu nas indústrias de arquitetura e construção civil quando empreiteiros como a BNBuilders de Seattle começaram a usá-lo para mostrar aos clientes desenhos propostos no contexto das condições existentes usando iPads da Apple e outros dispositivos móveis em um canteiro de obras.

Ver o Autodesk Revit ou outro modelo 3D no contexto ajuda muito no planejamento de espaço e na visualização de projetos. O AR estava restrito principalmente a empresas de arquitetura, engenharia e construção com grandes grupos tecnológicos que podiam passar horas integrando modelos Revit com modelos caseiros de motores de jogos 3D, mas a tecnologia já foi democratizada e está disponível em projetos de pequenas empresas e até mesmo proprietários podem tirar proveito disso.

A Realidade Virtual da JBknowledge, uma empresa de tecnologia anteriormente conhecido por trazer subcontratados e postos de trabalho em conjunto, é um aplicativo AR móvel disponível em uma base por projeto. Ele pode colocar um modelo 3D em contexto, visível em um dispositivo iOS ou Android, seja em um conjunto 2D de planos, na frente de um local real ou até mesmo em uma imagem do local do seu projeto. Os usuários se concentram em um determinado design ou arquivo de plano com a câmera em seu dispositivo móvel; Em seguida, o aplicativo reconhece o design e a tela se sobrepõe a um modelo virtual de como o projeto será exibido após a conclusão. Qualquer um pode ver um modelo do Revit em contexto (os desenhos do Revit devem ser importados em um formato diferente para serem reconhecidos), em uma visão completa de 360 graus.

A realidade aumentada também tem uma riqueza de usos de design e construção além da visualização. Ele pode ser usado para análise de projeto para detectar conflitos virtualmente percorrendo seu modelo completo. Ele se encaixa no projeto de revisão de construtibilidade ao permitir que o arquiteto e o contratado colaborem em mudanças que devem acontecer entre o projeto e a construção devido a problemas de capacidade de construção. Pode até ajudar na pré-fabricação de componentes de construção.

Um uso muito citado de AR veio após o terremoto de Christchurch em 2011 na Nova Zelândia. A Universidade de Canterbury lançou o CityViewAR, que permitiu aos urbanistas e engenheiros visualizar os edifícios que foram destruídos no terremoto. Isso deu aos planejadores uma ótima referência para o que costumava estar lá, enquanto também os deixava avaliar a devastação que o terremoto deixou para trás. Desde então, tem sido usado como ferramenta em toda a Austrália para a construção e investigação de terremotos.

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Estará a Rússia se tornando líder na Tecnologia BIM?

As Olimpíadas no Rio de Janeiro colocaram um holofote global nos maiores atletas do mundo e também nos recém-construídos complexos esportivos e infraestrutura da cidade sede.

A mesma coisa aconteceu quando os Jogos Olímpicos de Inverno chegaram a Sochi, na Rússia, em 2014. O país arrancou todas as paradas no desenvolvimento do Estádio Olímpico Fisht, com 40.000 lugares, que agora está sendo convertido de um estádio fechado para um céu aberto, uma arena para a Copa do Mundo de 2018.

Projetado pela Populous e pela BuroHappold Engineering, a Fisht opera com a ajuda dos serviços de tecnologia BIM fornecidos pelo SODIS Lab, uma das várias empresas russas que adotam essa tecnologia cada vez mais demandada.

Hoje, o Ministério da Construção da Rússia está procurando posicionar o país como líder em projetos BIM e exportar seus serviços para todo o mundo. Empresas de todo o mundo estão usando o BIM como um meio eficaz para comunicar uma variedade de dados de construção – como dimensões, recursos, funcionalidade e custo – entre os colaboradores do projeto próximos e distantes.

Com a tecnologia BIM, “os funcionários não precisam estar no local da construção ou onde a preparação da documentação é realizada”, diz Andrey Belyuchenko, diretor do departamento de planejamento urbano e atividades de arquitetura do Ministério da Construção em Moscou. “Essa é uma vantagem inegável da tecnologia e, consequentemente, a capacidade de exportar serviços BIM. O número e volume de projetos internacionais nos quais as empresas russas estão envolvidas está crescendo dinamicamente.”

Enquanto várias empresas russas estão trabalhando com o BIM em projetos de alto perfil – incluindo a Torre Akhmat de 100 andares em Grozny, Rússia e o Lakhta Center de uso misto em São Petersburgo – ainda há questões que impedem que o país atinja suas metas globais. Entre esses, os principais são o custo, a educação, as barreiras regulatórias e a falta de um padrão BIM reconhecido internacionalmente.

“Muitas empresas têm medo dos custos relacionados à implementação da tecnologia: a compra de software e equipamentos mais potentes e treinamento de pessoal”, diz Belyuchenko. “A implementação do BIM requer uma reestruturação significativa de muitos processos de negócios… [incluindo] novos papéis e cargos, como gerentes de BIM e coordenadores de BIM. E aqui na Rússia, as empresas enfrentam falta de pessoal com conhecimento e experiência no uso do BIM”.

Embora a implementação do BIM dentro das empresas seja certamente um grande obstáculo a ser esclarecido, convencer os clientes a dar o salto pode ser ainda mais desafiador. “A principal dificuldade reside na necessidade de mudar as mentes dos participantes do mercado”, diz Belyuchenko. “Várias empresas preferem usar métodos conservadores em seu trabalho, mesmo que sejam ineficazes. Mas o estado precisa de novas tecnologias e construção eficiente, então define as novas regras”.

Para esse fim, o Ministério da Construção planeja estabelecer um sistema por etapas, tornando o BIM obrigatório para todos os projetos de construção no próximo ano. “Planejamos estabelecer uma cota”, diz Belyuchenko. “Vamos dizer que 20 por cento dos contratos federais devem ser realizados usando o BIM no próximo ano. Mais tarde, o pedido será estendido aos contratos locais. E se, em 2018, uma estrutura for projetada usando o BIM, então, em 2019, a construção da estrutura também será implantada com o BIM. Em cinco anos, cerca de 50% dos contratos públicos em todos os níveis do sistema orçamentário russo podem ser transferidos para o BIM”.

Para apoiar isso, a Rússia precisará adotar uma norma BIM reconhecida internacionalmente, que estabelecerá uma linguagem comum sobre como as informações são transmitidas. O Ministério criou um conselho de especialistas e um grupo de trabalho de consultores BIM que estão procurando padrões criados por outros países, como o Reino Unido, para desenvolver um modelo que seria atraente para a Rússia. A Autodesk forneceu um modelo padrão BIM para a Rússia que incluiu terminologia geral, regras de garantia de qualidade e orientação sobre marcos de modelagem para um determinado projeto.

“O Reino Unido hoje é líder em BIM”, diz Belyuchenko. “Tornou-se não apenas um pioneiro, mas também alcançou um ótimo desempenho. Portanto, suas experiências – assim como as dos países europeus e asiáticos – devem ser estudadas e usadas. É por isso que estamos usando o padrão BIM do Reino Unido como modelo”.

À medida que o padrão BIM da Rússia se solidificar, os empreiteiros e subempreiteiros locais menores precisarão recuperar o atraso no desenvolvimento da capacidade BIM e na absorção dos custos. Felizmente, além do mandato gradual do BIM, que permite que as empresas adquiram software e treinamento, o Ministério está trabalhando para aumentar as oportunidades educacionais.

Um desses recursos contará com práticas recomendadas, cursos de treinamento e outras informações úteis coletadas do mercado global. E várias universidades, incluindo a Universidade Estadual de Moscou de Engenharia Civil, já começaram a oferecer cursos BIM.

Política e economicamente, a Rússia tem enfrentado opiniões negativas no cenário mundial. Mas a adoção generalizada de um padrão BIM e de um suporte de cima para baixo para seu uso em projetos globais de construção poderia apresentar a nação sob uma luz diferente para os clientes em potencial, enquanto impulsiona a economia russa.

“Fortalecer nossa posição na arena internacional – e a expansão da exportação de serviços BIM – nos permitirá levar a um novo patamar”, diz Belyuchenko. “Isso, por sua vez, afetará a percepção das pessoas. Aos olhos da comunidade internacional, seremos um país que usa tecnologia avançada para crescimento interno e colaboração externa”.

É uma aspiração de nível olímpico, com certeza. Fique ligado, já que a estrela BIM da Rússia provavelmente ficará mais brilhante.

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Pré-Fabricados: economizando recursos com o BIM

Criar melhores projetos é apenas parte da promessa da tecnologia BIM. Muitas empresas de pequeno e médio porte estão usando projetos 3D para colaborar com empreiteiros e gerentes de construção para automatizar a produção de seus projetos e pré-fabricar componentes de construção, como equipamentos mecânicos e sistemas de paredes.

Embora projetos de quase todos os tamanhos possam se beneficiar de técnicas de construção pré-fabricadas, talvez tenha o maior impacto em projetos maiores e mais complexos. Esses projetos geralmente são gerenciados por uma construtora ou gerente de construção, que irá pré-fabricar equipamentos mecânicos, elétricos e hidráulicos, que podem ser entregues ao canteiro de obras e instalados por subcontratados comerciais menores, exatamente quando necessário.

“Por que usar o BIM? Você está automatizando um processo de desperdício de 2D? Como o BIM oferece um design melhor? Podemos eliminar a duplicação de modelos?”, Pergunta Victor Sanvido, vice-presidente sênior da Southland Industries, empresa de engenharia e sistemas de construção, e presidente do LEAN Construction Institute. “Se pudermos identificar e remover resíduos – essencialmente não produzir o que as pessoas não querem – precisamos fazer isso. Os Princípios de Produção da Toyota afirmam que respeitamos as pessoas, o cliente define valor e identificamos e removemos os resíduos.”

Fundada em 1997, a LCI é uma organização sem fins lucrativos que opera como um catalisador para transformar as indústrias de AEC através da entrega de projeto enxuto usando um sistema operacional centrado em uma linguagem comum, princípios fundamentais e práticas básicas. Seus objetivos abrangentes incluem o desenvolvimento de canais de colaboração e distribuição para processos LEAN.

Trabalhar em um ambiente LEAN e preparar um prédio para pré-fabricação durante o projeto significa trabalhar em estreita colaboração com arquitetos, engenheiros, profissionais da construção civil e subcontratados comerciais no estágio de projeto conceitual e ao longo de todo o processo de construção. Independentemente de sua equipe compartilhar ou não um contrato de fornecimento integrado, os processos de trabalho precisarão ser mais colaborativos do que o processo tradicional de entregar documentos contratuais em pontos específicos durante o projeto e depois deixar o restante para a equipe de construção.

Também requer que os membros da equipe do projeto pensem sobre as coisas além de suas especialidades individuais, como a diversidade de cargas elétricas e mecânicas, o fluxo de ar do prédio e como as partes do edifício se encaixam. Em 2009, a DPR Construction, importante participante dos projetos de saúde da Califórnia, começou a experimentar a ideia de usar o BIM para realizar detalhamentos de drywall. A equipe de drywall de auto-execução da DPR tomou decisões sobre a melhor forma de construir em campo e a representou em uma planilha de spool criada diretamente a partir do modelo de construção, com base na experiência e na tomada de decisões de seus colaboradores envolvidos na criação desse modelo. Esses esforços começaram no projeto Sutter Health Castro Valley Cinic.

“As pessoas dizem que ‘pré-fabricação modular significa que ele precisa restringir o projeto’”, diz Nathan Wood, engenheiro de inovação da DPR. “A mensagem que estamos tentando dizer aqui é realmente ‘O BIM permite que a pré-fabricação seja flexível’ porque não importa o quão único e único seja o design, contanto que saibamos que ele é construtível no modelo, podemos pré-fabricá-lo e instalá-lo.”

Graças à rigorosa modelagem 3D de 1/8 de polegada pela DPR e seus subcontratados comerciais no estágio de projeto, foram criadas folhas de bobinas totalmente coordenadas diretamente do modelo 3D – com as nuances e o design exato de cada seção do painel totalmente detalhados. Com essas chapas de bobinas BIM totalmente coordenadas, a equipe de drywall da DPR conseguiu instalar toda a construção do poste e do painel do hospital antes que as paredes entrassem. Isso significava que também podiam instalar o equipamento mecânico, elétrico e hidráulico antes de as paredes entrarem, evitavando que eles tivessem que deslocar esses componentes de construção através de um labirinto de paredes e eliminavam oportunidades de retrabalho caro se algo não coubesse como desenhado.

Quando chegou a hora de fabricar as centenas de painéis de drywall com estrutura de aço, a DPR tinha as estruturas de painéis de bitola leve construídas em uma fábrica próxima, e não no ambiente caótico do local de trabalho.

“Era um ambiente muito mais limpo”, diz Josh Bronitsky, gerente de projetos da DPR. “Essa foi uma grande eficiência que nem planejamos.”

As paredes acabadas foram enviadas ao local em sequência, de modo que materiais extras não estavam atrapalhassem o local do hospital antes que eles estivessem prontos para serem instalados.

A economia global que a DPR e seus pequenos empreiteiros perceberam da pré-fabricação no Sutter Castro Valley Medical Center incluiu cortar 18,75% do orçamento de sistemas mecânicos e 50% do dinheiro destinado à fabricação e instalação de drywall.

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